A Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa da Índia, a DRDO, e a Marinha Indiana realizaram o primeiro lançamento em salva do míssil antinavio NASM-SR, disparando dois artefatos a partir de um helicóptero Sea King sobre o golfo de Bengala.
As duas armas percorreram até 55 quilômetros e atingiram o alvo na linha d’água. Essa meta é considerada crucial para incapacitar embarcações de médio porte, segundo nota oficial do Ministério da Defesa.
Com 3,6 metros de comprimento e 375 quilos, o NASM-SR utiliza propulsor sólido de arranque rápido. Esse sistema permite emprego por plataformas aéreas sem adaptações complexas e reduz custos logísticos para navios e bases costeiras.
O guiamento terminal por imagem infravermelha, aliado ao modo de controle humano nos segundos finais, amplia a precisão em cenários de forte contramedida eletrônica. A ogiva omni-direcional de múltiplos projéteis formados explosivamente, com cem quilos, foi transferida para produção da Apollo Microsystems, consolidando a cadeia local de suprimentos dentro da política Make in India.
O míssil foi testado pela primeira vez em maio de 2022 e passou por ensaios de seeker em novembro de 2023. Ele recebeu autorização de compra que viabilizou o lote inicial fabricado pela Adani Defence & Aerospace.
O helicóptero Sea King Mk.42B foi escolhido por já possuir sensores compatíveis. A Marinha planeja integrar o armamento aos futuros MH-60R, à aeronave de transporte C-295 e ao drone MQ-9B, ampliando a bolha de negação de área.
Segundo o portal Naval News, oficiais da Força Aérea Indiana presenciaram o teste. Eles sinalizaram interesse em adaptar a versão ar-superfície para caças Tejas e Su-30MKI, que hoje utilizam o míssil israelense Crystal Maze.
O plano diretor TPCR 2025 da aviação militar pede um vetor de 75 a 100 quilômetros com seeker IIR e canal de dados. O NASM-SR cumpre parcialmente esses requisitos e poderá substituir importações no médio prazo.
Com alcance abaixo do BrahMos supersônico, a nova arma completa a escada de distâncias da doutrina indiana. Essa doutrina inclui ainda o projeto Glidefire na faixa intermediária.
A Frota planeja declarar capacidade operacional inicial quando forem concluídos ensaios em alvo móvel. Essa etapa está prevista para o segundo semestre, incluindo testes sob chuva de monções e interferência eletrônica intensa.
Oficiais recordam que, disparado de helicóptero oculto atrás do horizonte, o míssil de 55 quilômetros obriga navios adversários a manter radar ativo constante. Isso denuncia a posição e consome energia adicional.
A trajetória dialoga com a estratégia Sagar, pela qual Nova Délhi pretende proteger rotas que respondem por 90% do petróleo que abastece o país. Exercícios recentes da Austrália, do Japão e dos EUA nas ilhas Andaman deram contexto político ao lançamento.
Nova Délhi usou o evento para afirmar que fará defesa autônoma sem aderir a pactos militares que contrariem o direito internacional. Universidades parceiras da DRDO já estudam variante com turbojato para dobrar o alcance mantendo as mesmas dimensões externas.
Essa opção interessa a operadores africanos e latino-americanos de helicópteros Sea King. Especialistas veem sinergia direta com os programas espaciais da ISRO, pois o domínio de combustíveis sólidos de alta densidade reduz custos de foguetes civis e atrai capital estrangeiro a polos tecnológicos locais.
A fase de produção inicial poderá envolver cinquenta unidades. Esse número é suficiente para treinar tripulações e refinar táticas antes de contratos maiores.
Contratos maiores, segundo fontes da indústria, podem chegar a 300 exemplares. Tais volumes garantem economia de escala para equipar a ala aérea dos três porta-aviões previstos.
O produto oferece preço competitivo no mercado global. No Parlamento, integrantes do Comitê de Defesa elogiaram o avanço tecnológico e pediram aceleração das encomendas.
Eles destacaram os postos de alta qualificação gerados em Hyderabad e Bengaluru. O modelo Development-cum-Production Partner firmado entre Adani e DRDO vira referência para futuros radares e drones.
Ele abre caminho a exportações para marinhas do Sudeste Asiático interessadas em soluções de custo contido. A próxima campanha de tiro, programada para avaliar desempenho contra alvo em manobra real, deverá selar a prontidão operacional plena e abrir a etapa de certificação para exportação.
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Carlos Oliveira
02/05/2026
Luizinho 16 mandou a real: fome invade fronteira todo santo dia, sem precisar de míssil. Enquanto a Índia gasta rios de dinheiro em foguete pra explodir barco, aqui a gente vê motorista de app sendo explorado sem direito nenhum e posto de saúde caindo aos pedaços. Cadê o investimento em educação e saúde pública de qualidade que realmente protege o povo?
João Batista
02/05/2026
Marina e Maria Aparecida, com todo respeito, mas vocês estão confundindo as coisas. O Evangelho não manda um país ficar indefeso enquanto o pecado avança no mundo. Romanos 13 nos ensina que a autoridade existe para punir o mal e proteger os inocentes. Se a Índia se arma é porque sabe que vivemos num mundo caído, onde regimes ímpios ameaçam a paz. Agora, se o Brasil gastasse metade do que gasta com ideologia de gênero e aborto em defesa nacional, talvez não precisássemos temer invasões.
Luizinho 16
02/05/2026
João, “ideologia de gênero” não invade fronteira, mas míssil antinavio sim — acorda pra guerra de verdade, que é a fome.
Paulo Gestor RJ
02/05/2026
Pessoal, entendo a preocupação com gastos militares, mas acho que a discussão aqui é mais de estratégia do que de princípios. A Índia está investindo em capacidade de dissuasão, e o Brasil também precisa ter uma política de defesa clara, com planejamento e orçamento realista. O problema não é ter ou não ter mísseis, mas sim se o dinheiro está sendo bem aplicado e se o país tem condições de manter esses sistemas sem comprometer outras áreas.
Marina Costa
02/05/2026
Mais um gasto absurdo com armas enquanto famílias passam fome. O Brasil deveria seguir o exemplo de paz do Evangelho, não essa corrida armamentista.
Maria Aparecida
02/05/2026
Amém, Marina, Isaías 2:4 já dizia que converteriam espadas em arados, mas enquanto o lucro dos fabricantes de armas continuar sendo mais importante que o pão na mesa do pobre, o Evangelho será usado como enfeite e não como projeto de nação.