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DPU aponta graves irregularidades em processo de Moraes contra ex-assessor

55 Comentários🗣️🔥 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. (Foto: metropoles.com) A Defensoria Pública da União (DPU) apresentou novo parecer apontando graves irregularidades no processo penal conduzido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, contra Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do próprio gabinete. O órgão pediu a anulação de atos processuais, alegando […]

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. (Foto: metropoles.com)

A Defensoria Pública da União (DPU) apresentou novo parecer apontando graves irregularidades no processo penal conduzido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, contra Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do próprio gabinete.

O órgão pediu a anulação de atos processuais, alegando que Tagliaferro não foi intimado pessoalmente antes da substituição de sua defesa por advogados públicos. A Defensoria argumenta que essa ausência viola normas do Código de Processo Penal e fere os princípios do devido processo legal.

Tagliaferro, atualmente na Itália, teve seus advogados destituídos e a DPU foi designada para representá-lo sem notificação direta. A intimação para constituição de novos advogados foi feita por meio dos antigos representantes, já afastados do caso.

Segundo o órgão, esse procedimento compromete a legitimidade do processo e a garantia de defesa do réu. A DPU sustenta que a ausência de Tagliaferro em interrogatório judicial deve ser considerada nula.

O parecer exige que ele seja intimado pessoalmente para indicar advogados de sua confiança. “Não tendo sido o réu pessoalmente notificado, a defesa pública não tem como saber quais informações e perspectivas o acusado deseja apresentar”, destacou o documento.

O caso refere-se a acusações de vazamento de mensagens do gabinete de Moraes, durante o período em que Tagliaferro atuava como assessor no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em decisões anteriores, o ministro classificou ações da defesa como possível tentativa de obstrução.

Moraes rejeitou as alegações de nulidade na nomeação da DPU, afirmando que todos os atos processuais foram realizados dentro da legalidade. Ele também enfatizou que o STF não tolerará manobras para atrasar o andamento do processo.

Em resposta a pedido anterior da Defensoria, o ministro reforçou que a atuação processual deve ser pautada pela lealdade e boa-fé. Ele manteve sua posição firme contra as contestações da defesa.

O novo posicionamento da DPU traz à tona questões sobre garantias constitucionais e o direito à ampla defesa em processos de grande repercussão. A decisão sobre o pedido mais recente segue pendente no STF.

Para mais detalhes sobre o parecer, confira a cobertura completa no portal Consultor Jurídico, que acompanha os desdobramentos do processo.

Com informações de Metrópoles.


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Ahmed El-Sayed

06/05/2026

Mais um capítulo dessa novela que expõe o que já sabemos: nosso Judiciário virou palco de disputas pessoais, não de justiça. Onde está a imparcialidade quando um ministro julga seu próprio ex-assessor? A secularização radical do Estado nos trouxe a esse ponto, onde a lei virou instrumento de vingança, não de ordem divina ou moral.

    Maria Antonia

    06/05/2026

    Ahmed, discordo de você em quase tudo, mas nesse ponto estamos lado a lado: o que vemos é um judiciário sequestrado por vaidades pessoais, e não por princípios. O problema não é falta de ordem divina, é falta de respeito ao devido processo legal e à liberdade individual.

      Padre Antônio Rocha

      06/05/2026

      Maria Antonia, a senhora toca num ponto crucial: a vaidade pessoal é fruto do afastamento de Deus, e quando o homem se coloca no centro, o devido processo legal vira peça de teatro. A liberdade individual sem a lei divina é anarquia disfarçada de justiça.

Fernanda Oliveira

06/05/2026

Mais um capítulo dessa novela que não surpreende ninguém. A DPU aponta irregularidades, mas sabemos que, no fim, a narrativa de “defesa da democracia” vai prevalecer sobre qualquer contradição processual. Por outro lado, também não dá para ignorar que o ex-assessor não é nenhum santinho — o problema é que, nesse jogo, as regras parecem valer mais para alguns do que para outros.

    Ricardo Almeida

    06/05/2026

    Fernanda, você acertou em cheio: o problema não é só o personagem, mas o teatro em que as regras mudam conforme o protagonista. O ceticismo bem aplicado exige que a gente desconfie tanto da santidade do acusador quanto da do acusado — e, no fim, quem perde é a credibilidade do sistema.

Adalberto Livre

06/05/2026

ISSO É O FIM DA REPÚBLICA! ESSE MORAES É UM DITADOR E A DPU TÁ COBERTA DE RAZÃO, MAS NINGUÉM FAZ NADA!

    Zé do Povo

    06/05/2026

    CALMA LADRÃO, SE ESSE MORAES É DITADOR QUEM MANDOU APOIAR COMUNISTA? 😡

Helton Barros

06/05/2026

Mais uma prova do circo armado por esse tal de Moraes. Perseguição política escancarada, e a DPU fazendo o papel que o STF deveria ter feito desde o início. O Brasil tá refém de um tribunal que virou partido político.

