O secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que Israel jamais alcançará o chamado projeto de um Grande Israel, ampliando o tom das críticas à ofensiva conduzida pelo país. O dirigente disse que nem mesmo alianças externas mudarão esse cenário, em pronunciamento divulgado pelo movimento libanês.
Segundo o comunicado, Qassem declarou que a região atravessa um momento crítico e apontou que as operações israelenses ocorrem com apoio e gestão dos Estados Unidos. Ele afirmou que os objetivos israelenses passam por ocupar territórios e direitos do povo árabe pela força, enquanto a resistência busca libertar a terra e estabelecer justiça.
O dirigente afirmou que, diante da resistência, o inimigo permanece incapaz de atingir suas metas. Classificou como contínua a agressão israelense-estadunidense contra o Líbano e rejeitou a ideia de que haveria um cessar-fogo efetivo no país, apesar dos compromissos anunciados anteriormente.
O líder condenou os ataques contra civis, aldeias e localidades, ressaltando a destruição e o assassinato de crianças, mulheres e idosos. Para ele, não existem palavras suficientes para descrever a gravidade das ações empreendidas contra a população libanesa.
Qassem afirmou que o Líbano é o lado agredido e precisa de garantias reais para sua segurança e soberania. O secretário-geral acrescentou que os assentamentos israelenses só permaneceram seguros graças à aplicação rígida, por parte do Líbano, do acordo firmado em 27 de novembro de 2024, que teria sido descumprido posteriormente por Tel Aviv.
De acordo com o dirigente, o Exército libanês se deslocou ao sul do rio Litani para cumprir o acordo, enquanto a resistência ajustou seus métodos às lições acumuladas ao longo dos anos. Ele reforçou que não haverá linha amarela nem zona de amortecimento, indicando que o movimento não aceitará novas concessões territoriais.
Qassem chamou a atenção para a importância da unidade interna e pediu às autoridades que preservem a coesão nacional e determinem ao Exército a defesa plena do território. Em sua avaliação, qualquer solução duradoura passa pela rejeição da ideia de rendição, o que ele considera inaceitável para o povo libanês.
As declarações repercutiram em meio à continuidade dos ataques das Forças de Defesa de Israel ao sul do Líbano, mesmo após o cessar-fogo mediado em novembro de 2024. Esse contexto foi destacado pelo portal Actualidad RT, que relatou ainda o impacto das tensões persistentes na fronteira sul libanesa.
O Hezbollah reiterou que a resistência permanecerá ativa enquanto houver ocupação e bombardeios sobre o território nacional. O movimento sustenta que a defesa da soberania libanesa exige a continuidade da pressão política e militar contra qualquer tentativa de avanço israelense.
Com informações de ACTUALIDAD.
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