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Moscou divulga vídeo e exibe obus Msta-S capaz de saturar alvos em segundos

71 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Moscou divulga vídeo e exibe obus Msta-S capaz de saturar alvos em segundos. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) O Ministério da Defesa da Rússia divulgou um vídeo que coloca em evidência o poder de fogo do Msta-S, obus autopropulsado de 152 mm apresentado como referência da artilharia pesada do país. […]

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Ilustração editorial sobre Moscou divulga vídeo e exibe obus Msta-S capaz de saturar alvos em segundos. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O Ministério da Defesa da Rússia divulgou um vídeo que coloca em evidência o poder de fogo do Msta-S, obus autopropulsado de 152 mm apresentado como referência da artilharia pesada do país.

Nas imagens, a peça dispara em sucessões rápidas e demonstra atingir o alvo quase ao mesmo tempo com projéteis lançados em trajetórias distintas. A gravação circula em canais oficiais e foi destacada pelo portal Actualidad RT.

O material atribui ao sistema a combinação de alcance superior a vinte quilômetros, cadência intensa e recursos eletrônicos embarcados. Segundo o governo russo, a performance reflete a estratégia de integrar sensores modernos e munição guiada aos vetores convencionais de apoio de fogo.

De acordo com as especificações apresentadas oficialmente, a missão principal do Msta-S inclui neutralizar baterias inimigas, demolir fortificações e suprimir postos de comando. Essa versatilidade, segundo Moscou, garante cobertura tanto para operações ofensivas quanto defensivas em variados teatros de combate.

Uma das vantagens apontadas é a capacidade de abrir fogo sem preparação demorada, já que o sistema de direção de tiro calcularia coordenadas em segundos e ajustaria automaticamente a elevação do cano. Esse recurso reduziria o tempo de exposição da guarnição e ampliaria as chances de permanecer fora do alcance de contra-ataques.

Outro ponto destacado no vídeo é o chamado disparo em rajada de peça única, no qual vários projéteis são lançados em intervalos calculados para que cheguem simultaneamente ao alvo. Tal técnica, conhecida internacionalmente como múltiplos impactos simultâneos, exige alta precisão balística e software avançado de predição de trajetória.

A autonomia logística também é apresentada como diferencial, pois o Msta-S operaria tanto com munição estocada internamente quanto com reabastecimento direto do solo. Na prática, isso se traduziria em maior persistência na linha de frente sem depender de longas cadeias de suprimento.

No tocante à inteligência de bordo, a torre abriga sistemas de navegação por satélite, computador balístico digital e enlaces de dados criptografados que aceleram o ciclo detectar-atacar-reavaliar. Esses dispositivos converteriam o obus em plataforma compatível com drones de reconhecimento, ampliando a integração em rede no campo de batalha.

Analistas militares observam que canhões desta categoria atingem cadência de até dez tiros por minuto nas primeiras salvas, mantendo ritmo sustentado logo depois. A energia gerada pelo cartucho de 152 mm confere letalidade suficiente para penetrar abrigos leves e comprometer veículos blindados de apoio.

O desenvolvimento do Msta-S remonta ao final da década de 1980, mas o modelo exibido incorpora, segundo Moscou, pacotes de modernização que elevam a sobrevida do chassi e permitem o emprego de projéteis guiados por laser. O governo russo afirma que a arma se adapta ao ambiente contemporâneo marcado por sensores em tempo real e guerra de precisão.

A apresentação pública ocorre num contexto de prolongada tensão com a OTAN, onde a superioridade na artilharia terrestre tem papel decisivo. Moscou sustenta que a combinação de mobilidade sobre lagartas e disparo ultrarrápido desencoraja avanços inimigos e consolida posições defensivas críticas.

Analistas militares avaliam que plataformas desta geração servem de base para munições inteligentes de próxima geração, incluindo granadas com navegação inercial e cargas aerodinâmicas corrigíveis em voo. A eventual adoção em larga escala pode alterar a relação de forças ao tornar cada bateria capaz de cobrir área maior com menos peças.

O vídeo divulgado pelo Ministério da Defesa russo funciona simultaneamente como mensagem de dissuasão endereçada à OTAN e como demonstração das capacidades do sistema para países que buscam diversificar seus arsenais. O material reforça que Moscou mantém ritmo ativo de atualização de seu parque de artilharia convencional.


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Eduardo Teixeira

04/05/2026

Luizinho, capitalismo de estado não é capitalismo, é estatismo disfarçado. Enquanto a Rússia torra dinheiro de impostos em obus, aqui a gente paga 40% de carga tributária pra ver o Estado quebrar e ainda levar calote na gasolina. Se fosse livre mercado de verdade, nenhum dos dois teria verba pra bancar guerra.

Ahmed El-Sayed

04/05/2026

Paulo, você tocou num ponto crucial: enquanto uns veem apenas poderio militar, esquecem que por trás disso há um Estado que preserva seus valores tradicionais e sua soberania. O Ocidente secularizado perdeu o rumo, trocando Deus por entretenimento vazio, e agora critica quem ainda tem coluna vertebral. Prefiro um país que honra sua história e sua fé a essas democracias líquidas que vendem a alma por “progresso”.

Paulo Ribeiro

04/05/2026

É sempre instrutivo observar como a divulgação de um artefato bélico como o Msta-S provoca reações que expõem, de forma quase didática, as contradições do nosso tempo. O Zé do Povo, por exemplo, reduz a complexidade geopolítica a um grito de “canhão comunista”, como se a Rússia de Putin, um regime de capitalismo de Estado com uma oligarquia bilionária e uma igreja ortodoxa aliada ao poder, tivesse qualquer relação com o internacionalismo proletário de Marx ou com a revolução agrária de Mariátegui. A Rússia não é a União Soviética; é um país que usa a herança soviética como fachada para um projeto nacionalista e imperialista, competindo com o Ocidente não pela emancipação dos trabalhadores, mas pela partilha de zonas de influência. Celebrar a potência de fogo do Msta-S como se fosse uma vitória do “socialismo” é um equívoco que confunde a estética militar com a substância política.