    Ana Paula Conserva

    06/05/2026

    Concordo plenamente, Helton. Esse ativismo judicial desenfreado é um atentado à nossa democracia e aos valores cristãos que sempre defenderam a justiça imparcial. O Brasil precisa urgentemente de homens tementes a Deus nos tribunais, não de militantes disfarçados de juízes.

      Laura Silva

      06/05/2026

      Ana Paula, sua defesa de “valores cristãos” e “homens tementes a Deus” como critério para a magistratura me soa, com todo respeito, como uma tentativa de vestir a toga com uma batina. A história do Brasil e do Ocidente está repleta de exemplos em que a fusão entre fé e poder judicial produziu os piores resultados para os pobres e para a democracia. Basta lembrar o período da Inquisição, onde tribunais eclesiásticos, imbuídos de certeza divina, condenaram milhares à fogueira sob a justificativa de proteger a fé. A imparcialidade que você invoca não se constrói com temor a Deus, mas com a separação radical entre crenças pessoais e a aplicação da lei republicana. Um juiz que se guia por sua fé particular, seja ela cristã, evangélica ou de qualquer matriz, corre o risco de transformar o tribunal em púlpito e o réu em herege.

      Sua crítica ao “ativismo judicial desenfreado” merece um exame mais cuidadoso. O que você chama de ativismo, muitos de nós, que estudamos as estruturas de poder, chamamos de reação a um vácuo deixado pelo Legislativo e Executivo. O neoliberalismo, com seu discurso de Estado mínimo, enfraqueceu deliberadamente as instituições políticas representativas, transferindo para o Judiciário a tarefa de arbitrar conflitos que deveriam ser resolvidos nas urnas ou no Congresso. Quando o STF age contra milícias digitais ou contra a propagação de fake news que ameaçam a integridade do processo eleitoral, não está sendo ativista; está cumprindo seu papel constitucional de guardião da democracia, que estava sob ataque explícito. Negar isso é ignorar o contexto de 8 de janeiro e as tentativas reiteradas de golpe.

      Por fim, discordo frontalmente da ideia de que o Brasil precisa de “homens tementes a Deus” nos tribunais. Precisamos, isso sim, de magistrados que conheçam a realidade das filas do SUS, do déficit habitacional e da fome que assola milhões de brasileiros. Precisamos de juízes que compreendam que a justiça social não é um desvio da lei, mas a sua finalidade última. A imparcialidade não é neutra: ela deve pender para o lado dos oprimidos, como ensina a tradição marxista e até mesmo a teologia da libertação, que os setores mais conservadores do cristianismo insistem em esquecer. Invocar Deus para justificar a parcialidade contra os mais vulneráveis é, no mínimo, uma contradição teológica e jurídica profunda. O que a democracia brasileira precisa é de menos misticismo e mais compromisso com a redução das desigualdades estruturais.

      Caio Vieira

      06/05/2026

      Prezada Ana Paula Conserva, sua arguta observação sobre a necessidade de uma magistratura ancorada na teologia moral ressoa com a crítica gramsciana ao cesarismo judiciário, mas permita-me divergir: a hegemonia que o povo brasileiro almeja não é a do homo religiosus nos tribunais, mas a da soberania popular contra os arbítrios de qualquer elite, seja ela togada ou eclesiástica. A luta por justiça social, me parece, exige menos apelo ao transcendente e mais imanência nas contradições materiais de nossa formação social.

Eduardo Nogueira

06/05/2026

DPU apontando irregularidades no processo do Moraes? Surpresa zero. O ministro já virou juiz, parte e dono do tribunal, mas a militância ainda acha que isso é normal. Cadê os mesmos que pediam “devido processo legal” pro Lula?

    Marcus Almeida

    06/05/2026

    Eduardo, você tocou no ponto exato. Enquanto o Lula foi condenado sem provas e preso político, esse ministro age como inquisidor e a militância progressista silencia. A vara que mede o “devido processo legal” só serve para os adversários deles.

    Letícia Fernandes

    06/05/2026

    Eduardo, seu comentário carrega uma camada tão espessa de cinismo que chega a ser sintomática. Você tem razão em um ponto: a concentração de poderes nas mãos de um único ministro do STF é, de fato, uma anomalia dentro do que se espera de um Estado Democrático de Direito. O problema é que você e boa parte da direita brasileira só descobriram essa anomalia quando ela passou a atingir os seus. Durante décadas, o mesmo STF que hoje você acusa de ser “juiz, parte e dono do tribunal” foi o garantidor de um status quo que sempre beneficiou as elites econômicas e políticas que você defende. O “devido processo legal” que você reclama para o ex-assessor de Bolsonaro nunca foi uma bandeira sua; foi uma arma retórica que vocês usaram seletivamente contra Lula, enquanto celebravam a prisão arbitrária de um ex-presidente sem provas concretas, baseada em delações premiadas de delatores que depois foram desmentidas. A hipocrisia não é minha, Eduardo, é estrutural: vocês só enxergam a violência do Estado quando ela bate à porta dos seus.

