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Zema defende impeachment de ministros do STF e promete privatizar todas as estatais em 2026

44 Comentários🗣️🔥 O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, discursa em evento. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br) O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, escalou o confronto com o Supremo Tribunal Federal ao pregar o afastamento de magistrados da Corte e prometeu vender todas as empresas estatais da União caso conquiste a Presidência da República nas eleições de […]

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, discursa em evento. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br)

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, escalou o confronto com o Supremo Tribunal Federal ao pregar o afastamento de magistrados da Corte e prometeu vender todas as empresas estatais da União caso conquiste a Presidência da República nas eleições de 2026.

As declarações foram dadas em entrevista divulgada neste domingo e repercutiram amplamente no debate político nacional. Segundo reportagem do Diário do Centro do Mundo, Zema afirmou que ‘o caminho mais natural’ para restaurar o prestígio do Supremo seria afastar alguns de seus membros.

Ele declarou haver ‘indignação’ com decisões recentes da Corte e cobrou do Senado a abertura de processos de responsabilização contra os ministros. Pela Constituição, somente o Senado pode admitir denúncias contra ministros do STF e conduzir o julgamento, exigindo maioria qualificada para a cassação.

Desde a redemocratização, dezenas de pedidos de impeachment foram apresentados, mas nenhum magistrado da Corte chegou a ser destituído. Constitucionalistas alertam que a pressão sistemática pelo impeachment de juízes pode comprometer a independência do Judiciário e tensionar o equilíbrio entre os poderes da República.

A proposta de Zema é vista por analistas como um instrumento de intimidação institucional, independentemente de sua viabilidade jurídica. Na seara econômica, o governador foi taxativo: prometeu ‘privatizar tudo’ caso assuma o Planalto.

Ele vincula a venda total do patrimônio estatal a uma rápida queda dos juros e à aprovação simultânea de reformas administrativa e previdenciária. Entre as empresas nas quais a União detém controle acionário estão Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios, BNDES, Serpro, Dataprev, Casa da Moeda, Telebras e Embrapa.

Zema não especificou se haveria exceções nem apresentou qualquer estudo de impacto sobre setores estratégicos como energia, finanças públicas e pesquisa agropecuária. Economistas alertam que a liquidação dessas empresas ameaça a soberania tecnológica e energética do país.

A Petrobras é peça central da política de combustíveis e da arrecadação federal, instrumento de soberania nacional construído ao longo de décadas. A Embrapa, por sua vez, sustenta pesquisas que tornaram o país uma potência agrícola global — patrimônio público que não tem equivalente no setor privado.

Zema também defendeu mudanças duras na Previdência, sugerindo aumento do tempo de contribuição e veto a reajustes reais para aposentados. Na visão dele, conceder ganhos acima da inflação ‘o país não comporta’, argumento que contraria direitos sociais consolidados na Constituição de 1988.

O governador voltou a recorrer à narrativa de que começou a trabalhar ainda criança contando parafusos na firma da família, discurso que busca ressoar junto a eleitores de baixa renda. Críticos veem na história uma defesa velada do trabalho infantil, tema que reacende o debate sobre direitos sociais.

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país, o que confere a Zema peso real na disputa presidencial. O governador aposta no discurso de choque liberal para se diferenciar de concorrentes como Flávio Bolsonaro e consolidar espaço no campo da direita antes mesmo do início oficial da campanha.

As pesquisas ainda mostram cenário indefinido, com figuras da extrema direita disputando espaço contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados progressistas. A eleição de 2026 desenha-se, cada vez mais, como um embate direto entre projetos opostos de Estado: o modelo de soberania econômica e proteção social de um lado, e a agenda de desmonte institucional e privatização irrestrita do outro.


Leia também: Desconfiança recorde no STF impulsiona reforma do Judiciário como tema das eleições de 2026


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João Batista Alves

03/05/2026

Lucas Gomes, meu filho, com todo respeito, mas misturar alhos com bugalhos não leva a nada. Defender a criação de Deus não é defender estatal ineficiente que vive de privilégio e corrupção. O Senhor nos deu inteligência para administrar com responsabilidade, não para sustentar cabide de emprego em nome de falsa moralidade.

