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Petro condena participação de 7.000 colombianos como mercenários na guerra da Ucrânia

14 Comentários🗣️🔥 O presidente colombiano Gustavo Petro discursa com a bandeira do país ao fundo. (Foto: sputnikglobe.com) O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, denunciou publicamente a participação de colombianos como mercenários no conflito armado na Ucrânia. Segundo o próprio Petro, cerca de 7.000 cidadãos colombianos estariam lutando e morrendo inutilmente nessa guerra, em um fenômeno […]

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AP Photo/Fernando Vergara

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, denunciou publicamente a participação de colombianos como mercenários no conflito armado na Ucrânia. Segundo o próprio Petro, cerca de 7.000 cidadãos colombianos estariam lutando e morrendo inutilmente nessa guerra, em um fenômeno que ele classificou como inaceitável para o país.

Em declarações reproduzidas pela agência Sputnik, Petro foi categórico ao afirmar que a Colômbia não quer ser um “exportador de morte”. O presidente reforçou que a atividade mercenária é expressamente proibida pela legislação colombiana vigente.

O chefe de Estado colombiano já havia se manifestado anteriormente sobre o tema, classificando o mercenarismo como um “roubo do país”. A declaração evidencia uma postura consistente de Petro contra o recrutamento de nacionais para conflitos estrangeiros em troca de pagamento.

Diante do crescimento do fenômeno, a Colômbia ratificou recentemente a Convenção Internacional de 1989 contra o Recrutamento, Uso, Financiamento e Treinamento de Mercenários. A ratificação do tratado representa um passo formal do governo colombiano para criar instrumentos jurídicos mais robustos de combate à prática.

O número estimado por Petro — 7.000 colombianos engajados ao lado das Forças Armadas da Ucrânia — coloca o país sul-americano entre os maiores fornecedores individuais de combatentes estrangeiros para aquele conflito. A dimensão do problema levanta questões sobre as redes de recrutamento que operam dentro do território colombiano, atraindo cidadãos frequentemente vulneráveis com promessas de altos salários.

A posição de Petro contrasta com a de governos ocidentais que, em geral, fecharam os olhos ou incentivaram discretamente o fluxo de voluntários e mercenários para reforçar as fileiras ucranianas. O presidente colombiano, historicamente crítico das guerras por procuração alimentadas por potências externas, insiste que seus compatriotas não deveriam pagar com a vida por disputas geopolíticas que não são as suas.


Leia também: Petro denuncia milhares de colombianos mortos como mercenários na guerra na Ucrânia


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João Martins

06/05/2026

Olha, a Marta e o Ronaldo já desmontaram bem a fantasia liberal do Lucas, então vou por outro lado. O número de 7 mil colombianos na Ucrânia é impressionante, mas precisamos de mais transparência. De onde veio esse dado? O governo colombiano tem algum levantamento oficial ou é uma estimativa baseada em denúncias de recrutamento? Porque, convenhamos, a Ucrânia não é exatamente um país com fronteiras abertas para estrangeiros se alistarem — há toda uma estrutura de recrutamento que opera em redes sociais e grupos de WhatsApp, algo que merecia uma investigação mais a fundo.

O que me incomoda é que essa discussão sempre cai no moralismo: “coitados dos mercenários enganados” ou “heróis lutando pela liberdade”. A realidade é mais fria. Estudos do Small Arms Survey e do Geneva Academy mostram que o mercenarismo moderno é um negócio bilionário, e a Colômbia tem um exército de reserva de mão de obra barata: ex-militares, desempregados, gente com treinamento de combate mas sem perspectiva. O salário de um mercenário na Ucrânia pode chegar a 3 mil dólares por mês, algo que na Colômbia seria um sonho para 90% da população. A questão não é só denunciar, é entender que enquanto a economia colombiana continuar gerando excedente de mão de obra sem emprego formal, esse fluxo vai continuar, com ou sem discurso do Petro.