    O que me causa uma pena quase clínica é a incapacidade de perceber que a crise de legalidade no Brasil não é um fenômeno pessoal de Alexandre de Moraes, mas sim a expressão de uma superestrutura burguesa em fratura exposta. O capitalismo brasileiro, em sua fase de acumulação flexível e financeirização desenfreada, não pode mais se dar ao luxo de um Estado de Direito clássico, com separação de poderes rígida e garantias processuais robustas. A burguesia precisa de um Estado que decida rápido, que puna os inimigos de classe com eficiência e que, ao mesmo tempo, proteja os seus. O que você chama de “militância que acha normal” é, na verdade, a esquerda tentando sobreviver dentro de um sistema que a criminaliza. Nós não achamos normal; nós denunciamos que a exceção virou regra, e que a única diferença entre o tratamento dado a Lula e o dado a Bolsonaro é a cor da pele do réu e o tamanho do seu capital político. O “devido processo legal” é uma ficção jurídica que o capital sempre suspende quando lhe convém.

    Você pergunta “cadê os mesmos que pediam devido processo legal pro Lula?” E eu lhe respondo: estão aqui, denunciando a mesma farsa, agora com um verniz diferente. A esquerda que você acusa de ser conivente com Moraes é a mesma que passou anos gritando contra a Lava Jato e contra a prisão de Lula. O que mudou foi o alvo, não o princípio. Nós sempre fomos contra o lawfare, seja ele praticado por Sérgio Moro contra Lula, seja por Alexandre de Moraes contra bolsonaristas. O que nos diferencia de você é que não fazemos disso um fetiche moralista: entendemos que o lawfare é uma ferramenta de classe, e que o Estado burguês, em sua essência, é um aparelho de coerção que se volta contra os que ameaçam a ordem do capital. Se você está indignado agora, ótimo: junte-se a nós na luta por um sistema de justiça que não seja seletivo. Mas não venha com esse moralismo de ocasião, como se a sua revolta não fosse tão oportunista quanto a “militância” que você critica. A diferença é que nós, ao menos, temos a honestidade de admitir que a luta é política, e não jurídica.

Luisa Teens

06/05/2026

Moraes perseguindo ex-assessor? Que novidade, o STF virou tribunal de exceção mesmo #ForaBolsonaro

    Clotilde Pátria

    06/05/2026

    Amiga, você ainda acredita nesse mimimi? O STF virou tribunal de exceção sim, mas pra perseguir os conservadores de bem! Amanhã vão implantar o comunismo de vez e você vai ver o que é bom. #DeusNoComando

    Sargento Bruno

    06/05/2026

    Luisa, sua hashtag mostra bem onde você está: defendendo quem tentou destruir a democracia. O STF não é tribunal de exceção, é a última trincheira contra a baderna que vocês chamam de liberdade.

Maria Clara Lopes

06/05/2026

Mais um capítulo nessa novela. A DPU apontar irregularidades é um fato concreto que merece atenção, mas também não dá pra transformar todo e qualquer questionamento processual em prova de perseguição ou de complô. O ideal seria o STF esclarecer os pontos levantados com transparência, sem alarde de um lado nem silêncio do outro. O que a gente precisa é de due process, não de guerra de narrativas.

    Rodrigo RedPill

    06/05/2026

    Ah, Maria Clara, com esse discurso moderado de “due process” você só mostra que ainda não entendeu o jogo. Enquanto fica pedindo transparência, o sistema continua blindando os mesmos de sempre. Quem vive de narrativa é a esquerda; fato concreto é que o STF virou tribunal de exceção e você tá aí fazendo papel de trouxa.

      Carlos Oliveira

      06/05/2026

      Rodrigo, você tem razão em desconfiar do sistema, mas cuidado pra não jogar o devido processo legal no lixo junto com os abusos: é justamente o respeito ao contraditório que diferencia um estado democrático de um tribunal de exceção, e quem perde com esse atalho autoritário é sempre o povo trabalhador.

Cíntia Alves

06/05/2026

É preocupante ver a DPU apontar irregularidades em um processo conduzido pelo próprio STF. Por mais que se critique o ex-assessor, o devido processo legal precisa ser respeitado para todos, senão a gente normaliza atalhos que podem ser usados contra qualquer um depois. Será que a pressa em punir não está passando por cima de garantias básicas?