Ana Paula Conserva

03/05/2026

Apoio o governador Zema! Finalmente um político que não tem medo de enfrentar esse STF que virou um poder absoluto. Quanto às estatais, concordo que é preciso vender sim, mas com transparência e estudo sério, não pode virar esculhambação como a Adriana sugeriu. O Brasil precisa de moralidade e respeito aos valores cristãos.

    Lucas Gomes

    03/05/2026

    Ana Paula, sua defesa de “valores cristãos” enquanto apoia a privatização em massa e o enfraquecimento do STF ignora que a exploração capitalista e o desmatamento são as maiores ameaças à criação divina e aos povos originários — não há moralidade onde a ganância destrói o que deveria ser sagrado.

Ana Souza

03/05/2026

Eduardo, você foi o único aqui que trouxe um ponto técnico de verdade. Privatização em bloco sem estudo de valuation e sem mercado comprador é receita para entregar patrimônio público a preço de banana. E sobre o STF, impeachment de ministro por discordância política é atalho perigoso — a história mostra que, quando um governo começa a atacar a corte que não lhe agrada, o próximo passo costuma ser bem pior para a democracia.

Eduardo C.

03/05/2026

Ricardo, você tocou num ponto que pouca gente quer enfrentar: qual é o plano de transição? Privatizar não é mágica, exige modelagem, valuation e, acima de tudo, um mercado comprador disposto a pagar o preço justo. Sem isso, vira queima de patrimônio público. Cadê os números dessa promessa?

Ricardo Menezes

03/05/2026

Finalmente alguém com coragem de meter o dedo na ferida desse STF que virou partido político. Privatizar tudo é o mínimo, estatal no Brasil sempre foi cabide de emprego pra político corrupto e sindicalista folgado. Imposto já é roubo, sustentar empresa estatal ineficiente é crime.

Adriana Silva

03/05/2026

Faz o L, Zema! Privatizar tudo é plano comunista disfarçado, vai pra Cuba ver se lá tem estatal pra vender.

Ronaldo Silva

03/05/2026

Pois é, Luiz Carlos, você fala em “coragem”, mas eu vejo é oportunismo. Esse povo que quer privatizar tudo nunca explica como a conta vai fechar pro trabalhador. E esse papo de impeachment de ministro porque não gostou da decisão é coisa de quem quer enfraquecer a democracia quando ela não favorece. O Zema devia era explicar por que as estatais dão prejuízo, não só prometer vender tudo como se fosse solução mágica.

Luiz Carlos

03/05/2026

O Zema pelo menos tem coragem de falar o que a maioria pensa. Esse STF tá virando um poder acima da lei, e privatizar estatal que só dá prejuízo é o mínimo. O povo tá cansado de pagar imposto pra sustentar empresa fantasma.

    Mariana Alves

    03/05/2026

    Luiz Carlos, sua defesa da “coragem” de Zema me faz lembrar como o senso comum confunde audácia com solidez. Dizer que o STF virou um poder acima da lei é uma afirmação que precisa de lastro histórico, não de indignação seletiva. O STF erra, sim, e comete excessos que merecem crítica rigorosa. Mas transformar impeachment em instrumento de barganha política, como Zema propõe, não é solução — é repetir o manual bolsonarista de deslegitimar a corte quando ela contraria interesses de governadores e empresários. A “coragem” dele é a mesma de quem aponta o dedo para o Judiciário enquanto silencia sobre os privilégios fiscais dos estados que governa, ou sobre o fato de que Minas Gerais deve bilhões à União e continua sendo gerida com a mesma lógica clientelista que ele diz combater.

    Quanto à privatização em bloco, o argumento de que estatais “só dão prejuízo” é uma meia-verdade que serve de mantra para quem nunca estudou a função estratégica dessas empresas. A Petrobras, por exemplo, deu lucro bilionário em 2023 e 2024, mesmo com a política de preços parasitária que drena recursos do povo brasileiro para acionistas estrangeiros. O BNDES financia infraestrutura que o mercado privado não toca porque o retorno é de longo prazo. A Eletrobras, já privatizada, virou case de aumento de tarifa e demissão em massa sem contrapartida de investimento. Dizer que “o povo está cansado de pagar imposto para sustentar empresa fantasma” é ignorar que o povo também paga mais caro por plano de saúde, pedágio e energia quando o serviço público é entregue a grupos que priorizam o lucro sobre o acesso universal. O discurso de Zema não é corajoso — é conveniente para quem quer transformar patrimônio público em ativo de fundo de investimento, enquanto o trabalhador arca com o custo social da desregulação.

