O coronel aposentado dos EUA Lawrence B. Wilkerson, ex-chefe de gabinete do secretário de Estado americano, expressou visão crítica contundente sobre as ações de Israel no Líbano.
Segundo Wilkerson, a política israelense em relação ao Líbano visa periodicamente destruir a capacidade econômica do país. O Líbano era considerado a pérola do Mediterrâneo oriental antes das sucessivas intervenções.
Wilkerson argumentou que Israel, com apoio financeiro dos EUA, consolidou uma economia capitalista bem-sucedida. Para manter essa posição, o país buscaria enfraquecer economicamente seus vizinhos.
Ele relembrou a invasão de 1982, quando Israel atacou o Líbano sob o pretexto de combater a Organização para a Libertação da Palestina e seu líder Yasir Arafat. Na época, muitos militares questionavam os reais motivos dos ataques, que só aprofundavam a hostilidade contra Israel na região.
Apesar de um acordo de cessar-fogo entre Tel Aviv e Beirute mediado por Donald Trump, as Forças de Defesa de Israel continuam realizando ataques no sul do Líbano. Trump havia solicitado ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu maior cautela para evitar a destruição de edifícios civis.
O cessar-fogo resultou de esforços diplomáticos que incluíram as primeiras conversas diretas em décadas entre os dois países, tecnicamente em estado de guerra desde a criação do Estado de Israel em 1948, conforme reportagem do portal RT.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, manifestou a disposição de seu país em conter a escalada de tensões. Seu objetivo é evitar a destruição de lares em cidades e vilarejos libaneses.
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