    João Batista Alves

    06/05/2026

    Cíntia, minha filha, você tocou num ponto crucial: o devido processo legal não é um detalhe, é a muralha que nos protege da tirania. Quando a pressa em condenar atropela as garantias básicas, estamos abrindo a porteira para que amanhã qualquer um de nós seja julgado sem defesa.

      Maria Aparecida

      06/05/2026

      João Batista, concordo plenamente que o devido processo legal é uma muralha contra a tirania, mas essa muralha não pode servir para proteger os poderosos que sempre tiveram advogados caros enquanto o pobre é julgado sumariamente. A justiça de verdade precisa equilibrar a balança, não apenas garantir o rito para quem já tem privilégio.

        José dos Santos

        06/05/2026

        Pois é, Maria, você tocou num ponto que eu vejo todo dia na rua: o pobre leva multa na hora, mas o rico sempre arruma um jeito de enrolar. Mas aí eu penso: se a gente começa a ignorar o processo pra uns e seguir pra outros, onde é que isso vai parar? O negócio é ter regra clara pra todo mundo, e punição de verdade quando alguém furar a fila.

Renata Oliveira

06/05/2026

Pois é, mais um episódio preocupante. A DPU não é um órgão qualquer, tem credibilidade. Se apontaram irregularidades, é sinal de que algo precisa ser investigado com seriedade, sem partidarismo. Espero que a justiça seja feita para todos os lados, sem perseguições nem privilégios.

    Adriana Silva

    06/05/2026

    Faz o L, Renata, DPU é órgão comunista disfarçado, vai pra Cuba!

      Maria Silva

      06/05/2026

      Concordo, Adriana. Esse povo da DPU quer é meter a mão no nosso bolso e no nosso gado. Se eles gostam tanto de Cuba, que comprem passagem só de ida.

      João Carvalho

      06/05/2026

      Adriana, classificar a DPU como “órgão comunista” revela um desconhecimento do seu papel constitucional de defesa dos direitos humanos, algo que qualquer democracia liberal, de Bobbio a Rawls, reconhece como essencial. Cuba é um regime autoritário, não um parâmetro para instituições republicanas brasileiras.

Ugo

06/05/2026

O Mussolini do Ipiranga é um notorio FASCISTA assim como boa parte dos elementos do STF (Gilmar, Dino, Toffoli, Carmen Bruxa…)

Mariana Oliveira

06/05/2026

É no mínimo perturbador ler uma notícia dessas e pensar na seletividade com que o sistema de justiça opera no Brasil. Enquanto a DPU aponta irregularidades graves em um processo conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes contra seu próprio ex-assessor, eu não consigo deixar de fazer um paralelo com o que bell hooks chama de “a política da dominação” — ou seja, a forma como o poder se perpetua protegendo os seus, enquanto as populações periféricas, majoritariamente negras e pobres, são tratadas com todo o rigor da lei, muitas vezes sem qualquer garantia processual. A Defensoria Pública da União, que em tese deveria atuar em defesa dos hipossuficientes, está aqui justamente apontando que o rito foi violado. Mas quantos réus anônimos, sem acesso a uma defensoria combativa ou a um advogado particular, teriam a mesma chance de ver um processo anulado? A justiça, como nos ensina Kimberlé Crenshaw, não é cega; ela tem cor, classe e, nesse caso, parece ter um sobrenome ilustre.

O cerne da questão, para mim, vai além do mérito do caso Tagliaferro. Trata-se de um sintoma de como as instituições reagem quando o poder é exercido de forma centralizada e sem os devidos freios e contrapesos. Quando um ministro do STF, que deveria ser o guardião da Constituição, é apontado como parte de um processo com vícios de origem, isso abala a credibilidade de todo o sistema. E não estou aqui fazendo coro a discursos golpistas ou negando a importância do combate à desinformação — longe disso. O que questiono é o método. A luta contra o autoritarismo não pode ser feita com ferramentas autoritárias. Se o Estado usa o mesmo arbítrio que condena, ele se torna indistinguível do que combate. A DPU, ao pedir a anulação, está fazendo o papel que o sistema de justiça deveria fazer sempre: garantir o devido processo legal, independentemente de quem está no banco dos réus.

Eu vejo nesse episódio uma repetição de um padrão histórico que a interseccionalidade ajuda a escancarar. Quando falamos de “graves irregularidades” em um processo de alto escalão, a tendência da opinião pública é tratar como um caso isolado ou um “excesso” pontual. Mas a verdade é que o sistema judiciário brasileiro é estruturalmente seletivo. O mesmo rigor que se aplica a um ex-assessor de ministro, com todo o barulho midiático e a atuação de uma defensoria pública que pode questionar o STF, é o mesmo rigor que falta quando se trata de julgar a truculência policial nas periferias ou a morosidade em processos de reintegração de posse contra comunidades quilombolas. A lente interseccional nos obriga a perguntar: quem é o réu “padrão” desse sistema? Qual a cor da pele, o CEP e a conta bancária da maioria das pessoas que têm seus processos anulados por vício processual? A resposta é dolorosa, mas necessária.

