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Pentágono constrói arsenal de guerra na Austrália para conter a China

0 Comentários🗣️🔥 Os Estados Unidos planejam instalar um depósito permanente de armamentos prontos para combate em território australiano, mirando diretamente a capacidade militar chinesa no Indo-Pacífico. Documentos de licitação da Marinha americana, publicados no início deste mês, revelam a alocação de 30 milhões de dólares para erguer galpões e escritórios na base militar de Bandiana, […]

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Militar acompanha transporte de armamentos em caminhão militar, na Austrália. (Foto: rt.com)
Militar acompanha transporte de armamentos em caminhão militar, na Austrália. (Foto: rt.com)

Os Estados Unidos planejam instalar um depósito permanente de armamentos prontos para combate em território australiano, mirando diretamente a capacidade militar chinesa no Indo-Pacífico. Documentos de licitação da Marinha americana, publicados no início deste mês, revelam a alocação de 30 milhões de dólares para erguer galpões e escritórios na base militar de Bandiana, no estado de Victoria, sudeste da Austrália, conforme apurou a agência AFP em reportagem divulgada pelo portal RT.

O plano prevê que o arsenal atinja capacidade total até 2028, com os equipamentos armazenados inicialmente em Melbourne antes de serem transferidos para Bandiana. Cerca de 110 engenheiros, mecânicos e especialistas em segurança serão contratados por meio de uma empresa terceirizada global de defesa para operar o depósito. A proibição australiana de bases militares estrangeiras em seu solo impede que militares americanos executem a tarefa diretamente.

Um porta-voz do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA confirmou à AFP que as atividades no país “apoiam a sustentação global integrada, mantendo equipamentos e suprimentos prontos para operações e exercícios em todo o Indo-Pacífico”. O Pentágono solicitou ao Congresso americano 500 milhões de dólares para 2027, destinados a posicionar equipamentos e combustível em pontos estratégicos da região Ásia-Pacífico com o objetivo expresso de dissuadir a China. O primeiro depósito americano desse tipo deve ser inaugurado nas Filipinas ainda este ano.

A escolha do sul da Austrália não é aleatória. Em análise recente, o think tank Lowy Institute alertou que Pequim já possui capacidade de atingir o norte australiano a partir de seus postos avançados no Mar do Sul da China.

O depósito em Victoria fica fora do alcance dos mísseis balísticos chineses, como destacou a própria AFP em sua reportagem. A localização expõe a lógica de escalada que move Washington: posicionar infraestrutura ofensiva cada vez mais perto do território chinês enquanto tenta proteger seus ativos de uma resposta legítima.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, rechaçou abertamente o relatório do Lowy Institute e instou Canberra a parar de inflar a chamada “ameaça chinesa”. Pequim desenvolve suas capacidades militares com propósitos exclusivamente defensivos e não tem planos de mirar outros países, enfatizou Lin Jian. A China tem denunciado repetidamente a cooperação militar entre EUA e Austrália, acusando as duas nações de minar a segurança na região Ásia-Pacífico com uma “mentalidade de Guerra Fria”.

O movimento americano se insere em uma ofensiva mais ampla de militarização do Pacífico. No final de maio, o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Sergey Shoigu, alertou que Coreia do Sul e Japão preparam-se para receber armas nucleares americanas.

“Tais armamentos também podem acabar em território australiano devido à sua participação na parceria AUKUS”, sublinhou Shoigu. O pacto AUKUS, firmado entre EUA, Reino Unido e Austrália em 2021, prevê a produção de submarinos de propulsão nuclear para Canberra, aprofundando ainda mais o cerco militar anglo-saxão contra a China.

A instalação de um arsenal de prontidão em Victoria representa uma virada qualitativa na presença militar americana no hemisfério sul. Não se trata mais de exercícios rotineiros ou presença simbólica, mas de infraestrutura permanente de guerra posicionada a poucas horas de voo das rotas marítimas vitais para o comércio chinês. A decisão ignora a histórica resistência australiana a bases estrangeiras e transforma o país em peça avançada do tabuleiro de contenção que Washington monta contra Pequim.

Enquanto o Pentágono expande seus arsenais pelo Pacífico, a diplomacia chinesa insiste no diálogo regional e na construção de uma arquitetura de segurança inclusiva. O contraste entre quem militariza e quem propõe negociação não poderia ser mais evidente. A pergunta que fica é se Canberra compreende plenamente o risco de se tornar linha de frente em um conflito que não precisa existir.

Com informações de RT.

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