Jeferson da Silva

03/05/2026

Esse Zema aí nunca pisou numa fábrica na vida. Privatizar tudo é receita pra entregar o patrimônio do povo pros amigos dele, enquanto o trabalhador que se vire. E esse papo de impeachment de ministro porque não gostou da decisão é golpismo puro, igual o Bolsonaro tentou. O cara quer é desmontar o que resta de direito pra gente.

Julia Andrade

03/05/2026

A Sgt Bruno e a Vanessa Silva já apontaram bem o problema central, mas quero puxar um fio que acho ainda mais perigoso nesse discurso: a naturalização do impeachment como ferramenta de barganha política. Quando um governador, com aspirações presidenciais, condiciona a permanência de ministros do STF ao alinhamento deles com seu projeto de governo, ele está, na prática, propondo uma ruptura institucional. Não é crítica ao judiciário, é chantagem. E o mais grave é que isso vem sendo normalizado por vários setores como se fosse “debate democrático”. Não é. Democracia pressupõe que as instituições funcionem com regras estáveis, e não que a cada eleição a gente troque os juízes que não nos agradam. Isso tem nome em ciência política: autogolpe gradual.

Sobre a privatização em bloco, a Clarice Historiadora foi precisa ao citar a Embrapa. Mas vou além: o discurso de “vender tudo” revela uma compreensão muito rasa do que é o Estado brasileiro e do seu papel histórico na formação de setores estratégicos. Não se trata de ser contra ou a favor de privatizações pontuais e bem estudadas — há casos em que faz sentido. O problema é o fetiche ideológico. Vender todas as estatais sem critério é ignorar que algumas delas são instrumentos de política industrial, de soberania energética, de segurança alimentar. É entregar o planejamento de longo prazo do país para o humor do mercado financeiro. E a gente já viu esse filme: na década de 1990, privatizamos parte do setor elétrico e das telecomunicações sem regulação à altura, e até hoje a conta vem em tarifas abusivas e apagões.

Outro ponto que me incomoda profundamente é a ausência de qualquer discussão sobre raça e região nesse projeto. O Zema fala como se Minas Gerais e o Brasil fossem uma tábula rasa homogênea. Mas a gente sabe que as estatais, com todos os seus defeitos de gestão, também foram — em alguns momentos — canais de desconcentração regional e de inclusão produtiva. A Vale, quando era estatal, tinha obrigações sociais e ambientais que depois de privatizada foram sendo desmontadas. A Eletrobras, antes da privatização, tinha programas de universalização do acesso à energia no Norte e Nordeste. Privatizar tudo sem contrapartidas claras para as populações mais vulneráveis é, no mínimo, um projeto de aprofundamento das desigualdades regionais que já são um escândalo.

Por fim, acho curioso como esse discurso de “Estado mínimo” nunca inclui o Estado que financia o agro, que perdoa dívidas de grandes grupos, que concede subsídios fiscais para setores específicos. O Estado mínimo é sempre para o pobre, para o serviço público, para a regulação ambiental e trabalhista. Para o capital organizado, o Estado é generoso e presente. Então, quando ouço “privatizar todas as estatais”, eu pergunto: e os bancos públicos? E o BNDES? Vamos entregar o financiamento de longo prazo da indústria nacional para bancos privados que só pensam no trimestre? Esse discurso é bonito no palanque, mas na prática é um cheque em branco para a financeirização total da economia brasileira. E a população mais pobre, que depende de serviços públicos de qualidade, que se vire.

Mariana Lopes

03/05/2026

O Carlos A. Mendes tocou no ponto central: privatização em bloco é discurso de palanque, não de gestão. Vender estatais estratégicas sem discutir regulação e soberania é trocar problema por outro. E sobre o STF, acho que a corte erra muito, mas impeachment virou moeda de troca política, não solução institucional. Falta maturidade nesse debate.