Por fim, acho que esse caso expõe uma fragilidade democrática que não pode ser ignorada. A Defensoria Pública da União, ao fazer esse apontamento, está cumprindo seu papel constitucional de forma exemplar. Mas a pergunta que fica é: quem fiscaliza o fiscalizador? O fato de um processo conduzido por um ministro do STF contra um subordinado direto chegar a esse ponto de questionamento revela que o sistema de checks and balances está falhando. Precisamos de um debate sério sobre a concentração de poder no Judiciário, especialmente nas mãos de uma única pessoa, e sobre como garantir que a “luta contra a corrupção” ou o “combate às fake news” não se transforme em um instrumento de vingança pessoal ou de perseguição política. A justiça social que eu defendo não pode abrir mão do devido processo legal, porque sem ele, o que temos é apenas a lei do mais forte. E a história já nos mostrou onde isso dá.

    Nadia Petrova

    06/05/2026

    Mariana, sua análise é cirúrgica e eu assino embaixo — o problema não é o combate à desinformação, é o método stalinista de queimar a aldeia para salvar a aldeia. A ironia trágica é que os mesmos que berram contra o autoritarismo bolsonarista estão aplaudindo um ministro que transforma o devido processo legal em peça de museu.

      Ana Souza

      06/05/2026

      Nadia, entendo sua preocupação com o devido processo legal, mas acho que a comparação com métodos stalinistas é um exagero que desvia do debate. O problema real é que precisamos equilibrar o combate à desinformação com garantias processuais sólidas, sem cair em maniqueísmos de que um lado é puro e o outro é tirano.

Luiz Augusto

06/05/2026

Mais um capítulo dessa novela em que o acusador vira juiz e o devido processo legal é tratado como detalhe. A DPU faz o papel que o STF deveria ter feito desde o início: apontar o óbvio. Enquanto isso, o contribuinte paga a conta de um ativismo judicial que já virou rotina.

    Carlos Mendes

    06/05/2026

    Exato, Luiz. Enquanto o STF brinca de jurisdição seletiva, quem gera emprego e paga imposto direito se lasca com a conta e com a insegurança jurídica. Cadê a previsibilidade para o empreendedor planejar o ano seguinte?

    Márcio Torres

    06/05/2026

    Luiz Augusto, você tocou no ponto nevrálgico quando mencionou a metamorfose do acusador em juiz. Não é exagero retórico: é a descrição precisa de um fenômeno que a ciência política chama de “captura institucional”, onde o guardião das regras se confunde com o jogador. O que a DPU fez não foi heroísmo, foi o mínimo esperável de uma instituição que ainda preserva algum resquício de racionalidade burocrática. O problema é que esse “mínimo” se tornou excepcional num sistema onde o garantismo processual virou artigo de luxo para poucos. O devido processo legal, esse conjunto de regras que separa uma democracia constitucional de uma autocracia com toga, foi tratado como obstáculo inconveniente, um detalhe chato que atrapalha a “eficiência” do julgamento.

    A ironia é que o discurso do ativismo judicial sempre se vendeu como defesa da Constituição contra maiorias eventuais, mas na prática virou um cheque em branco para que ministros do STF atuem como legisladores negativos e, pior, como acusadores e julgadores simultaneamente. Não há teoria constitucional que justifique um ministro relator acumular o poder de conduzir investigação, decidir medidas cautelares e presidir o julgamento final. Isso não é “interpretação progressista”, é violação do princípio acusatório, que é tão estruturante do devido processo quanto o contraditório. O contribuinte não paga a conta apenas no sentido fiscal, paga também no sentido de assistir à erosão da previsibilidade jurídica, que é o que permite a um cidadão comum planejar sua vida sem medo de um despacho monocrático que mude as regras do jogo.

    Agora, um aparte necessário: a DPU não está fazendo “o papel que o STF deveria ter feito” porque o STF, por definição, não é órgão de controle externo de seus próprios membros. O desenho institucional brasileiro simplesmente não prevê uma corte de apelação para ministros do Supremo. O que a DPU fez foi apontar o óbvio ululante, mas o óbvio só se torna relevante quando alguém com poder de fala institucional o pronuncia. O problema é que esse óbvio já era conhecido de qualquer estudante mediano de direito processual desde o primeiro semestre. A diferença é que, no Brasil, a verdade processual depende do status de quem a enuncia, não da solidez lógica do argumento. E enquanto esse jogo de cartas marcadas continuar, o contribuinte vai continuar pagando a conta de um sistema que transforma garantias em privilégios e arbítrio em jurisprudência.