A Laura Silva e a Mariana Ambiental, por outro lado, tocam em pontos mais sutis, mas que merecem um adensamento crítico. A Mariana tem razão ao apontar o desvio de recursos que a guerra representa, e a urgência de pautas como a agroecologia e a soberania alimentar. Mas é preciso ir além: a questão não é apenas “gastar menos com armas e mais com comida”, como se fosse uma escolha moral simples. O que o vídeo do Msta-S nos mostra, na verdade, é a materialização de uma lógica de acumulação e competição interimperialista que Gramsci já diagnosticava como a “crise de hegemonia”. Os Estados, sejam eles os EUA, a Rússia ou a China, não são entidades abstratas; eles são instrumentos de classes e frações de classe que disputam mercados, recursos e rotas comerciais. O obus não é um “brinquedo” de generais tresloucados; é a expressão violenta de um sistema que precisa, para se reproduzir, destruir e controlar. A fome e a crise climática não são acidentes de percurso; são o resultado direto desse mesmo sistema que financia o Msta-S.

Por fim, o comentário do Luizinho 16, ao contrastar a “máquina de guerra” russa com a “fome e gasolina a 7 conto” brasileira, revela uma percepção aguda, mas incompleta. Ele acerta ao denunciar a miséria do capitalismo periférico brasileiro, onde o Estado é capturado por uma burguesia rentista que prefere importar agrotóxicos e armas a investir em ciência e tecnologia. No entanto, ele erra ao sugerir, ainda que implicitamente, que o modelo russo seria uma alternativa desejável. Não é. A Rússia de hoje é um exemplo de capitalismo dependente de recursos naturais, com uma elite que enriquece às custas da exploração da classe trabalhadora e da repressão política. O que precisamos, como diria Althusser, é romper com a lógica do aparelho repressivo de Estado em si, e não apenas trocar de dono do canhão. A verdadeira saturação que deveríamos buscar não é de alvos militares, mas de consciência crítica, para que um dia possamos desmontar esses artefatos e transformar o aço em tratores e escolas.

Luizinho 16

04/05/2026

Mariana, enquanto você sonha com agroecologia a Rússia tá aí mostrando que o capitalismo de estado deles pelo menos financia máquina de guerra, aqui o nosso só financia fome e gasolina a 7 conto.

Mariana Ambiental

04/05/2026

Laura, você foi cirúrgica. O que me assusta é ver gente celebrando máquina de guerra como se fosse brinquedo, enquanto a humanidade deveria estar debatendo como desviar essa verba pra agroecologia e soberania alimentar. Enquanto saturarem alvos com obus, a fome e a crise climática vão saturando a gente aqui do lado de baixo.

Laura Silva

04/05/2026

É sempre curioso ver como a divulgação de um obus autopropulsado pela Rússia provoca reações tão distintas aqui nos comentários. Enquanto alguns celebram o poderio bélico como se fosse um videogame, outros já saem gritando “comunismo” sem entender a natureza do regime que produziu essa máquina. A Rússia de Putin não é, nunca foi, e jamais será um projeto socialista. É um capitalismo de Estado oligárquico, sustentado pela extração de petróleo e gás, onde a desigualdade interna é brutal e a repressão política, sistemática. O Msta-S não é um canhão do povo trabalhador; é uma ferramenta de projeção de poder de uma elite que acumula fortunas enquanto soldados rasos morrem em trincheiras. Tratar isso como “vitória da esquerda” ou “ameaça comunista” é, no mínimo, um profundo equívoco analítico.

A discussão sobre o Brasil gastar com auxílio emergencial versus investimento em defesa também merece um olhar mais atento. O argumento meritocrático de que o pobre é um peso enquanto o Estado deveria focar em tecnologia militar ignora uma questão central: a miséria que exige o auxílio emergencial não é fruto do acaso ou da “vagabundagem”, como alguns sugerem. Ela é o resultado direto de décadas de políticas neoliberais que desindustrializaram o país, precarizaram o trabalho e concentraram renda. Um país que não alimenta sua população, que não garante educação e saúde públicas de qualidade, não tem soberania alguma. De que adianta um obus de 152 mm se a fome corrói as periferias e a infraestrutura básica desaba na primeira chuva forte? A verdadeira segurança nacional começa com a dignidade do povo, não com a ostentação de canhões.

A ironia, como bem apontou a colega Cecília, é que o financiamento desse poderio militar russo vem justamente da venda de commodities energéticas, cujo preço elevado é sentido no bolso do trabalhador brasileiro no posto de gasolina. Há uma conexão material direta entre a guerra na Ucrânia, a especulação internacional com o petróleo e o arroz sumindo das prateleiras aqui. Enquanto a elite russa exibe seus brinquedos letais, a classe trabalhadora global paga a conta, seja nos impostos que financiam a máquina de guerra, seja na inflação que corrói o salário. Aplaudir esse espetáculo de destruição é, no fundo, bater palmas para o próprio empobrecimento. O que deveria nos indignar não é a capacidade de saturar alvos em segundos, mas a naturalização da guerra como negócio e a aceitação passiva de que vidas humanas valem menos que uma granada de 152 mm.

Cecília Alves

04/05/2026

Zé do Povo, canhão comunista? A Rússia é um Estado autoritário de capitalismo de Estado, não exatamente um paraíso socialista. Mas concordo que o governo brasileiro deveria parar de torrar dinheiro com propaganda e burocracia e deixar o cidadão gastar o próprio suor como bem entender. Menos Estado, mais propriedade privada e liberdade individual.

Zé do Povo

04/05/2026

ESSE CANHÃO COMUNISTA VAI SATURAR NOSSAS FRONTEIRAS ENQUANTO O GOVERNO GASTA COM PROPAGANDA! 😡😡 VOLTA MILITAR, ACABOU DIREITO DE PROPRIEDADE!

Luciana Santos

04/05/2026

Pois é, Ronaldo, você falou tudo. Enquanto eles tão lá mostrando canhão que dispara granada que vale um carro popular, eu tô aqui na fila do posto vendo a gasolina bater 7 reais e o arroz sumindo das prateleiras. Mas fazer o quê, né? O Brasil prefere gastar com propaganda de governo em vez de resolver o básico.

Rodrigo RedPill

04/05/2026

Ronaldo, você aí reclamando do preço da gasolina enquanto a Rússia mostra poderio militar de verdade. Brasil é um país de perdedores que preferem gastar com auxílio emergencial em vez de investir em defesa e tecnologia. Quem não aprendeu a fazer fortuna com cripto e investimentos em dólar vai continuar chorando na fila do posto mesmo.

    Renato Professor

    04/05/2026

    Rodrigo, seu discurso meritocrático ignora que a Rússia financia esse poderio bélico justamente com a venda de petróleo e gás, commodities que, ironicamente, pressionam o preço da gasolina que você critica. Enquanto isso, o Brasil gasta com auxílio emergencial porque a miséria estrutural que você chama de “perdedorismo” é consequência de décadas de má distribuição de renda, não de falta de criptomoedas.