Carlos A. Mendes

03/05/2026

O problema desse discurso é que ele joga gasolina no fogo sem oferecer nada concreto. Privatizar tudo soa bonito no palanque, mas na prática a gente já viu o que acontece quando entrega serviço essencial pra iniciativa privada sem regulação séria. E esse papo de impeachment de ministro porque discorda da decisão é perigoso — daqui a pouco qualquer um que perder no voto vai querer cassar juiz. Cadê o plano de verdade pra melhorar a educação, a saúde, a infraestrutura?

Clarice Historiadora

03/05/2026

Carlos Rocha, privatizar “tudo” não é gestão, é dogma. Pegue o caso da Embrapa: sem ela, o agro brasileiro não teria virado potência. Vender estatais estratégicas a toque de caixa é entregar soberania e planejamento de longo prazo pra especulador de ocasião. Isso sem falar que impeachment de ministro por discordância jurídica é rasgar a Constituição que o Zema jurou defender.

Vanessa Silva

03/05/2026

Sgt Bruno, você foi certeiro. Privatização em bloco não é planejamento, é ideologia. E ameaçar impeachment de ministro porque a decisão não agrada é rasgar o desenho institucional que a gente levou décadas pra consolidar. Cadê a proposta de reforma tributária, de melhoria na gestão das estatais? Isso sim resolveria o problema de cabide de emprego sem virar o jogo inteiro.

Sgt Bruno 🇧🇷

03/05/2026

Carlos Rocha, você falou bonito mas cadê a profundidade? Privatizar tudo é papo de quem nunca estudou logística ou defesa nacional. E impeachment de ministro porque não concorda com a decisão? Isso é golpe, não é democracia. Selva de ignorância.

Carlos Rocha

03/05/2026

Marcos, você citou o Rodrigo Neves como exemplo de gestão, mas o que ele fez foi o básico com dinheiro público que já era dos contribuintes. Zema está certo: estatal é cabide de emprego e o STF virou um tribunal político que legisla sem voto. Privatizar tudo e meter um freio nesses ministros é o único caminho pra esse país deixar de ser uma republiqueta sindical.

Marcos Andrade Niterói

03/05/2026

É impressionante como esse pessoal acha que vender o patrimônio público e atacar o STF é solução para o país. Enquanto isso, aqui em Niterói a gente vê o que é gestão de verdade com o Rodrigo Neves: túnel Charitas-Cafubá saindo do papel, defesa do metrô para a Zona Sul e obras que melhoram a vida de quem paga imposto. Privatizar tudo é receita de entrega do Brasil, não de desenvolvimento.

Mariana Oliveira

03/05/2026

Karina, você disse que “finalmente um político com coragem de falar o que a maioria pensa”, e isso me fez parar para refletir sobre o que realmente significa “maioria” nesse contexto. A obra de Kimberlé Crenshaw nos ensina que o que parece ser consenso muitas vezes reflete apenas a perspectiva de quem já está no centro do poder — homens brancos, empresários, elites regionais. Quando Zema promete privatizar todas as estatais e atacar o STF, ele está falando para uma parcela muito específica da população: aquela que enxerga o Estado apenas como obstáculo aos seus negócios, e não como garantidor de direitos. Para a maioria silenciada — trabalhadores informais, comunidades periféricas, povos tradicionais —, a venda da Petrobras ou do Banco do Brasil não é sinônimo de liberdade, mas de perda de soberania e de acesso a serviços essenciais.

A proposta de impeachment de ministros do STF é ainda mais grave quando analisada pela lente interseccional que bell hooks tanto defendeu. O Supremo, com todas as suas contradições e privilégios de classe, ainda é uma das poucas instituições que, em momentos críticos, freou retrocessos que atingiriam desproporcionalmente corpos negros, mulheres e pessoas LGBTQIA+. Lembremos que foi o STF que criminalizou a homofobia e garantiu direitos indígenas contra o marco temporal. Atacar a corte não é “coragem” — é um atalho autoritário para desmontar os poucos mecanismos de proteção social que conquistamos com décadas de luta.

Maria Aparecida, você trouxe um olhar teológico muito pertinente, e eu gostaria de complementar com uma perspectiva acadêmica: a privatização total das estatais não é apenas uma questão de eficiência econômica, como alguns defendem. A socióloga estadunidense Nancy Fraser argumenta que o neoliberalismo transforma questões políticas em meras decisões de mercado, esvaziando a democracia. Quando Zema diz que vai vender “todas” as estatais, ele está ignorando que empresas como a Eletrobras e a Petrobras são instrumentos de política energética e de desenvolvimento regional. Sem elas, estados como o nosso Minas Gerais perdem capacidade de negociar tarifas, investir em energias renováveis e manter empregos qualificados no interior.

