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Cientistas revelam mistério dos lulas-de-grande-barbatana nas profundezas do oceano

0 Comentários🗣️🔥 Lula-de-grande-barbatana é registrado nas profundezas do oceano. (Foto: sciencefocus.com) Entre as profundezas insondáveis do oceano, reside uma criatura que desafia o entendimento humano: a enigmática lula-de-grande-barbatana. Dotada de barbatanas ondulantes e tentáculos que se assemelham a longos fios de espaguete, esta lula raramente é vista, sendo avistada apenas por câmeras submersas em raros […]

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Lula-de-grande-barbatana é registrado nas profundezas do oceano. (Foto: sciencefocus.com)

Entre as profundezas insondáveis do oceano, reside uma criatura que desafia o entendimento humano: a enigmática lula-de-grande-barbatana. Dotada de barbatanas ondulantes e tentáculos que se assemelham a longos fios de espaguete, esta lula raramente é vista, sendo avistada apenas por câmeras submersas em raros encontros.

Especialistas em lulas, ao analisarem as imagens disponíveis, acreditam que esses seres pertencem à família Magnapinnidae, descrita pela primeira vez em 1998 com base em algumas larvas raras de lula. No entanto, nenhum adulto foi capturado em uma rede, apenas em câmeras, deixando uma lacuna intrigante sobre a conexão entre as larvas e os adultos.

Os cientistas do mar profundo, fascinados por esse mistério, especulam sobre a vida desses cefalópodes. Uma das posturas mais curiosas da lula-de-grande-barbatana é a postura em cotovelo, em que seus braços e tentáculos se afastam do corpo, dobrando-se em ângulos retos.

Esses tentáculos, aparentemente, formam uma ampla rede que captura presas de forma passiva enquanto o animal flutua nas profundezas. Em 2024, imagens da Fossa de Tonga no Oceano Pacífico Sudoeste mostraram uma dessas lulas caminhando com seus tentáculos pelo fundo do mar, talvez em busca de alimento.

Em um momento cômico, a lula pareceu ficar com um tentáculo preso em algo fora do quadro, lutando para se libertar antes de nadar para longe. Esse espécime foi filmado a cerca de 3.300 metros de profundidade, mas outra lula foi observada em quase o dobro dessa profundidade, a 6.212 metros na Fossa das Filipinas, o registro mais profundo já feito de uma lula.

Seus parentes próximos, os polvos-dumbo, superam essa profundidade ao nadar com barbatanas que lembram orelhas gigantes de elefante, sendo vistos a cerca de 7.000 metros de profundidade. As lulas-de-grande-barbatana foram filmadas apenas uma dúzia de vezes em diversos pontos do oceano, como ao largo do Brasil, África Ocidental, no Golfo do México e no Oceano Índico, sugerindo uma distribuição ampla e a possibilidade de múltiplas espécies.

Durante pesquisas no Grande Golfo Australiano em 2015 e 2017, câmeras foram rebocadas nas profundezas entre 900 e 3.000 metros, avistando lulas-de-grande-barbatana em cinco ocasiões, marcando a primeira vez que foram vistas em águas australianas. Essas lulas impressionam quando vistas de perto, com tentáculos muitas vezes mais longos do que seus corpos, que medem entre 6 e 15 centímetros, mas com tentáculos que não ultrapassam 1,5 metro.

Entretanto, sempre há a possibilidade de que lulas-de-grande-barbatana ainda maiores estejam escondidas em algum lugar no vasto oceano profundo, apenas fora do alcance das câmeras. Informações publicadas originalmente pela Science Focus.


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