Aliás, a hipocrisia do cenário internacional é digna de nota. Os mesmos países que condenam o “mercenarismo” colombiano são os que terceirizam a segurança para empresas como a Wagner Group na África ou a Blackwater no Iraque. A diferença é que o colombiano que morre em Bakhmut não tem um contrato de 100 mil dólares nem seguro de vida — ele é descartável. Se o Petro quisesse ser realmente útil, poderia pressionar por uma investigação conjunta com a Interpol e a ONU sobre as redes de aliciamento, em vez de apenas fazer um discurso para consumo interno. Mas, claro, isso exigiria confrontar interesses que vão muito além da Colômbia.

Ronaldo Silva

06/05/2026

Pois é, Marta, você deu um chega pra lá no Lucas. O cara acha que abrir mercado resolve tudo, mas o povo vai pra guerra porque não tem emprego nem aqui nem na Colômbia. Sete mil brasileiros na Ucrânia é o retrato do descaso, e o Petro ao menos tá denunciando. Enquanto isso, aqui no Brasil a gasolina só sobe e ninguém faz nada.

Lucas Moreira

06/05/2026

7 mil colombianos virando mercenários na Ucrânia é o retrato perfeito do fracasso do Estado grande. Petro reclama do destino desses coitados, mas é o mesmo modelo estatista que gera desemprego e miséria na Colômbia. Se o governo colombiano tivesse aberto a economia, privatizado estatais e cortado impostos, esses 7 mil estariam empreendendo ou trabalhando em empregos dignos, não vendendo suas vidas por alguns dólares no front. Enquanto a esquerda chora “mercenários”, o mercado pergunta: cadê as reformas que geram oportunidades reais?

    Marta

    06/05/2026

    Ah, Lucas, meu filho, senta aqui que a vovó professora vai te dar uma aula de história e economia que você claramente não teve. Você repete esse mantra liberal como se fosse verdade absoluta, mas vamos aos fatos: a Colômbia já teve décadas de abertura econômica, privatizações e cortes de impostos, exatamente o receituário que você defende. E o resultado? O país continua sendo um dos mais desiguais do mundo, com uma taxa de informalidade que beira os 60% e uma geração inteira de jovens sem perspectiva de emprego digno. Esses 7 mil colombianos não estão na Ucrânia porque o Estado é grande, mas porque o mercado, esse seu deus invisível, transformou a vida deles em mercadoria descartável. O problema não é o Estado intervir demais, é intervir de menos na proteção social e de mais na entrega de recursos para as elites.

    Você diz que com reformas eles estariam empreendendo. Empreendendo o quê, meu filho? Vendendo café na esquina? Fazendo bico de Uber? Isso não é empreendedorismo, é sobrevivência. O discurso do empreendedorismo virou a grande cortina de fumaça do capitalismo contemporâneo: em vez de criar empregos formais com direitos, empurram as pessoas para a informalidade e chamam de liberdade. Esses colombianos não são mercenários por opção ideológica, são vítimas de um sistema que os jogou na miséria e depois fecha as portas. E o pior: a guerra na Ucrânia é alimentada justamente pelos países que mais aplicam esse seu modelo, os Estados Unidos e a Europa, comprando mercenários colombianos porque são mão de obra barata e descartável.

    O Gustavo Petro, ao denunciar isso, está fazendo exatamente o papel de um estadista que olha para o povo e não para o mercado. Ele sabe que a Colômbia precisa de reformas, mas reformas que priorizem a vida, não o lucro. Enquanto a direita chora por privatizações, a esquerda luta para que o Estado garanta terra, educação e saúde para que ninguém precise vender sua vida por alguns dólares. Esses meninos que vão para a guerra são o retrato do fracasso do neoliberalismo, não do Estado. E você, Lucas, em vez de culpar o governo colombiano, deveria perguntar por que o mercado não gerou oportunidades para esses 7 mil. A resposta é simples: porque no capitalismo, pobre é sempre carne de canhão, seja na guerra, seja na paz.