Samara Oliveira

06/05/2026

Amiga, ler isso me dá uma angústia no peito. Como cristã, acredito que justiça não se faz com atropelo de regras, ainda mais vindo de quem deveria dar o exemplo. Se a DPU, que defende os mais pobres, aponta essas falhas, é porque tem coisa muito errada aí. Que Deus ilumine esse processo para que a verdade e o direito prevaleçam, sem perseguição nem privilégio.

    Carlos Menezes

    06/05/2026

    Samara, entendo sua angústia, mas acho que precisamos tomar cuidado com o tom de “perseguição” — a DPU apontar irregularidades é um sinal de que o sistema está funcionando, não de que há um complô. O problema é que, no Brasil, todo mundo quer justiça só quando o outro lado é investigado.

    João Pereira

    06/05/2026

    Samara, sua angústia é legítima, mas o problema não é religioso: é jurídico. Se a DPU, que defende os mais vulneráveis, denuncia irregularidades num processo conduzido por um ministro do STF, o sinal de alerta deveria ser ouvido por todos, independentemente de crença.

      João Augusto

      06/05/2026

      João, você tocou no ponto nevrálgico: quando a DPU, órgão que historicamente opera na contracorrente do poder, aponta desvios processuais vindos justamente de quem deveria ser o guardião das garantias, estamos diante de uma crise que não é de fé, mas de legitimidade republicana. Gramsci já nos alertava que a hegemonia se desfaz quando o consenso jurídico se revela pura coerção.

Jeferson da Silva

06/05/2026

Mais um capítulo dessa novela. Enquanto isso, o trabalhador que perdeu o emprego na pandemia espera anos por uma audiência na Justiça do Trabalho. Cadê a DPU para defender quem realmente precisa, e não assessor de ministro?

    Mariana Alves

    06/05/2026

    Jeferson, sua indignação é legítima e aponta uma contradição real do sistema de justiça brasileiro. O trabalhador que perdeu o emprego na pandemia realmente espera anos por uma audiência trabalhista, enquanto o aparelho de Estado se movimenta com rapidez impressionante para tratar de supostos desvios cometidos por assessores de ministros do STF. Essa assimetria no tratamento não é acidental — ela revela a hierarquia de prioridades que opera em nossa formação social. A DPU, como instituição, existe justamente para corrigir esse desequilíbrio, mas sua atuação é condicionada pelos mesmos limites estruturais que afetam todo o sistema de justiça: a lógica de classe que define quem merece atenção urgente e quem pode esperar.

    No entanto, é preciso cuidado para não cair na armadilha do “pobrismo” que opõe demandas populares de forma artificial. A defesa de um assessor de ministro não é, em si, um desvio de finalidade da DPU — é o exercício de sua função constitucional de garantir o contraditório e a ampla defesa, princípios que, se violados para um assessor, podem ser violados para qualquer cidadão. O problema não é a DPU atuar em um caso de alta visibilidade; o problema é que ela não tem estrutura, pessoal e autonomia orçamentária para atender simultaneamente a demanda reprimida dos trabalhadores. Isso não é obra do acaso, mas resultado de décadas de subfinanciamento deliberado das políticas públicas que atendem às classes populares.

    A verdadeira questão que seu comentário levanta, e que precisamos enfrentar com seriedade teórica, é por que a máquina judiciária se move com tanta agilidade quando o assunto envolve as elites do Estado e emperra quando o trabalhador bate à porta. A resposta está na materialidade das relações de poder: o direito, em sua forma burguesa, não é neutro — ele reproduz as hierarquias sociais. Enquanto não enfrentarmos essa estrutura, continuaremos vendo a DPU correndo para apagar incêndios institucionais enquanto a justiça trabalhista acumula poeira. Sua crítica, portanto, é certeira no sintoma, mas o remédio não é abandonar a defesa de uns em favor de outros, e sim lutar por um sistema de justiça que trate a vida do trabalhador com a mesma urgência que trata os interesses do poder.

    Lucas Alves

    06/05/2026

    Jeferson, bela tentativa de desviar o assunto, mas uma coisa não anula a outra. A DPU pode — e deveria — atuar nos dois casos, o problema é que o Judiciário brasileiro sempre teve mais pressa pra julgar quem tem cargo e padrinho do que pra dar audiência pro trabalhador que perdeu o emprego.