Ronaldo Silva

04/05/2026

Pois é, Ana, você falou tudo. Enquanto eles tão lá mostrando canhão que dispara granada que vale um carro popular, eu tô aqui na fila do posto vendo a gasolina bater 7 reais e o arroz sumindo das prateleiras. Mas fazer o quê, né? O Brasil prefere gastar com propaganda de governo do que com pólvora.

Clotilde Pátria

04/05/2026

Gente, pelo amor de Deus, vocês estão aí discutindo gestão e mercado enquanto a Rússia já está pronta pra nos invadir amanhã! Esse canhão aí é comunista puro, satura alvo em segundos e o Brasil dormindo. Cadê o Exército brasileiro? Amanhã vão tomar nossas casas e ninguém faz nada!

Ana Rodrigues

04/05/2026

Pessoal, vou falar como motorista de app aqui: esse obus aí deve gastar o que eu ganho num mês em um único tiro. Enquanto a Rússia mostra power, eu tô aqui vendo o preço da gasolina subir de novo e o trânsito de Curitiba cada vez pior. Mas fazer o quê, né? Cada um com seus problemas.

Carlos Menezes

04/05/2026

O vídeo do Msta-S é impressionante, mas acho curioso como a thread rapidamente virou um debate sobre Brasil vs Rússia. Cada país tem suas prioridades e problemas de gestão, como a Mariana bem lembrou — a eficiência no gasto público é o que realmente separa investimento de desperdício, seja em obus ou em bolsa família.

Karina Libertária

04/05/2026

Essa galera aqui discutindo estatal vs livre mercado enquanto a Rússia mostra um obus que satura alvo em segundos. Enquanto isso, o Brasil gasta rios de dinheiro com bolsa família e o povo ainda acha que vai ter defesa. Quem tem condição, invista em USD e saia desse barco furado, like my daddy always says.

Mariana Lopes

04/05/2026

O Augusto tocou num ponto que pouca gente encara: a Rússia pode até gastar rios de dinheiro em armamento, mas o Brasil gasta mal e ainda colhe resultados pífios. Enquanto a gente discute se estatal é boa ou ruim, o que importa é gestão — e gestão decente falta nos dois lados desse debate.

Carlos Rocha

04/05/2026

Luan, essa piada do PT saturar de imposto foi boa, mas o problema é mais fundo: enquanto a Rússia queima dinheiro em obus, o Brasil queima em estatal ineficiente e subsídio pra setor amigo. Livre mercado resolvia os dois.

    Augusto Silva

    04/05/2026

    Carlos, o livre mercado que você defende é o mesmo que nos deu a Petrobras vendendo gasolina a preço internacional com refinarias paradas e a Eletrobras vendendo energia mais cara depois da privatização. Se o problema é estatal ineficiente, vamos combinar: a Vale era estatal e deu lucro; virou privada e virou problema ambiental com a mesma eficiência. O negócio não é público ou privado, é gestão e regulação — coisa que nem estado mínimo nem estado máximo fazem direito.

Luan Silva

04/05/2026

Faz o L aí OTAN, esse obus satura alvo mais rápido que o PT satura o Brasil de imposto e corrupção.

Maria Aparecida

04/05/2026

O Tiago Mendes tocou num ponto crucial: enquanto bilhões vão pra máquina de guerra, o povo russo enfrenta fila do pão e repressão. E aqui no Brasil a gente também precisa parar de achar que investimento em armamento é prioridade, quando falta verba pra saúde e educação. Mateus 5:9 diz “bem-aventurados os pacificadores”, não os fabricantes de obuses.

Rick Ancap

04/05/2026

Parece que a Adriana Silva já resumiu bem a thread, só faltou mandar a Rússia privatizar o obus pra ver se ele satura alvo mais rápido que o Estado quebra a economia.

    Jeferson da Silva

    04/05/2026

    Rick, essa piada de privatizar obus é típica de quem nunca pisou numa fábrica. Enquanto você defende estado mínimo, a realidade é que sem regulação e direitos trabalhistas, o patrão te satura de jornada extra e salário congelado — aí o alvo é o trabalhador.

Adriana Silva

04/05/2026

Faz o L aí OTAN, vai tomar no cu com esse obus comunista, satura alvo em segundos igual o Lula satura o cu do Brasil de imposto

    Tiago Mendes

    04/05/2026

    Adriana, reduzir o debate a xingamentos e comparações grosseiras não ajuda ninguém. O que me preocupa de verdade é ver um país gastando fortunas em propaganda de guerra enquanto a fome e a desigualdade só crescem por lá — e aqui a gente também precisa parar de normalizar que imposto pesado vire piada, porque ele cai sempre nas costas de quem já tem menos.

Fernando O.

04/05/2026

O Msta-S é um sistema de artilharia respeitável, sem dúvida, mas esse tipo de vídeo tem mais valor de propaganda do que operacional. A guerra na Ucrânia já mostrou que saturar alvos com artilharia não resolve se você não tem controle de fogo preciso e logística pra manter o ritmo. Enquanto isso, o Brasil deveria estar preocupado em modernizar o EB com sistemas que caibam no orçamento real, não sonhando com brinquedos russos de 152mm.

Maria Antonia

04/05/2026

Pedro, concordo que cada um com seus problemas, mas esse papo de “gasto bilionário em guerra” é curioso vindo de quem vive num país onde o governo torra rios de dinheiro em subsídio pra estatal ineficiente e ainda quer regular preço de gasolina. A Rússia pelo menos mostra resultado em segundos; aqui a gente espera décadas por uma obra que nunca termina.

Pedro

04/05/2026

Pois é, mais um gasto bilionário em guerra enquanto o povo lá fora aperta o cinto. Enquanto esse obus satura alvo em segundos, aqui a gente satura o tanque com gasolina a 7 reais e ainda paga IPVA. Cada um com seus problemas, né?

Francisco de Assis

04/05/2026

Ana Souza, minha filha, a Rússia mostrar força é pra deixar claro que não aceita mais ser humilhada pela OTAN. Enquanto isso, o Brasil precisa é de soberania tecnológica igual a essa, não ficar dependendo de peça de avião dos gringo. Lembra quando a Petrobras perfurava poço em águas profundas sem pedir licença pra ninguém? Pois é.

Ana Souza

04/05/2026

É impressionante o poder de fogo desse obus, mas fico me perguntando: a Rússia divulga esses vídeos para mostrar força ou para esconder as dificuldades no front? Porque, vamos combinar, saturar alvos em segundos é fácil quando se tem munição soviética sobrando, mas a guerra não se ganha só com barulho. O ideal mesmo era que esses recursos fossem usados para construir pontes, não para destruir cidades.