O que me preocupa, Paulo e Mariana, é que esse discurso não é novo — ele resgata o liberalismo autoritário dos anos 1990, mas agora com um verniz ainda mais radical. Zema não está propondo um debate sobre eficiência estatal ou sobre os limites do poder judiciário; ele está oferecendo uma solução mágica para problemas complexos, usando o STF como bode expiatório e a privatização como fetiche. Como bell hooks escreveu em “Ensinando a Transgredir”, a verdadeira coragem política não está em repetir slogans de mercado, mas em enfrentar as estruturas que produzem desigualdade. E, convenhamos, um governador que corta investimentos em educação e saúde enquanto defende a venda do patrimônio público não está enfrentando estrutura alguma — está apenas servindo aos mesmos interesses de sempre.

Maria Silva

03/05/2026

Gente, esse discurso de vender tudo e ainda atacar o STF é preocupante. Sou a favor de eficiência no serviço público, mas privatizar estatais estratégicas como a Petrobras sem um debate sério é arriscado. E impeachment de ministro porque discordamos das decisões? Isso soa mais como radicalismo do que como solução para o país.

Karina Libertária

03/05/2026

Finalmente um político com coragem de falar o que a maioria pensa! Esse bando de ministro do STF acha que é dono do país, legislando igual congressista sem nunca ter sido eleito. E sobre privatizar estatais, já passou da hora – todo mundo que entende de mercado sabe que empresa pública é sinônimo de cabide de emprego e rombo no orçamento. Quem reclama devia é parar de viver de bolsa família e abrir um brokerage account pra aprender como o mundo real funciona.

Maria Aparecida

03/05/2026

Gente, esse discurso de vender tudo que é público e ainda atacar o STF me soa como aquele rico da parábola que ignorava o Lázaro à porta. A Bíblia diz em Provérbios 29:4 que o rei justo estabelece a terra, mas o que cobra impostos demais a derruba. Privatizar estatais estratégicas sem controle popular não é eficiência, é entregar o patrimônio do povo nas mãos de quem só quer lucro, enquanto o pobre continua sem hospital e sem escola.

Mariana Santos

03/05/2026

Paulo, ótimo resgate dos Cadernos do Cárcere. Mas o que me assusta é ver como esse discurso de “privatizar tudo” e “impeachment do STF” virou plataforma de campanha sem nenhum debate real sobre soberania nacional. Zema quer vender a Petrobras, o Banco do Brasil e a Eletrobras num leilão enquanto ataca o Judiciário — isso não é liberalismo, é aventura autoritária com cheiro de entreguismo. Quem viveu o apagão de 2001 ou viu a Vale ser vendida a preço de banana sabe onde essa história termina: na conta do povo.

Paulo Ribeiro

03/05/2026

Caro João Batista, lendo seu comentário, lembro-me de uma passagem de Gramsci nos Cadernos do Cárcere quando ele analisa o conformismo como forma de hegemonia. Defender que “privatizar estatais é bíblico” é um exercício curioso de teologia política, mas precisamos ir além da superfície. O Estado não é apenas um “cabide de empregos” — como você sugere —, ele é a arena onde se disputam os rumos da nação. Quando Zema promete vender todas as estatais, ele não está propondo eficiência gerencial; está propondo a entrega do patrimônio construído com suor de gerações ao capital privado, que não tem compromisso com o desenvolvimento nacional, apenas com a taxa de lucro. A Petrobras, por exemplo, não é apenas uma empresa; é um instrumento de soberania energética, algo que Mariátegui já defendia ao pensar a industrialização latino-americana como projeto de libertação.

