O cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã permanece em vigor apesar de confrontos esporádicos no Estreito de Ormuz.
O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, declarou que a decisão de encerrar o acordo de trégua cabe ao presidente Donald Trump. A declaração sugere que Washington pode tolerar alguns incidentes enquanto tenta reabrir a passagem marítima antes de qualquer escalada.
Hegseth ressaltou que a operação para abrir o estreito, denominada Projeto Liberdade, não integra o ataque mais amplo dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, conhecido como Epic Fury. Os maiores confrontos desde o início do cessar-fogo, em 8 de abril, envolveram forças iranianas disparando contra navios da Marinha americana e os EUA abatendo sete pequenas embarcações militares do Irã.
O tráfego na região continua paralisado, com 1.550 navios retidos. Hegseth indicou que a operação americana em Ormuz é temporária e será assumida por outros países no futuro.
O bloqueio no Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural antes da guerra, segue pressionando os preços globais de energia. O aumento dos combustíveis nos EUA tem alimentado a inflação e elevado a pressão sobre o Partido Republicano nas eleições de meio de mandato de novembro de 2026.
O presidente do Parlamento da República Islâmica, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o Irã está estabelecendo uma nova dinâmica no estreito. Ghalibaf acusou os EUA de violarem o cessar-fogo e de imporem um bloqueio unilateral, destacando que a situação atual não é sustentável para Washington enquanto a República Islâmica ainda não agiu em plena capacidade, conforme reportou o portal da Al Jazeera.
Com informações de Al Jazeera.
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