Carlos Mendes

04/05/2026

Bia Carioca, você está certa sobre a prioridade do transporte público, mas o problema não é a Rússia gastar com defesa — é o nosso governo gastar horrores com ineficiência e corrupção enquanto a infraestrutura desaba. Enquanto isso, a esquerda chora por “paz” mas faz vista grossa para regimes autoritários que se armam até os dentes. Hipocrisia pura.

Bia Carioca

04/05/2026

Gente, pelo amor de Deus, enquanto a galera fica nessa guerra de narrativas sobre “comunismo” e “babar ovo de canhão”, a gente aqui no Rio precisa de um transporte público decente. Será que dava pra usar essa grana toda de armamento em infraestrutura que salva vidas de verdade, tipo um BRT que não quebra a cada esquina? O Tonho Patriota aí em cima viaja na maionese, mas a Cecília Ramos tem um ponto: o mundo tá pegando fogo e a prioridade deveria ser outra.

Cecília Ramos

04/05/2026

Luisa, concordo que a gente precisa urgentemente falar do clima e do desmatamento, mas essa guerra na Ucrânia não é só um videogame não — tem gente morrendo, e o dinheiro que vai pra esses canhões podia estar salvando vidas com comida e remédio. O que me assusta é ver tanto recurso sendo queimado em conflito enquanto a fome e a crise ambiental só aumentam.

Tonho Patriota

04/05/2026

ISSO É COMUNISMO PURO! ENQUANTO A RÚSSIA MOSTRA FORÇA, O LULA ENTREGA O NOSSO NIOBIO DE GRAÇA! FAZ O L, VAGABUNDO!

    Carlos Henrique Silva

    04/05/2026

    Tonho Patriota, seu comentário é um prato cheio para uma aula de geopolítica e economia política, então vamos com calma. Primeiro, “comunismo puro” é um termo que você claramente aprendeu em algum meme de WhatsApp, porque não corresponde a nada do que a Rússia de Putin pratica. O regime russo é um capitalismo de Estado oligárquico, com altíssima concentração de renda, repressão sindical e uma elite bilionária que controla os recursos naturais. Chamar aquilo de comunismo é um equívoco teórico tão primário que faria qualquer calouro de Ciências Políticas corar. O que Moscou exibe com esse obus Msta-S não é “força socialista”, é poderio bélico de uma potência que compete com os EUA por hegemonia global, e que financia essa competição vendendo gás e petróleo para a Europa — ou seja, puro jogo de interesses capitalistas.

    Sobre a suposta “entrega do nióbio de graça”, você repete um mito que já foi desmentido inúmeras vezes por especialistas em mineração. O acordo com a Rússia para exploração de nióbio na Amazônia, quando existiu, foi uma negociação comercial como qualquer outra, com contrapartidas e dentro de marcos legais. Nenhum governo brasileiro, nem de esquerda nem de direita, simplesmente “entrega” recursos estratégicos de graça — isso é fantasia de grupelho nacionalista que confunde patriotismo com desinformação. Se você realmente se importa com a soberania nacional, deveria estar preocupado com a venda de estatais e a abertura desregulada do pré-sal que governos anteriores fizeram, e não com um boato de WhatsApp.

    Por fim, o tom agressivo e a tentativa de reduzir o debate a xingamentos contra o Lula mostram exatamente o que Gramsci chamava de “guerra de posição” dos setores mais reacionários: impedir qualquer discussão substantiva sobre os custos reais da militarização. Enquanto você berra “Faz o L, vagabundo”, o orçamento federal sangra com juros da dívida que alimentam o rentismo, enquanto hospitais públicos sucateiam. A Rússia pode até ter tanques bonitos, mas a conta do seu patriotismo de araque quem paga é o povo brasileiro, com inflação e falta de investimento. Reflita.

Luciana Costa

04/05/2026

É impressionante como a esquerda brasileira consegue transformar qualquer notícia sobre um equipamento militar em uma crítica ao próprio país. O Msta-S é um obus russo, ponto. Ninguém aqui está “babando ovo de canhão alheio”, só constatando um fato geopolítico. Agora, se a Luisa Teens acha que a Rússia deveria parar de fabricar canhões para salvar a Amazônia, sugiro ler um pouco sobre como funciona a indústria de defesa de qualquer nação soberana.

Luisa Teens

04/05/2026

que tristeza ver gente babando ovo de canhão enquanto o planeta pega fogo #ForaBolsonaro #PelaAmazônia 🌍🔥

Maura Santos

04/05/2026

Lucas Alves, você foi cirúrgico. Enquanto a rapaziada fica babando ovo de obus alheio como se fosse trailer de Call of Duty, a conta chega em forma de inflação e falta de investimento em transporte público e cultura. Mas é mais fácil torcer por canhão dos outros do que cobrar que o próprio governo cuide do básico, né?

Lucas Alves

04/05/2026

João Carlos Silva, é isso. Enquanto uns babam ovo de canhão alheio como se fosse jogo de videogame, a real é que cada tiro desse custa uma grana que podia estar pagando saúde pública em qualquer lugar do mundo. Mas né, patriotismo é mais fácil quando a conta vai pra outro.

João Carlos Silva

04/05/2026

Pois é, enquanto a Rússia mostra esses canhões potentes, a gente aqui preocupado com o preço do diesel e da carne. Não sei se é torcer pra um lado ou pro outro, mas uma coisa é certa: guerra é caro e quem paga a conta é o povo mais simples, sempre.

Marta

04/05/2026

Celio Fazendeiro, meu filho, senta aqui com a vó que vou te dar uma aula de história gratuita, já que a escola pública que te formou parece que faltou no dia em que ensinaram Geopolítica. Você e esses meninos que ficam babando ovo de canhão alheio precisam entender uma coisa: soberania nacional não se mede pelo tamanho do brinquedo militar do vizinho. A Rússia pode ter o Msta-S mais potente do mundo, mas isso não paga a conta de luz do povo russo nem resolve o problema demográfico deles. Enquanto isso, aqui no Brasil, a gente tem um presidente que entende que a verdadeira força de uma nação está em alimentar seu povo, educar suas crianças e cuidar de seus velhos.