Ana Souza

06/05/2026

É de partir o coração pensar em 7 mil colombianos arriscando tudo numa guerra que não é deles, muitas vezes por desespero econômico. O Petro tem razão em denunciar isso, mas também precisamos olhar para as condições internas que levam a essa situação. A discussão aqui me lembra como a falta de oportunidades acaba empurrando gente para escolhas absurdas.

Ana Karine Xavante

06/05/2026

O Pedro Almeida tocou no cerne da questão ao falar em “estrutura material que transforma a miséria em carne de canhão”. Como indígena e ativista, vejo nesses 7 mil colombianos a repetição de um padrão colonial clássico: corpos racializados e empobrecidos sendo descartados em nome de interesses geopolíticos que nunca foram os seus. Não é coincidência que a maioria desses mercenários venha de regiões historicamente abandonadas pelo Estado colombiano, onde o conflito armado interno já ceifou gerações. A guerra na Ucrânia, para eles, não é sobre soberania ou democracia — é a única “oportunidade” que o sistema oferece a quem não tem acesso a educação, terra ou trabalho digno.

O discurso do presidente Petro, embora necessário, precisa ir além da denúncia moral. Não basta condenar a participação desses colombianos como mercenários; é preciso enfrentar as raízes estruturais que tornam a guerra uma alternativa viável. O neoliberalismo e o extrativismo que devastam nossos territórios indígenas na Amazônia colombiana são a mesma lógica que empurra jovens para campos de batalha estrangeiros. Enquanto o país continuar tratando a vida de pobres, negros e indígenas como descartável, enquanto a reforma agrária for promessa vazia e o desemprego juvenil for tratado com migalhas, haverá sempre um recrutador esperando na esquina.

A ironia trágica é que muitos desses colombianos estão lutando ao lado de forças que, no passado, apoiaram ditaduras e massacres na América Latina. O mesmo imperialismo que financiou a Escola das Américas e treinou paramilitares para nos assassinar agora recruta nossos jovens para morrer em nome de “liberdade”. É a continuidade do colonialismo por outros meios: primeiro roubam nossos recursos naturais, depois roubam nossos corpos. E a mídia hegemônica, claro, trata esses mortos como “voluntários” ou “aventureiros”, nunca como vítimas de um sistema que os condenou à invisibilidade em vida e ao esquecimento na morte.

Precisamos de uma resposta que articule a denúncia de Petro com políticas concretas de reparação histórica e soberania alimentar, educacional e econômica para nossos povos. Enquanto a Colômbia não romper com o modelo que nos trata como reserva de mão de obra barata e território de saque, esses 7 mil não serão os últimos. Eles são o sintoma de uma ferida aberta que o discurso lacrador, sozinho, não vai curar.

Silvia Ramos

06/05/2026

Minha nossa, 7 mil colombianos largando suas famílias pra morrer numa guerra que não é deles! Isso é o que dá quando o homem se afasta de Deus e busca solução em armas e ideologias. O Senhor nos ensina em Mateus 26:52 que “todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. Que esses jovens encontrem a paz em Cristo, não em campos de batalha.

    Pedro Almeida

    06/05/2026

    Silvia, sua citação de Mateus é bela, mas a história nos mostra que a espada nunca foi abandonada por quem a empunha em nome da fé ou da pátria. O problema não é o afastamento de Deus, e sim a estrutura material que transforma a miséria em carne de canhão para os interesses geopolíticos do Norte global.

João Silva

06/05/2026

O Cláudio Ribeiro tocou no ponto central: não é coincidência que 7 mil colombianos estejam sendo cooptados como carne de canhão num conflito geopolítico alheio. Isso é a face mais perversa do que o Paulo Freire chamaria de “invasão cultural” — a exportação da miséria como mão de obra descartável. Enquanto a esquerda brasileira fica debatendo pautas identitárias, a direita global já está recrutando os filhos da periferia latino-americana para morrer em nome de interesses que eles nem entendem.

Major Ricardo Silva

06/05/2026

7.000 colombianos largando a pátria pra virar mercenário na Ucrânia? Isso é o que acontece quando a esquerda desgoverna o país e o povo não tem perspectiva. Petro devia era cuidar da segurança interna e da economia, não ficar fazendo discurso lacrador pra agradar o PT e o Foro de São Paulo.

