O senador republicano Lindsey Graham criticou o cessar-fogo mediado por Washington entre Israel e o Líbano, advertindo que o acordo pode proporcionar alívio estratégico ao Hezbollah.
A trégua visa interromper as operações militares israelenses em território libanês. Essas ações já causaram mais de 2.100 mortes e o deslocamento de mais de 1,2 milhão de pessoas.
Em mensagem publicada na rede X, Graham afirmou apoiar esforços diplomáticos para a paz no Oriente Médio. O senador ressaltou, porém, a necessidade de realismo quanto à situação no terreno.
Graham argumentou que limitar a capacidade de Israel de atacar o Hezbollah representaria um erro estratégico. Ele apontou que o exército libanês não conseguiu desarmar o grupo de forma efetiva.
O senador declarou que não apoiará nenhum acordo de paz no Líbano sem o desarmamento completo e a dissolução do Hezbollah. Washington classifica o movimento como organização terrorista.
O acordo do Departamento de Estado prevê a suspensão das operações ofensivas israelenses contra alvos libaneses. O texto mantém o direito de Israel de agir em autodefesa.
O pacto exige que o governo libanês impeça o Hezbollah de lançar ataques contra alvos israelenses. Essa determinação coloca as autoridades de Beirute em posição delicada diante da realidade local.
O Hezbollah não participou das negociações conduzidas por Washington. O grupo exigiu a interrupção completa de todas as atividades das Forças de Defesa de Israel em território libanês.
Segundo a RT, a ofensiva israelense havia sido retomada após o lançamento de foguetes pelo Hezbollah. O conflito reacendeu temores de escalada regional envolvendo o Irã.
Com informações de RT.
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