Um estudo publicado na revista Nature Geoscience revelou uma ligação entre a liberação de metano da camada de gelo da Groenlândia e um período de aquecimento ocorrido entre 9 e 4 mil anos atrás. A pesquisa foi conduzida por uma equipe internacional de cientistas da Universidade Charles, na Tchéquia.
Os cientistas coletaram amostras de água de degelo glacial ao longo de um transecto que abrange os 2.000 km da margem ocidental da camada de gelo da Groenlândia. Eles utilizaram análises de isótopos estáveis e datação por radiocarbono para determinar a origem e a idade do metano dissolvido exportado pela água de degelo.
O metano encontrado tinha entre 1.500 e 4.500 anos e foi produzido biologicamente por microrganismos conhecidos como arqueias metanogênicas, que degradam matéria orgânica em condições anóxicas. Isso sugere que a camada de gelo recuou significativamente dentro de suas margens atuais durante o Holoceno.
Durante esse período, a vegetação da tundra pôde crescer e acumular matéria orgânica nas áreas recém-expostas. Essas áreas foram subsequentemente cobertas novamente pelo gelo em um período mais frio posterior.
O recuo indica que a camada de gelo é altamente dinâmica e mais sensível às mudanças climáticas do que se pensava. Alun Hubbard, coautor do estudo e pesquisador da Universidade de Oulu, na Finlândia, destacou que, ao recuar, a camada de gelo contribui para as emissões de gases de efeito estufa.
No momento, a quantidade de metano exportada e liberada na atmosfera é relativamente pequena e não significativa em escala global. No entanto, isso pode mudar com a aceleração da desglaciação.
Jade Hatton, uma das principais autoras do estudo, ressaltou que os resultados são relevantes para as avaliações globais do orçamento de metano. O aumento do derretimento das camadas de gelo levará a uma maior conectividade subglacial e, potencialmente, ao transporte amplificado de metano no futuro. Mais detalhes estão disponíveis no phys.org.
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Padre Antônio Rocha
05/05/2026
Essa tal “ciência” vive mudando de versão. Primeiro diziam que o aquecimento era inédito, agora descobrem que já houve liberação de metano há milhares de anos, sem intervenção humana. O que não contam é que o Criador estabeleceu ciclos na natureza, e o homem moderno, com sua arrogância, quer se colocar no centro de tudo. Enquanto isso, a ideologia verde avança para destruir a família e a propriedade privada.
Marina Silva
05/05/2026
Padre, o Criador deu livre-arbítrio pra gente queimar petróleo e destruir o planeta, mas parece que o senhor prefere culpar a ciência em vez de assumir que a humanidade tá cagando o ninho.
Major Ricardo Silva
05/05/2026
Mais um estudo financiado com dinheiro público pra tentar nos convencer de que o aquecimento global é culpa do homem. O planeta já passou por ciclos naturais de aquecimento e resfriamento muito antes de existir indústria ou carro. Enquanto isso, a esquerda quer taxar o gado e acabar com o agronegócio. Cadê a fiscalização séria contra a corrupção que desvia recursos da saúde e segurança?
Francisco de Assis
05/05/2026
Major, o senhor tá confundindo as coisas: esse estudo é de uma universidade séria da Europa, não tem nada a ver com “dinheiro público brasileiro” nem com taxar gado. O problema é que enquanto a ciência avança mostrando os riscos, tem gente que prefere acreditar em fake news do que nos fatos.
Alice T.
05/05/2026
Major, você misturou alhos com bugalhos: o estudo é europeu, financiado por agências de lá, e o metano do Holoceno é justamente a prova de que o clima responde a concentrações de gases — só que hoje a gente tá liberando num ritmo 10x mais rápido que qualquer ciclo natural. E sobre fiscalização, concordo plenamente, mas enquanto você pede contra corrupção, seu time defende cortar verba justamente dos órgãos que fiscalizam, né?