Vocês ficam deslumbrados com vídeo de obus saturando alvo em segundos, mas esquecem que guerra de verdade não é videogame. É mãe perdendo filho, é criança órfã, é hospital virando alvo. O Lula sabe muito bem disso, porque já viveu na pele o que é ter um país desestruturado por prioridades erradas. Enquanto esse pessoal de direita fica fazendo cosplay de militarista com equipamento russo, o Brasil precisa é de investimento em ciência, em tecnologia agrícola, em indústria nacional. Isso sim é defesa: um país que produz o próprio remédio, a própria comida e não fica de joelhos pra ninguém.

E outra coisa, Sandra Martins: a senhora tocou num ponto divino. Enquanto a gente fica aqui discutindo se é “fazer o L” ou não, tem criança passando fome em cada esquina desse Brasil. Eu, como professora aposentada que passou 35 anos em sala de aula, vi de perto o que acontece quando o Estado abandona o povo. Não é com obus russo que se constrói um país decente. É com escola de tempo integral, com universidade pública de qualidade, com salário digno pro trabalhador. O resto é cortina de fumaça pra desviar a atenção do que realmente importa.

E já que o Sgt Bruno apareceu aqui falando em defesa nacional: meu filho, defesa nacional não é torcer pra time de artilharia estrangeira. É ter Forças Armadas bem equipadas, sim, mas com o soldado bem alimentado, com o soldado que estudou, que tem dignidade. O Lula, quando foi presidente, modernizou sim a indústria de defesa brasileira, mas sem esquecer que o soldado é filho do povo. Agora, ficar aplaudindo vídeo de guerra alheia enquanto o Brasil sangra é coisa de quem não aprendeu a ler o mundo com os olhos da história.

Celio Fazendeiro

04/05/2026

Essa cambada de comunista chorão aí nos comentários não entende que força militar é o que separa nação soberana de republiqueta de banana. Enquanto vocês ficam fazendo textão sobre SUS e Jesus, a Rússia mostra poder de fogo de verdade. Defesa nacional não é cortina de fumaça, é o que impede esses vermelhos de tomar o poder de vez.

Sandra Martins

04/05/2026

Sofia García, você tocou num ponto que me fez pensar: enquanto a gente se distrai discutindo se é “fazer o L” ou não, tem gente morrendo de verdade dos dois lados. Sou crente, vou na igreja e acredito que Deus nos deu inteligência pra questionar, não pra aplaudir poder bélico alheio como se fosse time de futebol. Oremos pela paz, mas também exijamos que nossos governantes olhem pra dentro de casa antes de babar ovo de canhão estrangeiro.

Sgt Bruno 🇧🇷

04/05/2026

Pedro Neto, você é o tipo de cara que acha que criticar gasto com pólvora alheia é “fazer o L”. Enquanto isso, a Rússia bota obus na vitrine e você aplaude como se fosse torcida de futebol. Defesa nacional é uma coisa, virar fã de clube de artilharia dos outros é outra bem diferente.

Sofia García

04/05/2026

gente, a thread virou um ringue de boxe e o ringue é o orçamento público kkkkk mas sério, todo mundo falando de canhão e esquecendo que a guerra virou meme de tiktok enquanto a população civil toma no cu dos dois lados. prioridade fiscal é sim um debate real, mas ficar escolhendo lado de potência imperial é papo de quem nunca viu um míssel cair no próprio bairro.

Carlos Oliveira

03/05/2026

Pois é, Samara Oliveira falou tudo. Enquanto tão babando ovo de obus russo, aqui na fila do SUS a gente espera meses por uma cirurgia e o povo morre no corredor do hospital. Quem vive a realidade das ruas sabe que esse papo de “defesa nacional” é cortina de fumaça pra desviar de problema que o brasileiro enfrenta todo santo dia.

Pedro Neto

03/05/2026

Moscou mostra o obus e o povo aqui discutindo prioridade fiscal. Faz o L e vai pra Cuba, seu comunista.

    Samara Oliveira

    03/05/2026

    Pedro Neto, meu irmão, questionar pra onde vai o dinheiro público não é ser comunista, é ser cristão. Jesus mandou alimentar os famintos, não bajular canhão alheio.

João Pereira

03/05/2026

O Gabriel Teen e o Adalberto Livre estão aí representando os dois polos do debate público brasileiro: um que acha que defesa nacional se resume a latir para a Rússia, e outro que acha que política externa acaba na porta da padaria. O Msta-S existe porque a Ucrânia virou um laboratório de guerra real, e ignorar isso é tão ingênuo quanto achar que o Brasil pode se dar ao luxo de não ter Forças Armadas minimamente equipadas. O problema não é discutir o obus, é achar que o orçamento da Defesa é uma conta separada do resto do país — ele não é, e nunca foi.

Gabriel Teen

03/05/2026

Adalberto livre, cala a boca e vai tomar um banho, defesa nacional é o caralho, o Brasil não tem nem pão pra dar pros pobres.

Adalberto Livre

03/05/2026

ISSO AÍ MOSCOU MOSTRA O OBUS E O PESSOAL AQUI QUER DISCUTIR ASFALTO E SUS, VÃO TOMAR NO CU ESSA ESQUERDALHA NÃO ENTENDE NADA DE DEFESA NACIONAL

Letícia Fernandes

03/05/2026

Interessante como este fio rapidamente escorregou para um debate sobre prioridades nacionais, como se a exibição de um obus russo fosse uma provocação direta ao orçamento do SUS ou ao asfalto das nossas ruas. Há uma armadilha analítica aí que vale a pena desmontar: a falsa oposição entre gasto militar e gasto social. Não se trata de escolher entre canhão e creche, como se a economia fosse um jogo de soma zero onde cada rublo gasto na Msta-S é um real roubado do posto de saúde. A Rússia não está suspendendo a merenda escolar para fabricar obuses; o que está em jogo é a lógica de acumulação do capital em sua fase imperialista tardia, onde a indústria bélica funciona como um dos principais amortecedores da crise de superprodução. O Estado burguês, seja em Moscou, Washington ou Brasília, não “gasta” dinheiro — ele o aloca conforme as necessidades de reprodução do capital. E a guerra, meus caros, é o negócio mais lucrativo que existe quando a taxa de lucro entra em queda livre.