Carlos Mendes, você toca num ponto importante sobre a judicialização da política. De fato, o STF extrapolou competências em diversos momentos, e isso é um problema real para a democracia. No entanto, a saída não pode ser o impeachment de ministros por discordância política — isso seria transformar o Judiciário em refém do Executivo de turno. Althusser nos ensina que os Aparelhos Ideológicos de Estado não são monolíticos; há contradições internas que podem ser exploradas progressivamente. O que Zema propõe não é um ajuste institucional, é um ataque frontal à separação dos poderes, travestido de discurso moralista. Se amanhã um presidente progressista resolvesse usar a mesma tática contra ministros que votaram contra direitos trabalhistas, aí veríamos o verdadeiro rosto desse “combate ao ativismo judicial”.

Samara Oliveira, sua ponderação sobre o cuidado com o órfão e a viúva é precisa e mostra que a hermenêutica bíblica pode ser libertária quando bem aplicada. O problema do discurso de Zema é que ele opera numa lógica dualista: ou o Estado é ineficiente ou o mercado é virtuoso. Isso ignora toda a tradição do pensamento social brasileiro, de Celso Furtado a Maria da Conceição Tavares, que demonstrou como o desenvolvimento nacional dependeu de estatais estratégicas para superar o subdesenvolvimento. Privatizar tudo não é modernização, é recolonização. O Brasil não precisa de um Estado mínimo que apenas garanta contratos; precisa de um Estado forte que planeje, regule e distribua. Como diria Florestan Fernandes, a democracia brasileira só será real quando o povo tiver controle sobre os meios de produção da sua própria vida.

Por fim, Tiago Mendes, você menciona Provérbios 29:4 com propriedade. Acrescento que a ganância não é um desvio individual, como o neoliberalismo quer nos fazer crer; ela é estrutural no capitalismo. Privatizar estatais sem controle social é entregar o monopólio público a oligopólios privados que, como vimos nos casos de energia elétrica e saneamento, aumentam tarifas e excluem os mais pobres. A verdadeira eficiência não se mede apenas pelo lucro, mas pela capacidade de atender necessidades coletivas. O que está em jogo em 2026 não é apenas um programa de governo, mas o projeto de nação que queremos: se será uma república de cidadãos ou um condomínio de acionistas.

Carlos Mendes

03/05/2026

Luizinho, monopólio privado com concorrência de verdade não é a mesma coisa que estatal que só serve pra indicar apadrinhado político e torrar dinheiro público. Sobre o STF, cansei de ver ministro legislando igual congressista sem voto popular — se fosse juiz de verdade, não teria medo de accountability. Privatizar com regulação clara e agências independentes é o único caminho pra gente parar de pagar a conta de ineficiência que vem em forma de imposto.

    Tiago Mendes

    03/05/2026

    Carlos, discordo com respeito. A Bíblia nos ensina que o governo tem o dever de frear a ganância (Provérbios 29:4), e privatizar estatais estratégicas sem controle popular não é eficiência, é entregar o monopólio público nas mãos de quem vai cobrar o que quiser. Agência independente vira cabide de emprego de amigo de empresário se não tiver participação social de verdade.

Samara Oliveira

03/05/2026

Amém, João Batista, mas discordo com todo respeito. A Bíblia também nos ensina a cuidar do órfão e da viúva, e isso exige um Estado que regule o mercado, não que entregue tudo nas mãos de quem só pensa em lucro. Privatizar estatais estratégicas sem controle é entregar o povo à ganância, e esse discurso de impeachment contra o STF cheira a golpismo, não a justiça. Oremos para que nossos líderes tenham sabedoria, não sede de poder.

Luizinho 16

03/05/2026

privatizar tudo e ainda atacar o stf? esse plano é de quem nunca pegou um ônibus lotado pra ir pra escola, Zema só tá fazendo campanha pra amigo empresário, Brasil não é leilão não, porra

João Batista

03/05/2026

Amém, irmãos! Finalmente um político com temor a Deus. O STF virou um tribunal de ativistas que legisla contra a família e a vida. Privatizar estatais é bíblico: cada um cuide do seu, sem o Estado gastando o suor do povo com cabides de emprego. Quem critica é porque nunca leu Provérbios 22:7 — o rico domina sobre o pobre, e o Estado não é exceção.

João Carlos Silva

03/05/2026

Pessoal, sou motorista de aplicativo há 15 anos e vejo a gasolina subindo toda semana. Se privatizar tudo, quem garante que o preço não dispara de vez? E esse negócio de impeachment de ministro, acho que é briga que não leva a nada. O que a gente precisa é de emprego e salário digno, não de guerra entre poderes.

