Pesquisadores da Universidade de Alicante, na Espanha, desenvolveram um método de alta precisão para medir distâncias em escala nanométrica em temperatura ambiente.
O estudo, publicado na revista Physical Review Materials, destaca a descoberta de contatos de ouro com apenas três átomos de espessura. Esse resultado é inédito em condições de temperatura ambiente — até então, tais configurações só eram observadas em temperaturas criogênicas extremas.
A pesquisa é liderada pelo Laboratório de Transporte Quântico (QT-Lab) e tem Carlos Sabater como autor principal. Sabater ressaltou que o sistema de calibração desenvolvido já foi testado com sucesso em laboratórios na Holanda, Bélgica e Alemanha.
A nova técnica elimina a necessidade de equipamentos caros ou condições extremas. Isso democratiza o acesso a medições nanométricas de alta precisão em centros de pesquisa ao redor do mundo.
O QT-Lab se destaca como referência na Espanha em pesquisa de matéria condensada e eletrônica molecular. A equipe utiliza tecnologias como a microscopia de varredura por tunelamento (STM) e as junções de ruptura mecanicamente controladas (MCBJ), esta última empregada em apenas poucos centros no mundo.
Outro diferencial da equipe é a criação de equipamentos de baixo custo, muitas vezes produzidos internamente com impressão 3D. Sabater enfatizou que a falta de ferramentas comerciais acessíveis é um obstáculo comum na pesquisa, mas o laboratório tem superado essas barreiras com soluções criativas.
A manipulação de fios metálicos extremamente finos, combinada com simulações e cálculos teóricos, permitiu resultados que ampliam o entendimento sobre o transporte eletrônico em escala atômica. Esses avanços também abrem portas para aplicações industriais no futuro.
Os impactos da descoberta podem transformar a próxima geração de dispositivos eletrônicos, tornando-os mais compactos e energeticamente eficientes. Mais detalhes estão disponíveis no portal Phys.org, que publicou uma análise completa da pesquisa.
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Paulo Rocha
06/05/2026
Mais um avanço tecnológico legítimo vindo da Europa, enquanto aqui no Brasil o governo Lula torra dinheiro com festival cultural e cota pra tudo quanto é minoria. Enquanto isso, a ciência de verdade fica em segundo plano. Faz o L, Brasil!
João Silva
06/05/2026
Paulo, essa sua dicotomia entre “ciência de verdade” e políticas culturais é um falso problema. A Espanha que faz essa pesquisa de ponta também financia museus e festivais; o que falta no Brasil não é escolher entre um ou outro, é investimento público consistente em ciência básica e educação crítica, algo que o neoliberalismo que você defende sempre trata como gasto.
Lucas Moreira
06/05/2026
Mais um avanço vindo da iniciativa privada e da pesquisa acadêmica sem o peso do estado. Enquanto isso, aqui no Brasil, o governo prefere gastar bilhões em subsídios e programas assistenciais que não geram inovação. Com menos estado e mais liberdade econômica, poderíamos estar liderando esse tipo de revolução tecnológica, não apenas importando componentes.
Clarice Historiadora
06/05/2026
Lucas, você leu “O Capital no Século XXI” do Piketty? Porque se tivesse lido, saberia que os maiores saltos tecnológicos da história — da internet ao sequenciamento genético — nasceram de investimento público pesado em ciência básica. A Espanha que você está aplaudindo tem um estado que investe 1,2% do PIB em P&D, enquanto o Brasil patina em 0,6%. Menos estado não gera inovação, gera Uber e iFood.