    Cláudio Ribeiro

    06/05/2026

    Major, sua análise confunde sintoma com causa: não é a “esquerda desgovernando” que empurra 7 mil colombianos a se alistarem como mercenários, mas sim a ausência de políticas públicas de emprego e dignidade que o neoliberalismo aprofundou na América Latina. O discurso do Petro, nesse sentido, é menos um “lacre” e mais uma denúncia estrutural de como o capitalismo global transforma vidas descartáveis em carne de canhão.

Mariana Oliveira

06/05/2026

Zé do Povo, seu comentário reproduz exatamente o discurso que sustenta essa engrenagem de morte. Não se trata de “lutar pela liberdade” quando 7.000 colombianos estão sendo aliciados para morrer num conflito que não é deles, longe de suas famílias, sem qualquer proteção consular ou direitos trabalhistas. Isso se chama mercenarismo sim, e Kimberlé Crenshaw já nos ensinou que a interseccionalidade exige que a gente olhe para quem está na base da pirâmide — nesse caso, homens pobres, muitos deles negros e indígenas, que enxergam na guerra a única saída para a miséria. A Colômbia é um país marcado por décadas de conflito armado interno, e agora exporta seus filhos para morrer em nome de interesses geopolíticos que nada têm a ver com a soberania popular colombiana.

A fala do presidente Petro é corajosa e necessária, especialmente vindo de um líder que historicamente denuncia as estruturas coloniais que empurram corpos racializados para a linha de frente. bell hooks, em “Ensinando a Transgredir”, nos lembra que a educação para a consciência crítica exige que a gente nomeie as opressões — e é exatamente isso que Petro está fazendo ao chamar esses colombianos de mercenários. Não é um xingamento, é uma descrição precisa de uma relação de trabalho precarizada onde a vida de um colombiano vale menos do que os interesses das potências que financiam essa guerra. Enquanto isso, a mídia hegemônica romantiza esses soldados como “voluntários da liberdade”, apagando o fato de que muitos foram recrutados por agências de emprego duvidosas ou por promessas de pagamento que nunca chegam às famílias.

O mais grave é que esse fenômeno escancara como o capitalismo global trata corpos do Sul Global como descartáveis. Enquanto os oligarcas ucranianos e russos protegem seus filhos em bunkers ou os mandam para universidades europeias, são os colombianos, os nepaleses, os somalis que morrem nos campos de batalha. A ausência de debate público sobre isso no Brasil e na América Latina é sintomática de um racismo estrutural que naturaliza a morte de pessoas racializadas. Se fosse uma guerra na fronteira do Brasil com a Venezuela, com 7.000 brasileiros morrendo, o assunto dominaria o noticiário por meses. Mas como são colombianos pobres, a comoção é seleta.

Aproveito para lembrar que a Colômbia tem uma dívida histórica com sua população negra e indígena, e que o governo Petro, apesar de todas as contradições, ao menos coloca na mesa o debate sobre soberania e dignidade. Dizer que 7.000 colombianos estão “lutando pela liberdade” é um discurso vazio que ignora que a verdadeira liberdade para esses homens seria ter acesso a terra, educação, saúde e trabalho digno em seu próprio país. Enquanto a esquerda internacional não pautar o fim do recrutamento de mercenários como uma questão de justiça racial e de classe, estaremos apenas trocando seis por meia dúzia. Que esse alerta de Petro sirva para acordarmos para a realidade: a guerra na Ucrânia também se alimenta do sangue latino-americano.

Adriana Silva

06/05/2026

Faz o L, Petro! Comunista defende mercenário agora? Vai pra Cuba, Zé do Povo!

Zé do Povo

06/05/2026

ESSE PETRO É UM VERGONHA! 😡 7.000 COLOMBIANOS LUTANDO PELA LIBERDADE E ELE CHAMA DE MERCENÁRIOS! VOLTA, URÍBE!


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