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Descobertas submersas na Baía de Gibraltar revelam 150 naufrágios históricos

0 Comentários🗣️🔥 Mergulhador explora os restos de um naufrágio histórico no fundo da Baía de Gibraltar. (Foto: foxnews.com) Um projeto arqueológico submerso revelou um tesouro escondido no fundo do mar da Baía de Gibraltar, expondo ao mundo mais de 150 locais arqueológicos, a maioria naufrágios, que remontam desde o século V a.C. até a Segunda […]

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Mergulhador explora os restos de um naufrágio histórico no fundo da Baía de Gibraltar. (Foto: foxnews.com)

Um projeto arqueológico submerso revelou um tesouro escondido no fundo do mar da Baía de Gibraltar, expondo ao mundo mais de 150 locais arqueológicos, a maioria naufrágios, que remontam desde o século V a.C. até a Segunda Guerra Mundial. Este esforço monumental é liderado pelo Projeto Herakles, uma colaboração entre a Universidade de Cádiz e a Universidade de Granada, que, nos últimos seis anos, vem desvendando os mistérios deste estreito que conecta o Oceano Atlântico ao Mar Mediterrâneo.

O arqueólogo Felipe Cerezo Andreo, da Universidade de Cádiz, revelou que antes do início do Projeto Herakles, em 2019, apenas quatro locais subaquáticos eram conhecidos na área. Hoje, graças à combinação de pesquisa histórica e tecnologia avançada, há informações detalhadas sobre mais de 150 sítios documentados em apenas três anos de trabalho.

Os vestígios incluem uma coleção diversificada de embarcações, como 23 navios romanos, quatro navios medievais e até mesmo o motor e hélice de um avião dos anos 1930. Este não foi um achado fortuito, mas sim o resultado de uma pesquisa meticulosa que ampliou significativamente o conhecimento pré-existente sobre a área.

Os arqueólogos utilizaram tecnologia de varredura marinha avançada para mapear o fundo do mar e localizar os naufrágios enterrados. Instrumentos como magnetômetros foram empregados para detectar anomalias metálicas, revelando assim os segredos escondidos sob as águas.

A Baía de Gibraltar, um importante espaço na antiguidade, abrigava assentamentos como Carteia e Iulia Traducta, que utilizavam essas águas como seu principal porto. Sob as camadas de navios mais recentes, encontram-se embarcações fenícias, púnicas e romanas que contam a história marítima tanto do Mediterrâneo quanto do Atlântico.

No entanto, a condição dos naufrágios é crítica, com muitos deles enfrentando ameaças significativas de deterioração devido à atividade humana, como obras portuárias e saques. Além disso, uma alga invasiva, a Rugulopteryx okamurae, está alterando drasticamente o ambiente marinho, dificultando a preservação e o estudo dos restos submersos.

Para mitigar esses riscos, o Projeto Herakles adota princípios de conservação in situ da UNESCO, priorizando a documentação não intrusiva com fotogrametria e modelos 3D. Desta forma, procuram registrar tudo antes que desapareça, mantendo viva a herança cultural que esses naufrágios representam.

Andreo destacou que esses naufrágios ainda são um recurso cultural vivo, e sua equipe está empenhada em tornar este patrimônio acessível ao público. Estão planejando um parque subaquático e experiências de realidade virtual para que as pessoas possam explorar os naufrágios sem causar mais danos aos locais.

Em última instância, proteger esses vestígios é como proteger as páginas de um livro que explica quem somos hoje. Detalhes adicionais sobre essa descoberta podem ser encontrados na reportagem completa.


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