      Beatriz Lima

      06/05/2026

      Lucas, você tocou num ponto que é quase um mantra nacional: a seletividade do Judiciário. E olha, não vou discordar de você no diagnóstico geral — o STF realmente tem uma velocidade alucinante quando o réu tem cargo público e uma lentidão de dar sono quando é o cidadão comum. Mas aí que mora o pulo do gato: você está usando um dado verdadeiro (a morosidade para o trabalhador) para validar uma conclusão que não se sustenta (que o caso do ex-assessor de Moraes seria mais um exemplo dessa seletividade). Vamos aos fatos, porque dados são minha praia: a DPU apontou que o ex-assessor teve o direito de defesa cerceado, com provas produzidas unilateralmente e sem contraditório. Isso não é “pressa para julgar quem tem padrinho” — é o oposto. Se o Judiciário tivesse pressa para condenar aliados, ele teria simplesmente ignorado o relatório da DPU e mantido a decisão. O fato de a DPU ter entrado com o recurso e o caso estar sendo reavaliado sugere que, ao menos nesse episódio, o sistema funcionou como deveria: com freios e contrapesos.

      Agora, sobre a tal “pressa para julgar quem tem padrinho”: me mostre os dados. Quantos processos de réus com “padrinho político” foram julgados em menos de seis meses, versus quantos processos de trabalhadores sem padrinho? Porque senão a gente cai na armadilha do anedótico — você lembra do caso A, eu lembro do caso B, e no fim cada um fica com sua bolha de confirmação. O que eu vejo, como cética profissional, é que o Judiciário brasileiro é um monstrengo burocrático que trata todos mal, mas de formas diferentes. O trabalhador espera anos por uma audiência trabalhista porque a máquina é lenta e subfinanciada. O político tem um processo que anda rápido porque a opinião pública pressiona, mas também porque, convenhamos, o STF tem uma estrutura que a Justiça do Trabalho não tem. Não é “padrinho”, é assimetria estrutural. E sim, isso é injusto — mas não invalida que, no caso específico do ex-assessor, as irregularidades apontadas pela DPU sejam reais e mereçam reparação.

      O problema do seu argumento, Lucas, é que ele tenta transformar uma crítica legítima ao sistema (a morosidade para o trabalhador) em uma carta branca para ignorar violações processuais quando o réu é um “cargo com padrinho”. Isso é tão perigoso quanto o contrário — querer passar pano para o abuso de poder só porque a vítima é um desafeto político. Se a DPU apontou que o processo foi conduzido com irregularidades, a resposta não deveria ser “mas e o trabalhador?”. A resposta deveria ser: corrija-se a irregularidade, e depois a gente cobra a mesma celeridade para o trabalhador. Uma coisa não anula a outra, você mesmo disse. Mas aí você usa essa frase para deslegitimar a denúncia, não para somar forças. Se a gente quer um Judiciário que trate o trabalhador com dignidade, a gente precisa começar exigindo que ele trate todo mundo com o devido processo legal — inclusive (e talvez principalmente) quem a gente não gosta. Senão vira justiça de ocasião, e justiça de ocasião é só vingança com toga.

Miriam

06/05/2026

Mais um capítulo dessa novela. A DPU apontar irregularidades é um fato concreto, mas vamos ver se isso vai realmente mudar alguma coisa no andamento do processo ou se vai ficar só no papel, como de costume.

    Carlos A. Mendes

    06/05/2026

    Miriam, é exatamente esse cinismo que me cansa na política brasileira. A DPU faz o trabalho técnico dela, mas aí a gente sabe que no STF muitas vezes o que vale é a vontade do ministro, não o parecer. Vai ficar no papel sim, infelizmente.

    Silvia Ramos

    06/05/2026

    Amiga Miriam, é triste ver como o sistema parece brincar com a verdade, mas a Bíblia nos ensina que a justiça de Deus nunca fica só no papel; confiemos que Ele está no controle e que a verdade prevalecerá, mesmo que os homens tentem escondê-la.

      Alice T.

      06/05/2026

      Silvia, enquanto você espera a justiça divina, a DPU já apontou irregularidades concretas que violam direitos humanos aqui e agora. Que tal a gente cobrar justiça dos mortais também, em vez de terceirizar tudo pro além?

        Carlos Meirelles

        06/05/2026

        Alice, concordo que a DPU apontar irregularidades é concreto e merece atenção, mas desconfio que o ativismo judicial e o gasto público com esses órgãos só aumentam o custo do Estado sem resolver a raiz do problema. Enquanto isso, o contribuinte paga a conta de um sistema que prende primeiro e pergunta depois.

Cíntia Ribeiro

06/05/2026

Dr. Thiago, seu ponto sobre a transparência processual é cirúrgico. O problema não é apenas julgar um ex-assessor, mas a ausência de mecanismos que garantam imparcialidade quando o julgador e o réu têm uma relação institucional prévia. Se a DPU, que é um órgão de Estado, está apontando vícios formais, isso indica que o rito foi atropelado de uma forma que qualquer estudante de direito reconheceria como preocupante. A credibilidade do sistema depende de regras claras e iguais para todos, independentemente de quem está no banco dos réus ou na cadeira de ministro.

