Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia desenvolveram um método inovador de inteligência artificial para resolver equações diferenciais parciais inversas, um dos desafios mais difíceis da matemática. Essa abordagem, que introduz camadas de ‘mollifier’ para suavizar dados ruidosos, promete transformar áreas como a genética, onde a compreensão do comportamento do DNA é crucial para a pesquisa de doenças.
O método, denominado ‘Mollifier Layers’, melhora a forma como a inteligência artificial lida com esses problemas, refinando a matemática subjacente em vez de aumentar o poder de computação. Isso pode ter aplicações abrangentes, desde a decodificação da atividade genética até a melhoria das previsões meteorológicas.
Vivek Shenoy, professor da Universidade da Pensilvânia e autor principal do estudo, compara a resolução de um problema inverso a observar ondulações em um lago e trabalhar de trás para frente para descobrir onde a pedra caiu. Ele destaca que, embora os efeitos sejam visíveis, o verdadeiro desafio é inferir a causa oculta.
As equações diferenciais são fundamentais para a modelagem científica, descrevendo como os sistemas mudam ao longo do tempo. As equações diferenciais parciais capturam a evolução dos sistemas no espaço e no tempo, sendo usadas para estudar desde padrões climáticos até a organização do DNA em células.
As equações diferenciais parciais inversas permitem que os cientistas comecem com dados observados e trabalhem para trás para descobrir as forças ocultas que impulsionam essas observações. Shenoy afirma que, por anos, essas equações foram usadas para estudar a organização da cromatina, o estado dobrado do DNA dentro do núcleo das células vivas, embora a inferência dos processos epigenéticos que controlam a atividade genética sempre tenha sido um desafio.
Tradicionalmente, sistemas de inteligência artificial calculam essas derivadas usando diferenciação automática recursiva, mas essa abordagem enfrenta dificuldades com sistemas complexos e dados ruidosos. Os pesquisadores perceberam que precisavam de uma maneira de suavizar os dados antes de analisá-los, conforme detalha reportagem do Science Daily.
Inspirados pelo conceito de ‘mollifiers’ introduzido pelo matemático Kurt Otto Friedrichs nos anos 1940, os pesquisadores criaram uma camada de ‘mollifier’ dentro dos modelos de IA. Essa camada suaviza os dados de entrada antes de calcular as mudanças, evitando a instabilidade dos métodos tradicionais.
O novo método reduziu o ruído e diminuiu significativamente o custo computacional necessário para resolver essas equações. A implementação de uma camada de ‘mollifier’ suavizou o sinal antes da medição, reduzindo tanto o ruído quanto o consumo de energia computacional.
Uma das aplicações mais promissoras dessa abordagem está na compreensão da cromatina, a estrutura complexa de DNA e proteínas dentro das células. Essas estruturas operam em uma escala extremamente pequena, mas desempenham um papel importante na determinação de quais genes são ativados ou desativados.
Se os cientistas puderem rastrear como essas taxas de reação evoluem durante o envelhecimento, câncer ou desenvolvimento, isso cria potencial para novas terapias. Alterar essas taxas pode redirecionar as células para estados desejados.
O uso de camadas de ‘mollifier’ pode se estender muito além da genética, fornecendo uma maneira mais estável e eficiente de descobrir parâmetros ocultos em uma variedade de sistemas científicos. Os pesquisadores veem isso como um passo em direção a um objetivo maior, que é transformar observações em compreensão mais profunda.
O estudo foi conduzido na Universidade da Pensilvânia e recebeu apoio de várias instituições, incluindo o Instituto Nacional do Câncer e a Fundação Nacional de Ciências dos EUA. A pesquisa abre caminho para que problemas inversos antes considerados intratáveis se tornem viáveis com o uso refinado da inteligência artificial.
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Zé do Povo
06/05/2026
ISSO É MAIS UMA TENTATIVA DE SUBSTITUIR O HOMEM PELA MÁQUINA!!! 😡😡😡 QUEREM TIRAR NOSSO EMPREGO E NOSSA DIGNIDADE!!! VOLTA BÍBLIA E VALORES TRADICIONAIS JÁ!!!
Mariana Oliveira
06/05/2026
Zé do Povo, entendo sua indignação, mas preciso discordar da ideia de que a inteligência artificial é uma ameaça à dignidade humana ou que a solução está em “voltar” a valores tradicionais como se fossem uma redoma atemporal. Como feminista interseccional, eu enxergo essa discussão por um ângulo que muitas vezes é ignorado: quem são os “homens” que você teme que sejam substituídos? A história mostra que, quando falamos em perda de empregos e dignidade, as populações mais vulnerabilizadas — mulheres negras, pessoas periféricas, trabalhadores informais — são sempre as primeiras a sentir o golpe, enquanto os “valores tradicionais” que você defende frequentemente serviram para justificar hierarquias de raça, gênero e classe. Kimberlé Crenshaw, ao cunhar o conceito de interseccionalidade, nos lembra que a opressão não opera de forma isolada: a substituição tecnológica não afeta a todos igualmente, e clamar por um retorno ao passado sem questionar que passado é esse pode significar, na prática, defender a manutenção de privilégios que nunca foram universais.
A inteligência artificial, como qualquer ferramenta, não é intrinsecamente boa ou má — ela carrega as marcas das relações de poder que a produzem. bell hooks, em “Ensinando a Transgredir”, nos provoca a pensar que a educação e a tecnologia podem ser usadas tanto para libertar quanto para colonizar mentes. O problema não é a máquina em si, mas o fato de que o desenvolvimento tecnológico, sob o capitalismo, é orientado pelo lucro e pela acumulação, não pela dignidade humana. Você clama por “volta da Bíblia e valores tradicionais”, mas esquece que esses mesmos valores foram usados para justificar a escravidão, a subjugação das mulheres e a exploração de trabalhadores por séculos. Não estou dizendo que a fé seja algo ruim — longe disso —, mas que a tradição, quando usada como escudo contra a mudança, pode se tornar um instrumento de opressão.
Em vez de demonizar a tecnologia ou romantizar um passado que nunca existiu para a maioria, precisamos de uma discussão política e interseccional sobre como distribuir os benefícios da automação, reduzir a jornada de trabalho sem perda salarial e garantir que as decisões sobre o futuro do trabalho incluam as vozes de quem sempre foi silenciado. A dignidade não está em negar o avanço, mas em lutar para que ele sirva a todos, e não apenas a uma elite. Isso sim seria um valor digno de ser defendido — e, para mim, isso é muito mais bíblico do que o medo do novo.
Marcus Almeida
06/05/2026
Mais um avanço da ciência humana tentando provar que pode viver sem Deus. Enquanto isso, a verdadeira sabedoria está em Provérbios 2:6: “Porque o Senhor dá a sabedoria, e da sua boca vem o conhecimento e o entendimento”. Essa inteligência artificial pode até resolver equações, mas nunca vai substituir a moral e os valores que sustentam uma nação. O problema do Brasil não é falta de tecnologia, é falta de temor a Deus e respeito à família tradicional.
Renato Professor
06/05/2026
Marcus Almeida, que interessante você citar Provérbios 2:6, porque o mesmo livro também diz em Provérbios 1:7 que o temor do Senhor é o princípio do conhecimento — e princípio não é fim, é ponto de partida para o ser humano usar o raciocínio que Deus lhe deu para desenvolver tecnologias que salvam vidas e resolvem problemas reais, como a fome e a desigualdade que sua “família tradicional” insiste em ignorar.