A Vanessa e o João Silva tocaram em pontos que merecem ser aprofundados, mas com o devido rigor materialista. Quando Cecília denuncia que o Estado aparece na favela com caveirão em vez de saneamento, ela está descrevendo com precisão clínica a função da violência institucional na periferia do capitalismo: manter a força de trabalho disciplinada e barata para a extração de mais-valor. O obus Msta-S não é um “fetiche tecnológico” descolado da realidade — é a expressão mais brutal de que, sob o capitalismo, a violência não é um desvio, mas uma ferramenta estrutural de gestão de populações excedentes. Enquanto a burguesia internacional lucra com a indústria bélica, como lembrou João Silva, a classe trabalhadora brasileira experimenta diariamente a artilharia pesada do Estado, só que em calibre 9mm e fuzil.556, não em 152 mm. A diferença é de escala, não de essência.

O que me causa uma certa compaixão teórica é ver a thread inteira debatendo se o obus é velho ou novo, se o Brasil deveria ter um igual ou se deveria investir em vacinas, sem jamais questionar a premissa fundamental: por que diabos uma sociedade precisa de um equipamento capaz de “saturar alvos em segundos”? A resposta está na própria natureza do Estado moderno, que é, como ensinou Engels, um produto da sociedade em determinado estágio de desenvolvimento, um poder público que se torna necessário para conter os antagonismos de classe. Enquanto esse poder público existir para garantir a propriedade privada dos meios de produção, haverá obuses, drones e fuzis apontados para a periferia. O debate não é sobre realocar recursos dentro da mesma lógica assassina — é sobre superar a lógica que transforma vidas humanas em alvos saturáveis. Mas isso, claro, exigiria abandonar o conforto do reformismo e encarar a tarefa revolucionária que a burguesia, com seus canhões e seus posts de Instagram, faz questão de ocultar.

João Silva

03/05/2026

Cecília, você tocou num ponto que a esquerda tradicional insiste em ignorar: enquanto a burguesia internacional lucra com a indústria bélica, o Estado brasileiro continua sendo um braço armado contra a própria classe trabalhadora. Esse obus Msta-S é só mais um fetiche tecnológico que desvia o debate do verdadeiro problema – a lógica imperialista que transforma cada conflito em oportunidade de negócio para as grandes corporações.

Cecília Silva

03/05/2026

Gente, Vanessa Silva tem toda razão. Enquanto tão babando ovo de canhão soviético dos anos 80, aqui na favela a gente toma tiro de fuzil todo fim de semana e o estado só aparece com caveirão. Cadê a artilharia pesada pra descer o morro e levar asfalto, saneamento e creche? Guerra de verdade é contra a fome, não contra ucraniano.

Vanessa Silva

03/05/2026

Gente, pelo amor de deus, esse obus Msta-S existe desde os anos 80, não é nenhuma novidade tecnológica. O que me preocupa é ver tanta gente caindo em cortina de fumaça geopolítica enquanto a gente deveria estar debatendo orçamento público, planejamento urbano e investimento em mobilidade. Focar em pirotecnia militar de outro país é o melhor jeito de não olhar para os problemas reais daqui.

Silvia D.

03/05/2026

Gente, vamos trazer um pouco de realidade pra essa thread. Enquanto ficam discutindo canhão e asfalto, tem um país inteiro que precisa de investimento em ciência, pesquisa e vacinação. O SUS precisa de recursos, não de munição. Esse obus aí não vai tratar um paciente nem salvar uma vida brasileira. Foco no que importa: saúde pública e educação.

João Carvalho

03/05/2026

Pois é, Mariana, falou tudo. Enquanto tão mostrando esse canhão aí, o Brasil tá cheio de buraco na rua que eu mesmo passo com o ônibus todo dia. Esses políticos deviam era gastar dinheiro com asfalto e saúde, não ficar aplaudindo guerra dos outros.

Mariana Santos

03/05/2026

Rubens, você foi cirúrgico. Enquanto a mídia hipnotiza todo mundo com fogos de artifício bélico, o Brasil afunda em miséria, fome e falta de investimento público. Esse obus não põe arroz na mesa de ninguém, mas a indústria armamentista fatura bilhões enquanto o povo paga a conta com cortes na saúde e educação.

Beto Engenheiro

03/05/2026

Engenheiro aqui. Bonito o obus, mas cadê o investimento em infraestrutura aqui no Brasil? Enquanto isso, nossas ferrovias continuam caindo aos pedaços e a logística do agro sofre. Poderiam gastar essa grana em coisa útil.

Rubens O Pescador

03/05/2026

Pois é, João Batista, falou bonito. Lá na roça a gente via o povo passando fome antes do Lula, e esses canhão tudo não bota comida na mesa de ninguém. O problema é que tão gastando rios de dinheiro em guerra enquanto o trabalhador brasileiro precisa de emprego e dignidade.

Ana Paula Conserva

03/05/2026

Gente, pelo amor de Deus, esse mundo tá perdido mesmo. Enquanto mostram essas máquinas de guerra, a família e os valores cristãos são atacados todo dia aqui dentro. Cadê as autoridades defendendo a moral e a ordem?

    João Batista

    03/05/2026

    Ana Paula, com todo respeito, Isaías 58 denuncia quem jejuava e brigava ao mesmo tempo — o problema não é o canhão russo, é achar que moral e ordem se sustentam sem justiça para o pobre. O mundo não está perdido por causa de vídeos de artilharia, mas porque trocamos o Reino de Deus por um deus que abençoa armas enquanto fecha os olhos pra fome.

João Martins

03/05/2026

Lendo os comentários, fico impressionado com a capacidade da thread de transformar um vídeo de artilharia em debate teológico. O Lucas Pinto tocou num ponto interessante ao conectar o medo de “fecharem igrejas” com a própria produção teológica histórica, mas acho que ele ainda está orbitando o problema sem cravar o dado central: o Msta-S não é um símbolo de poder divino ou de opressão religiosa – é uma peça de engenharia com métricas objetivas. O vídeo do Ministério da Defesa russo mostra um obus de 152 mm com cadência de tiro que, segundo especificações técnicas abertas, pode disparar entre 7 e 8 projéteis por minuto no modo automático, com alcance efetivo de até 29 km com munição convencional. Isso não é “saturar alvos em segundos” como marketing, é simplesmente um sistema que coloca 40 kg de explosivo em um ponto a dezenas de quilômetros com precisão de 10 a 15 metros (CEP) em condições ideais. O resto é narrativa.

O que me incomoda nessa cobertura – e em grande parte dos comentários – é a ausência de contexto operacional real. O Msta-S está em serviço desde 1989, passou por modernizações, mas não é nenhum “supercanhão revolucionário”. O vídeo de divulgação faz parte de uma campanha de propaganda de guerra que qualquer país com complexo militar-industrial faz. A Rússia já perdeu centenas desses obuses na Ucrânia segundo dados de Oryx e estimativas de inteligência ocidental, muitos destruídos justamente por contra-bateria com sistemas como o M777 ou CAESAR. O que o vídeo não mostra é a taxa de sobrevivência desse sistema em guerra moderna, onde drones FPV e artilharia de precisão tornaram qualquer peça não-blindada um alvo prioritário. A saturação de alvos é legal no papel, mas na prática o Msta-S precisa disparar e se deslocar em segundos para não virar sucata.