João Santos

06/05/2026

Pois é, Dr. Thiago, o senhor falou tudo. Ministro julgar ex-assessor já é estranho, mas a DPU ter que apontar erro básico é dose. Esse STF perdeu a vergonha, virou cabide de emprego e perseguição. Bandido de toga tem que ser preso também, pô.

    Lucas Gomes

    06/05/2026

    João, sua bronca é justa, mas não podemos reduzir isso a “bandido de toga” sem entender que o STF é um dos muitos tentáculos de um Estado que serve ao capital. Enquanto a esquerda se distrai com essas brigas de gabinete, a boiada continua passando na Amazônia e os povos indígenas sangram. O problema não é só um ministro ou outro — é o sistema que financia desmatamento e persegue quem denuncia.

Dr. Thiago Menezes

06/05/2026

O que me incomoda nesse caso é a ausência de transparência processual básica. Um ministro julgar o próprio ex-assessor, com a DPU apontando vícios formais, levanta um sinal vermelho que qualquer estudante de direito reconhece. Se as regras do jogo mudam conforme o jogador, não temos um sistema de justiça — temos um tribunal de exceção com toga.

Lucas Moreira

06/05/2026

Mais um capítulo dessa novela que expõe o que já sabemos: o STF virou um balcão de negócios e perseguições. Enquanto isso, o contribuinte paga a conta de defensores públicos tendo que corrigir abusos de ministros que se acham acima da lei. Cadê o impeachment?

    Ana Karine Xavante

    06/05/2026

    Lucas, concordo com a sua indignação sobre o descompasso entre o custo dos tribunais e a eficácia da justiça para quem mais precisa. Mas preciso puxar um pouco o fio da meada para um lugar que acho que a gente precisa olhar com mais cuidado: essa ideia de que o STF é um balcão de negócios e perseguições, embora tenha fundamento na sensação de impunidade de certas elites, corre o risco de virar um flanco perigoso. Quando a gente reduz o debate a impeachment de ministros sem fazer a crítica estrutural de como o poder judiciário opera como braço do colonialismo interno, a gente acaba pedindo a cabeça de um ou dois nomes e deixando intacta a engrenagem que permite que decisões monocráticas, sem transparência e sem participação popular, decidam o destino de povos inteiros — indígenas, quilombolas, ribeirinhos. O problema não é só o ministro X ou Y; é um sistema que concentra poder em togas que nunca sentaram na terra, nunca tiveram um parente morto por grileiro, nunca precisaram de defensoria pública porque sempre tiveram acesso aos melhores advogados.

    A DPU apontar irregularidades nesse processo específico é importante, sim, porque expõe a fragilidade do devido processo legal quando o réu não tem os mesmos recursos de quem julga. Mas eu vejo isso como um sintoma de algo mais profundo: a criminalização dos corpos dissidentes e a blindagem dos que detêm capital político e econômico. Enquanto a gente fica nessa dança de pedir impeachment de um ou outro, o Congresso — esse sim, um verdadeiro balcão de negócios — aprova projetos que rasgam a Constituição, entregam terras públicas para mineradoras e flexibilizam licenças ambientais. O STF erra, abusa, e precisa ser fiscalizado com dureza, mas se a gente não conectar essa crítica à luta por um judiciário plural, com juristas indígenas, negros, periféricos, a gente vai continuar trocando seis por meia dúzia.

    E tem uma camada que acho que passa batido nesse tipo de comentário: a Defensoria Pública da União, que você menciona com razão como um custo ao contribuinte, é na verdade uma das poucas instituições que ainda tenta equilibrar a balança para quem não tem voz. O problema não é ela existir e corrigir abusos; o problema é ela precisar existir porque o sistema judiciário foi desenhado para ser inacessível. Cada centavo gasto com defensoria corrigindo arbitrariedades de ministro é um centavo que deveria ter sido investido em prevenção, em demarcação de terras, em educação jurídica nas aldeias. Mas aí a gente esbarra no que realmente sustenta esse Estado: o agro, o minério, a especulação imobiliária. Enquanto não enfrentarmos o fato de que o judiciário brasileiro é um dos últimos redutos da elite branca e patrimonialista, vamos continuar nesse loop de escândalo, impeachment, e mais escândalo — com os povos originários pagando o pato.

    Marcos Andrade Niterói

    06/05/2026

    Lucas, discordo do seu tom generalista. O STF tem erros, sim, mas essa história de “balcão de negócios” é papo de quem ignora que a extrema-direita tenta desmoralizar a Justiça para esconder a própria incompetência — enquanto aqui em Niterói a gente vê gestão de verdade com o Rodrigo Neves, que entrega obras e não fica nessa lenga-lenga de impeachment.


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