Tadeu

03/05/2026

Privatizar tudo de uma vez? Aí a conta de luz vai pra lua e a gasolina acompanha. Esse povo acha que mercado resolve tudo, mas esquece que monopólio privado é tão ruim quanto estatal inchada. Foco no que importa: controle de gastos e inflação baixa.

Ana Costa

03/05/2026

Gente, acho que falta um pouco de nuance aqui. Privatizar tudo de uma vez pode ser tão desastroso quanto estatizar tudo, especialmente num país com histórico de monopólios privados em setores estratégicos. E sobre o impeachment de ministros do STF: por mais que a corte tenha erros, transformar isso em pauta de campanha soa mais como atalho político do que solução institucional. Cadê o debate sobre os critérios objetivos pra isso?

Fernanda Oliveira

03/05/2026

gente, que desespero ler isso. vender todas as estatais e ainda atacar o STF? parece que o plano é entregar o país de bandeja pra quem já tem muito, enquanto a população que precisa de saúde, educação e transporte público fica a ver navios. privatizar tudo não é solução, é só transferir lucro pra iniciativa privada e deixar o povo pagar mais caro por serviços essenciais. e esse papo de impeachment de ministro porque não concordam com ele? isso é autoritarismo puro, não é gestão.

Marta

03/05/2026

Meninos, meninos, vamos com calma. O governador Zema parece ter assistido a muitos vídeos de coach motivacional e agora acha que o Brasil é uma empresa de tecnologia falida que precisa ser liquidada. Essa história de querer impeachment de ministros do STF porque eles não concordam com seu projeto de poder é coisa de quem não estudou direito como funciona a separação dos poderes. Eu, como professora de história aposentada, lembro bem de quando a gente via esse tipo de discurso autoritário em outros países da América Latina nos anos 70. Sempre começava com um governante eleito dizendo que “o judiciário atrapalha o desenvolvimento” e terminava com tanque na rua. Não caiam nessa conversa, meus queridos.

Agora, sobre privatizar todas as estatais: será que o moço já parou para pensar no que a Petrobras representa para o Brasil? Não é só uma empresa, é um instrumento de soberania nacional. Lembro como se fosse ontem das aulas em que eu explicava para meus alunos como a descoberta do pré-sal foi um marco para o país. Vender tudo isso para pagar conta de juro alto e agradar banqueiro é rasgar a camisa verde-amarela. O Pedro Silva ali em cima brincou que o Zema quer transformar o Brasil numa franquia, e não é que ele tem razão? Viraríamos uma grande loja de conveniência onde até a água mineral é importada.

E olha, o Augusto Silva trouxe um dado importante: as estatais lucrativas estão pagando dividendos bilionários. O problema não é o Estado ser grande, é ele ser mal gerido. Mas em vez de melhorar a gestão, o pessoal do “Estado mínimo” prefere vender o patrimônio público a preço de banana para os amigos. Isso não é liberalismo, é entreguismo. Na minha época de sala de aula, eu ensinava que desenvolvimento nacional se faz com indústria forte, energia própria e bancos públicos que financiam o pequeno agricultor, não com liquidação de tudo que é público.

Por fim, uma dica de amiga para o governador: antes de querer vender o Brasil e atacar o STF, dê uma passada na sua própria gestão em Minas Gerais. Veja se as escolas estaduais estão com merenda de qualidade, se os hospitais têm remédio, se as estradas não estão esburacadas. Governar é cuidar de gente, não é fazer palestra em evento de empresário prometendo destruir o que levou décadas para ser construído. O Brasil não é uma startup falida, é uma nação com 500 anos de história que precisa de respeito, não de leilão.

Pedro Silva

03/05/2026

Pô, Zema querendo vender até a caneta do presidente e ainda tirar ministro do STF? Parece que ele viu muito vídeo de coach e agora acha que país se administra igual lojinha de curso online. Só falta prometer que vai transformar o Brasil numa franquia.

Rick Ancap

03/05/2026

Privatizar tudo e ainda querer derrubar ministro do STF? O cara acha que o Brasil é uma startup falida que ele pode vender no Mercado Livre.