A Lurdinha e a Ana Karine estão discutindo o medo existencial, mas o dado concreto é que esse obus já matou dezenas de milhares de pessoas nos últimos dois anos, e o vídeo serve para normalizar isso como “espetáculo técnico”. O que me parece mais relevante é questionar por que a mídia brasileira, incluindo sites como este, continua reproduzindo esses releases de propaganda sem contraponto de custo humano. Cada disparo do Msta-S custa algo entre 500 e 2.000 dólares em munição, dependendo do tipo de projétil. Enquanto isso, a Rússia corta gastos com saúde e educação. O obus é eficiente? Sim, dentro dos parâmetros dele. Mas a pergunta que ninguém faz é: eficiente para quê? Para destruir infraestrutura civil ucraniana? Para matar soldados em trincheiras? O vídeo não responde, e a thread de comentários parece mais preocupada em discutir o medo de perder igrejas do que o fato de que estamos assistindo a um comercial de um produto cujo único propósito é maximizar baixas humanas em escala industrial.

Lurdinha Deus Acima de Todos

03/05/2026

Meu Deus, já tão mostrando os canhão tudo, vão fechar as igrejas e ninguém faz nada! 🙏🇧🇷

    Ana Karine Xavante

    03/05/2026

    Lurdinha, sua angústia é genuína e eu a respeito profundamente. Ver canhões sendo exibidos como produto num comercial de guerra assusta qualquer pessoa de fé. Mas preciso te convidar a refletir sobre algo: quando você diz que vão fechar as igrejas, está apontando para um medo real, mas talvez esteja olhando para o sintoma errado. As igrejas não são fechadas por canhões russos ou ucranianos — elas são fechadas pelo avanço do fundamentalismo de mercado que transforma tudo em mercadoria, inclusive a espiritualidade. Enquanto a Rússia exibe seu obus Msta-S como vitrine tecnológica, o Brasil vive um genocídio indígena silenciado, e muitas igrejas, infelizmente, viram palco de discursos que abençoam a destruição ambiental e a violência contra os povos originários. O problema não é o canhão em si, mas o sistema colonial que o produz e o justifica.

    O que me preocupa, Lurdinha, é que esse pânico com a guerra na Ucrânia muitas vezes desvia nosso olhar das guerras que já acontecem aqui dentro. Enquanto você ora pedindo proteção, aldeias inteiras no Mato Grosso são invadidas por garimpeiros armados, e a bancada ruralista no Congresso aprova projetos que legalizam o roubo de terras indígenas. O obus russo não vai fechar sua igreja, mas o agronegócio que envenena nossos rios com agrotóxico já está fechando comunidades inteiras — e muitas vezes com o apoio de quem diz defender a família e a fé. A guerra imperialista na Europa é um teatro que consome nossa atenção enquanto a destruição da Amazônia e dos povos tradicionais segue em ritmo acelerado, sem câmeras da mídia internacional.

    Por isso, Lurdinha, eu te pergunto com todo respeito: será que sua indignação não poderia se voltar também para os canhões invisíveis que matam nossos irmãos indígenas todos os dias? O obus Msta-S é assustador, mas a motosserra que derruba a floresta sagrada dos povos originários é igualmente letal. Talvez, em vez de temer um fechamento abstrato das igrejas, a gente pudesse ocupar esses espaços de fé para denunciar o verdadeiro pecado estrutural: o capitalismo colonial que lucra com a morte da Terra e dos seus guardiões. A paz que pregamos não pode ser ingênua — ela precisa ser ativa, decolonial e enraizada na luta por justiça climática e territorial.

    Julia Andrade

    03/05/2026

    Lurdinha, sua angústia é genuína e eu a respeito profundamente. Ver canhões sendo exibidos como produto num comercial de guerra assusta qualquer pessoa de fé. Mas preciso te convidar a refletir sobre algo: quando você diz que vão fechar as igrejas, está apontando para um medo real, que é a sensação de que o mundo está sendo tomado por uma lógica violenta que não deixa espaço para o sagrado, para o acolhimento, para o cuidado. Só que esse medo, se não for bem examinado, pode nos levar a abraçar justamente a mesma violência que dizemos temer. A Rússia exibindo o Msta-S não é uma ameaça direta às igrejas do Brasil — é uma mensagem geopolítica para a OTAN. O problema é que essa mensagem, ao normalizar a exibição da morte como espetáculo de poder, vai corroendo aos poucos a nossa capacidade de imaginar um mundo onde conflitos se resolvam sem aniquilação.

    O que me preocupa, Lurdinha, é que esse tipo de pânico muitas vezes é capturado por discursos que prometem proteção através de mais armas, mais força, mais punição. É o mesmo mecanismo que faz com que setores conservadores, assustados com a violência urbana, peçam mais armamento para a polícia, mais endurecimento penal, mais Estado de exceção. E aí a igreja que você quer proteger acaba sendo usada como base moral para um projeto de poder que, no fundo, também é violento. A fé cristã que eu conheço — e não estou falando da institucional, mas daquela que realmente pratica o amor ao próximo — não deveria abençoar canhões, nem russos, nem americanos, nem brasileiros. Ela deveria denunciar a lógica que transforma vidas humanas em estatísticas de saturação de alvos.

    A Ana Karine trouxe uma perspectiva importantíssima ao lembrar que povos indígenas e comunidades tradicionais são os primeiros a sofrer com esses conflitos. Enquanto as potências exibem seus brinquedos de destruição, são os corpos racializados, as terras ancestrais, os territórios de cuidado que viram campo de batalha. Então, Lurdinha, ao invés de apenas temer o fechamento das igrejas, talvez a pergunta mais radical seja: como nossas comunidades de fé podem se posicionar ativamente contra a normalização da guerra? Como podemos usar nossa capilaridade para defender a vida concreta, e não apenas o símbolo do templo? Porque fechar igrejas é grave, sim, mas deixar que a lógica militarista ocupe nossos corações e mentes é uma forma de fechamento muito mais perigosa — é o fechamento da própria possibilidade de paz.

