O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou as ações do governo dos Estados Unidos que intensificam o bloqueio econômico contra a ilha. Ele destacou que uma Ordem Executiva assinada em 1º de maio explicita a natureza extraterritorial das sanções, impactando qualquer entidade que mantenha relações comerciais com o país.
Em publicação na rede social X, Rodríguez afirmou que essa medida fere a soberania de outros Estados ao tentar controlar ativos, empresas e instituições financeiras que interajam com Cuba. O chanceler classificou a política como uma extensão do embargo que já dura décadas, agora com efeitos ainda mais amplos sobre nações terceiras.
O ministro também mencionou outra Ordem Executiva, assinada em janeiro pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaça aplicar tarifas a países que exportem combustíveis para a ilha. Segundo Rodríguez, essa decisão gerou um cerco petrolífero tão severo que apenas um navio com petróleo chegou a Cuba nos últimos quatro meses.
Rodríguez acusou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, de estar plenamente ciente do sofrimento imposto à população cubana por essas restrições. O chanceler enfatizou que as sanções buscam asfixiar a economia da ilha e provocar instabilidade social como ferramenta de pressão política.
Rubio rejeitou a ideia de que os Estados Unidos tenham imposto um bloqueio petrolífero específico contra Cuba. As políticas de Washington são interpretadas por Havana como parte de uma estratégia deliberada para forçar mudanças no governo cubano.
Cuba enfrenta graves dificuldades econômicas, com problemas no abastecimento de energia e nas operações comerciais internacionais. O governo da ilha reitera que tais medidas violam o direito internacional e os princípios de coexistência pacífica entre nações.
As sanções dos EUA, frequentemente condenadas por organismos como a ONU, ganham novo alcance com essas ordens executivas. Países que buscam manter laços econômicos com Havana também são afetados, ampliando os impactos humanitários para além das fronteiras cubanas.
Enquanto Washington sustenta um discurso de liberdade e direitos humanos no plano internacional, mantém políticas que sufocam populações inteiras por meio de embargos. No caso de Cuba, o contraste entre a retórica americana e o sofrimento real causado por suas medidas econômicas é denunciado por Havana e por organismos multilaterais. Conforme reportagem da Reuters, a política americana continua a gerar impactos humanitários significativos na ilha.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: Cuba marcha pelas ruas de Havana no 1º de maio contra bloqueio dos EUA
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