    João Carvalho

    03/05/2026

    Rick, a metáfora da startup é precisa num ponto: há uma visão gerencialista e antipolítica que reduz o Estado a uma empresa ineficiente. Só que o problema não é o tamanho do Estado, mas a quem ele serve — e privatizar tudo sem regulação robusta, num país com nossa herança colonial de concentração de renda, tende a reforçar o que o sociólogo Jessé Souza chama de “ralé estrutural”.

    Mariana Ambiental

    03/05/2026

    Rick, pior que a metáfora da startup até cola, mas falta um detalhe: startup falida pelo menos tenta inovar, enquanto esse receituário de vender o patrimônio público e atacar instituições é a mesmice do neoliberalismo mais atrasado, que já sabemos onde dá — concentração de renda e desmonte de direitos.

    Augusto Silva

    03/05/2026

    Rick, a metáfora da startup falida é boa, mas falta um dado: o Brasil teve superávit primário de R$ 54 bilhões em 2024, enquanto as estatais lucrativas como a Petrobras pagaram R$ 112 bilhões em dividendos. Vender o patrimônio que dá lucro para tampar rombo fiscal criado por juros altos não é gestão, é liquidação de ocasião.

    Cecília Ramos

    03/05/2026

    Rick, a metáfora é boa mas falta o essencial: startup falida pelo menos tenta resolver problema real, enquanto esse projeto de vender o patrimônio público e atacar o STF só aprofunda a desigualdade que a Bíblia e a Constituição mandam a gente combater.

Celio Fazendeiro

03/05/2026

Esse Zema é um desses políticos que só sabe falar groselha. Quer privatizar tudo e ainda acha que pode mandar no STF, sendo que a Corte só faz o trabalho dela. Tomara que nunca chegue na presidência pra acabar com o que resta do Brasil.

    Mateus Silva

    03/05/2026

    Célio, discordo do tom, mas concordo com o diagnóstico: Zema repete o receituário neoliberal dos anos 90, como se privatizar tudo fosse solução mágica para a desigualdade estrutural que Gramsci chamaria de crise de hegemonia. O STF, por sua vez, não é santo — mas o impeachment virou moeda de troca de quem não aceita freios institucionais.

    Carlos Henrique Silva

    03/05/2026

    Célio, concordo com sua indignação de fundo, mas preciso fazer uma ressalva importante: achar que o STF “só faz o trabalho dela” é um pouco ingênuo do ponto de vista da teoria política. A Corte não é uma entidade abstrata pairando acima das classes sociais. Como Gramsci nos ensinou, o Estado é um campo de disputa hegemônica, e o Judiciário, especialmente o STF, é um dos aparelhos onde a burguesia brasileira historicamente exerceu seu domínio. Não à toa, o mesmo tribunal que condena Lula sem provas em 2018 é o mesmo que agora, convenientemente, anula as condenações quando a correlação de forças muda. Não se engane: o STF não é “neutro” nem “técnico” — ele é um ator político que, na maioria das vezes, age para preservar os interesses do capital.

    Dito isso, você está certo ao desconfiar de Zema. O governador de Minas não é apenas um “vendedor de groselha” — ele é a expressão mais pura do neoliberalismo periférico brasileiro, aquele que acha que privatizar a Cemig, a Copasa e a Codemig vai resolver a miséria estrutural do estado. Ora, isso é repetir o receituário dos anos 1990 que já deu no que deu: concentração de renda, desindustrialização e entrega do patrimônio público ao capital estrangeiro por preço de banana. O discurso dele contra o STF, por sua vez, é puro oportunismo: ele ataca a Corte quando ela atrapalha seus negócios, mas a aplaude quando ela criminaliza movimentos sociais. Não há coerência, há cálculo eleitoral.

    O perigo real de Zema não está na “groselha” que ele fala, mas no fato de que ela encontra eco num eleitorado cansado, despolitizado e seduzido pela promessa de um Estado mínimo que, na prática, só serve para maximizar o lucro dos grandes grupos econômicos. Se ele chegar à presidência em 2026, não será para “acabar com o que resta do Brasil” como você diz — será para acelerar o que já está em curso desde 2016: um projeto de desmonte do pouco de soberania e direitos sociais que ainda temos. A saída não é torcer contra ele, mas construir uma alternativa de esquerda que enfrente de verdade essa crise de hegemonia, com programa, organização e luta de classes.


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