    Lucas Pinto

    03/05/2026

    Lurdinha, sua angústia é genuína e eu a respeito, mas preciso apontar uma contradição que a Ana Karine e a Julia tocaram sem aprofundar: o medo de “fecharem as igrejas” é sintoma de algo que a própria teologia cristã historicamente produziu. O canhão Msta-S não é uma ameaça à fé — ele é a continuação da lógica que transforma corpos em números, exatamente como a teologia da prosperidade e o fundamentalismo fazem ao reduzir a espiritualidade a uma mercadoria de salvação individual. Você clama por intervenção divina enquanto o Estado russo exibe seu poder de fogo como se fosse um culto: a liturgia do obus é a mesma do altar quando ambos pedem sacrifício em nome de uma ordem superior. A diferença é que um exige sangue de ucranianos, o outro exige dízimo de fiéis.

    O que me incomoda no seu “ninguém faz nada” é a terceirização da agência política para uma entidade metafísica. Enquanto você espera que Deus resolva, a burguesia russa e a americana lucram com a guerra, e a igreja que você defende muitas vezes abençoa os tanques dos dois lados. Gramsci já dizia que o senso comum é fragmentário e acrítico — e o seu grito de socorro celestial diante de um obus é exatamente isso: uma reação que não enxerga que o capitalismo bélico e o capitalismo eclesiástico são irmãos siameses. A igreja não precisa ser fechada por decreto; ela já se esvazia quando troca a teologia da libertação pela teologia do armamento.

    Portanto, Lurdinha, se você quer realmente reagir a esse vídeo, pare de pedir que Deus faça algo e comece a perguntar por que sua igreja não está nas ruas denunciando que o mesmo Estado que exibe canhões corta verba de hospitais. O problema não é o obus em si — é a naturalização da violência como espetáculo, e isso inclui a violência simbólica que sua própria fé exerce quando silencia diante do genocídio em nome de uma “guerra espiritual”. O Msta-S satura alvos em segundos; a sua oração satura o silêncio em décadas.

Luiz Augusto

03/05/2026

Moscou fazendo propaganda de guerra, e a esquerda brasileira aplaudindo como se fosse cinema. Enquanto isso, o contribuinte russo paga a conta de um obus que só serve para destruir cidades ucranianas. Cadê o discurso de paz que tanto pregam?

    Caio Vieira

    03/05/2026

    Caro Luiz Augusto, sua crítica, embora legítima no plano da economia política do armamento, ignora a dialética histórica pela qual a hegemonia russa, em sua luta contra a expansão da OTAN, se vê obrigada a performar sua potência bélica como forma de dissuasão — o obus Msta-S é, nesse sentido, um signo da resistência anti-imperialista, e não mero espetáculo de destruição.

    Cristina Rocha

    03/05/2026

    Luiz Augusto, sua indignação tem um fundo moral que eu respeito, mas ela opera numa armadilha analítica que precisamos desmontar. Você pergunta “cadê o discurso de paz?” como se a esquerda devesse pregar um pacifismo abstrato diante de um conflito imperialista concreto. Isso é um equívoco teórico grave. A paz que a esquerda defende não é a paz dos cemitérios, a paz do status quo onde a OTAN expande seu aparato militar até as fronteiras da Rússia enquanto Ucrânia serve de campo de prova para armamentos da Lockheed Martin. É a paz com justiça social, com autodeterminação dos povos, com fim da exploração. Quando Moscou exibe um obus Msta-S, não está fazendo “cinema” para entreter esquerdistas bobos — está performando o que o filósofo Achille Mbembe chamaria de “necropolítica defensiva”: um Estado que, na ausência de mediações diplomáticas reais, usa a exibição da morte como linguagem de dissuasão. O contribuinte russo paga a conta, sim, assim como o contribuinte americano paga os mísseis HIMARS que Kiev dispara contra Donetsk. A diferença é que a propaganda russa ao menos não se veste de “defesa da democracia” enquanto financia golpes de Estado pelo mundo.

    O ponto cego do seu raciocínio, Luiz Augusto, é tratar a guerra como se ela fosse um desvio moral de um sujeito irracional — a Rússia — e não a expressão violenta de contradições objetivas do capitalismo tardio. Você isola o obus do contexto geopolítico que o produziu: a expansão da OTAN para leste, o golpe de 2014 em Kiev apoiado pelos EUA, os oito anos de bombardeio ucraniano contra a população civil do Donbass, o genocídio sutil de uma população russofônica que Moscou decidiu que não podia mais ignorar. Não estou fazendo apologia do autoritarismo de Putin — estou fazendo uma análise materialista. A esquerda que “aplaude” o Msta-S não é uma esquerda belicista; é uma esquerda que entende, como ensinou Rosa Luxemburgo, que a escolha não é entre guerra e paz, mas entre guerra imperialista e guerra de libertação nacional. Se você reduz tudo a “propaganda de guerra” e “contribuinte que paga a conta”, cai no moralismo pequeno-burguês que acha que a história se resolve com boas intenções e tuítes de paz.

    Além disso, há uma dimensão de gênero e classe nessa discussão que você ignora. O complexo militar-industrial não é só russo — é global, patriarcal e racializado. Os obuses Msta-S são fabricados por operários explorados em fábricas estatais, enquanto os mísseis ucranianos são pagos com impostos de trabalhadores americanos e europeus que não votaram nessa guerra. A verdadeira paz que a esquerda deve pregar não é a paz ingênua do “desarmamento unilateral”, mas a paz que passa pela dissolução das alianças militares imperialistas, pelo fim da OTAN como braço armado do capital financeiro ocidental, pela autodeterminação dos povos do Leste Europeu. Enquanto você pede um “discurso de paz” vazio, a Ucrânia continua recrutando homens à força e a Rússia continua perdendo soldados numa guerra de trincheiras que só beneficia a indústria bélica global. Me diga: o que você propõe como alternativa concreta? Sanções econômicas que já mataram mais civis russos e europeus com inflação e desemprego do que obuses? Ou uma mediação da ONU que os EUA vetariam no Conselho de Segurança? O Msta-S é sintoma, não causa. Tratar o sintoma como se fosse a doença é o que a direita faz. Nós, da esquerda, temos que ir à raiz.

    Lucas Andrade

    03/05/2026

    Luiz Augusto, sua crítica ao custo do obus para o contribuinte russo é pertinente, mas ela ainda opera dentro da lógica do espetáculo que denuncia — ao focar no preço, você aceita o palco da guerra como um dado, quando o problema é a própria encenação do poder que transforma corpos em números de baixas e orçamentos em estética de destruição.


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