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Lula deve definir novo nome para o STF após viagem aos EUA

8 Comentários🗣️🔥 O presidente Lula em evento oficial no Brasil. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou a auxiliares que pretende definir um novo nome para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) após retornar de uma viagem aos Estados Unidos. A movimentação ocorre depois do recuo na indicação do advogado-geral […]

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O presidente Lula em evento oficial no Brasil. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou a auxiliares que pretende definir um novo nome para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) após retornar de uma viagem aos Estados Unidos. A movimentação ocorre depois do recuo na indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, que enfrentou forte resistência no Senado Federal.

Segundo apurou o Diário do Centro do Mundo, o governo está avaliando os próximos passos antes de formalizar uma nova indicação para a Corte. O Palácio do Planalto quer evitar um novo desgaste com o Senado e busca alinhar o nome com as principais lideranças da Casa antes do anúncio oficial.

Nos bastidores, o presidente discute também o futuro político de Messias dentro da Esplanada, com a possibilidade de mantê-lo em uma posição estratégica no governo. A permanência do advogado-geral em pasta de peso preservaria seu capital político e a chance de uma futura indicação ao Supremo.

Após retornar ao Brasil, Lula deve se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir o tema e medir a temperatura entre os parlamentares. O encontro busca avaliar o ambiente político e a receptividade a um novo nome para o STF antes que o governo bata o martelo.

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a definição deve ocorrer ainda em maio, com a expectativa de que o Planalto avance na escolha após conversas com lideranças do Congresso. A indicação ao STF depende de aprovação do Senado, o que mantém o governo em diálogo permanente com parlamentares para viabilizar o nome.

Entre os nomes que circulam nas discussões internas estão a senadora e ministra Simone Tebet, a advogada Carol Proner e uma procuradora federal vinculada à Advocacia-Geral da União. O perfil buscado precisa combinar competência técnica e capacidade de costura política para passar pelo crivo do plenário do Senado.

A vaga em aberto no Supremo é considerada uma das decisões mais sensíveis do segundo semestre político e mobiliza diferentes alas do governo e da base aliada. O resultado dessa escolha terá impacto direto na composição da Corte nos próximos anos e na relação institucional entre o Executivo e o Judiciário.


Leia também: Lula deve definir novo nome para o STF após retornar de viagem aos EUA


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Rodrigo RedPill

06/05/2026

Padre Antônio, com todo respeito, mas “temente a Deus” não paga conta nem segura a inflação. O que o STF precisa é de gente que entenda de mercado e liberdade econômica, não de jurista que acha que estado grande resolve tudo. Enquanto essa turma brinca de escolher ministro, o real despenca e o brasileiro que trabalha de verdade continua pagando a conta.

    Mariana Oliveira

    06/05/2026

    Rodrigo, você toca num ponto que merece ser aprofundado para além do falso dilema entre “temente a Deus” e “liberal de mercado”. A questão não é se o STF precisa de juristas religiosos ou de economistas, mas sim qual visão de justiça social orienta a escolha. Quando você diz que “temente a Deus não paga conta”, está reduzindo a fé a um individualismo meritocrático que ignora que, para grande parte da população preta e periférica deste país, a conta não fecha justamente porque o Estado nunca garantiu acesso a direitos básicos. Kimberlé Crenshaw, ao formular o conceito de interseccionalidade, nos mostra que as opressões de raça, gênero e classe não operam separadamente – e um STF que ignore essas sobreposições continuará validando decisões que aprofundam a desigualdade, como a recente flexibilização de leis trabalhistas que já precarizam a vida de quem “trabalha de verdade”, como você mesmo diz.

    O real despenque e a inflação corroem o poder de compra, mas isso não é fruto de “estado grande” ou de “militância ideológica” no judiciário. É resultado de décadas de um modelo econômico que concentra renda no topo, desregulamenta mercados e fragiliza proteções sociais – agenda que, aliás, é frequentemente chancelada por cortes superiores alinhadas ao pensamento único do mercado. bell hooks, em “O feminismo é para todo mundo”, nos lembra que a verdadeira liberdade econômica só existe quando há redistribuição de poder e recursos. Um ministro do STF que entenda de “mercado e liberdade econômica” sem compreender que o mercado, por si só, produz exclusão racial e de gênero, vai continuar decidindo casos de reintegração de posse contra comunidades quilombolas ou validando reformas que jogam mulheres negras na informalidade.

    Portanto, Rodrigo, não se trata de escolher entre Deus e o mercado. Trata-se de exigir que a composição do STF reflita a pluralidade de um país onde 56% da população se autodeclara preta ou parda, onde mulheres ganham 20% menos que homens na mesma função e onde a fome voltou a bater na porta de 33 milhões de pessoas. Uma corte que não interseccionaliza seus critérios de justiça continuará sendo um instrumento de manutenção do status quo, independentemente de seus membros rezarem ou frequentarem a Faria Lima. O que o Brasil precisa é de juristas que entendam que a liberdade econômica de poucos não pode custar a sobrevivência de muitos.

Padre Antônio Rocha

06/05/2026

Enquanto o presidente brinca de escolher ministro do STF como quem escolhe um auxiliar de gabinete, a nação se afunda no relativismo moral e no esquecimento de Deus. O que essa corte precisa é de juristas tementes a Deus, não de militantes ideológicos.

Adriana Silva

06/05/2026

Faz o L e vai pra Cuba, comunista querendo controlar até o STF agora

    Marina Silva

    06/05/2026

    Vai pra Cuba você, Adriana, que aqui a gente tá lutando pra descolonizar o STF, não pra repetir bordão de tio do zap.

    Mateus Silva

    06/05/2026

    Adriana, reduzir a disputa sobre o STF a um adesivo de “Faz o L” ou a uma viagem para Cuba é exatamente o tipo de atalho mental que impede a gente de discutir o que realmente importa: a composição da mais alta corte do país reflete correlações de força entre classes, e não a vontade de um indivíduo ou de um partido. Se você quer criticar a politização do Judiciário, sugiro começar pelo fato de que ele sempre foi político — a diferença é que agora as frações dominantes estão em desacordo sobre quem ocupa as cadeiras.

Cecília Alves

06/05/2026

Mais um nome para o STF sendo decidido nos bastidores do poder, longe do mérito jurídico. Enquanto isso, o contribuinte paga a conta de uma máquina estatal que só cresce e decide quem vai interpretar a Constituição com base em alianças políticas. Cadê a transparência e o respeito à propriedade privada nesse processo?

    João Augusto

    06/05/2026

    Cecília, sua indignação com a falta de transparência é legítima, mas o problema não é a “máquina estatal” em abstrato — é a captura do direito pela lógica do capital, onde o STF vira moeda de troca entre frações da burguesia. Walter Benjamin já alertava que a violência mítica do Estado se perpetua justamente nesses rituais de nomeação que você denuncia, e Gramsci mostraria que a “propriedade privada” que você invoca é o verdadeiro motor dessa blindagem dos bastidores.


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