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Leite longa vida dispara 11,7% e corrói o alívio da inflação no carrinho

7 Comentários🗣️🔥 O preço do leite longa vida voltou a subir com força: em março, o produto avançou 11,74% na prateleira, segundo o IBGE. A arrancada reflete captação menor provocada pelo clima mais seco, custos de ração ainda elevados e reajustes sincronizados pelas grandes redes varejistas. Em fevereiro, o litro já havia subido 1,24%. O […]

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Foto: brasil.perfil.com / Divulgação

O preço do leite longa vida voltou a subir com força: em março, o produto avançou 11,74% na prateleira, segundo o IBGE. A arrancada reflete captação menor provocada pelo clima mais seco, custos de ração ainda elevados e reajustes sincronizados pelas grandes redes varejistas.

Em fevereiro, o litro já havia subido 1,24%. O salto de quase dez pontos percentuais em apenas um mês mostra que o repasse ganhou tração e transformou o leite no item com a maior inflação individual entre os alimentos básicos no fim do primeiro trimestre.

Na comparação com março de 2025, quando a alta fora de 3,34%, o avanço atual mais que triplica o ritmo dos preços. Essa aceleração reforça a volatilidade do lácteo, sensível ao clima e ao custo de insumos importados, sobretudo milho e soja usados na ração.

A despeito da alta brusca do mês, o acumulado em 12 meses ainda mostra deflação de 7,60%. O índice negativo é herança dos descontos agressivos praticados no segundo semestre de 2025, quando a oferta abundante forçou laticínios a liquidar estoques.

O alívio, porém, está ficando para trás: em fevereiro o acumulado marcava -14,54%. A redução de sete pontos no ritmo de queda sinaliza que a fase de preços em queda perdeu força, abrindo espaço para novas pressões ao longo do inverno.

Um ano atrás, o acumulado em 12 meses era de +11,89% — quadro completamente diferente. A virada de sinal ilustra como o mercado lácteo oscilou de escassez para excesso e, agora, volta a dar sinais de aperto na oferta.

A disparada do leite ocorre enquanto o IPCA-15 de abril subiu 0,89% e o IGP-M avançou 2,73%. Se o repasse persistir, o produto pode voltar a puxar o índice cheio nos próximos meses, encarecendo o café da manhã das famílias de menor renda e exigindo atenção redobrada do governo na construção de estoques reguladores.

Com informações de BRASIL.


Leia também: Óleo, açúcar, café, arroz e leite apresentam maiores quedas de preços nas capitais brasileiras


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Sargento Bruno

03/05/2026

Ronaldo, Francisco e Mariana, vocês podem ficar aí fazendo malabarismo teórico, mas a real é que o brasileiro tá pagando a conta de um governo que não tem a menor noção de gestão. Enquanto isso, o leite sobe 11% e ninguém vê um plano sério de abastecimento ou segurança alimentar. Falta pulso firme e prioridade naquilo que realmente importa.

    Luizinho 16

    03/05/2026

    Sargento, “pulso firme” não enche barriga de ninguém, só sustenta miliciano.

    Cecília Silva

    03/05/2026

    Sargento, “pulso firme” não põe leite na mesa de ninguém, só enche presídio de pobre e mantém miliciano no poder. Enquanto vocês pedem canetada, a gente que vive na favela sabe que o que falta é salário digno e controle de preço, não mais farda na rua.

Capitão Tavares 🇧🇷

03/05/2026

Mais um tiro no bolso do brasileiro. Enquanto esse governo brinca de fazer média com bandido e gasta rios de dinheiro com pauta identitária, o leite sobe 11% e ninguém faz nada. O país está à deriva, e a única coisa que falta é as Forças Armadas tomarem uma atitude antes que vire uma Venezuela de vez.

    Ronaldo Pereira

    03/05/2026

    Capitão, o leite subiu porque os patrões do agronegócio e os laticínios aumentaram a margem, não por causa de pauta identitária. Enquanto vocês pedem intervenção militar, a classe trabalhadora precisa é de controle de preços e salário digno.

    Francisco de Assis

    03/05/2026

    Capitão, o senhor tá confundindo as coisas: o leite subiu porque o agro e os laticínios aumentaram a margem de lucro, não por causa de pauta identitária. Enquanto vocês ficam nessa de intervenção militar, a classe trabalhadora precisa é de controle de preços e salário digno.

    Mariana Oliveira

    03/05/2026

    Capitão, seu comentário faz uma associação que não se sustenta nem economicamente nem sociologicamente. O aumento de 11,7% no leite longa vida não tem relação com gastos em políticas de identidade, mas sim com a estrutura de formação de preços no setor lácteo brasileiro. Como aponta a economista Esther Dweck, a inflação de alimentos no Brasil é fortemente influenciada pela concentração de mercado nos elos de processamento e distribuição. Os laticínios e redes varejistas operam com margens que aumentam sempre que há qualquer choque de oferta ou demanda, independentemente de gastos públicos com ações afirmativas. A culpa pelo leite caro está na lógica do lucro oligopolizado, não em políticas que buscam reparar desigualdades históricas.

    Quando você menciona “pauta identitária” como se fosse um desvio de recursos, está reproduzindo um discurso que esconde quem realmente se beneficia do Estado. A teórica Kimberlé Crenshaw, ao cunhar o termo interseccionalidade, mostrou que as opressões de raça, gênero e classe se sobrepõem e que ignorá-las é manter privilégios intocados. Políticas públicas voltadas para mulheres negras, por exemplo, não são “gastos supérfluos” — são investimentos em grupos historicamente excluídos do mercado formal de trabalho e do acesso a direitos básicos. Enquanto o agro recebe bilhões em subsídios e renúncias fiscais (dados do IPEA mostram que o setor teve R$ 500 bilhões em benefícios entre 2018 e 2022), a fatia do orçamento para ações de igualdade racial e de gênero é irrisória. O verdadeiro “rombo” está na isenção fiscal para quem já lucra, não na tentativa de tornar a sociedade menos desigual.

    A ameaça de intervenção militar que você sugere é o caminho mais curto para o autoritarismo e a miséria. bell hooks, em “Ensinando a Transgredir”, nos lembra que a educação para a liberdade exige que a gente desconfie de discursos que prometem ordem à custa de direitos. Países que passaram por ditaduras militares na América Latina — inclusive o Brasil — tiveram inflação descontrolada, repressão e fome, não solução para o preço do leite. O problema do seu argumento não é só a imprecisão factual, é a tentativa de desviar o foco dos verdadeiros responsáveis pelo custo de vida: a concentração de renda, a financeirização da economia e a falta de controle sobre preços de itens essenciais. A classe trabalhadora precisa de políticas estruturais, não de tanques na rua.


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