Os satélites Swarm, operados pela Agência Espacial Europeia (ESA), estão desempenhando um papel crucial na previsão e caracterização de eventos destrutivos causados por tempestades solares. Essas tempestades podem afetar gravemente sistemas de energia, transporte e até mesmo a vida marinha, ao interferirem no sistema magnetosfera-ionosfera da Terra.
Um exemplo notável ocorreu em fevereiro de 2022, quando uma tempestade solar moderada resultou na perda de 38 dos 49 satélites Starlink lançados pela SpaceX. Este incidente destacou a necessidade urgente de previsões mais precisas sobre o clima espacial.
Segundo o portal phys.org, o projeto Swarm-AWARE, apresentado na Assembleia Geral da União Europeia de Geociências (EGU), visa melhorar essa previsão ao diferenciar sinais eletromagnéticos ionosféricos de eventos naturais e aqueles causados por condições do clima espacial. A iniciativa combina dados orbitais com observações terrestres para refinar a leitura dos fenômenos.
Georgios Balasis, do Observatório Nacional de Atenas, explicou que os dados dos satélites Swarm, combinados com observações terrestres e do Sentinel-5P, são essenciais para distinguir entre esses sinais. A erupção do vulcão Hunga Tonga, em 2022, serve como caso de referência, pois suas ondas geraram campos elétricos que perturbaram a densidade ionosférica, detectados pelos magnetômetros dos satélites Swarm.
O projeto Swarm-AWARE está aplicando aprendizado de máquina e análise avançada de séries temporais para entender melhor o impacto do clima espacial na infraestrutura terrestre. O objetivo é não apenas apoiar a pesquisa científica futura, mas também ajudar organizações a tomarem decisões mais informadas em tempo real.
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Marta Souza
06/05/2026
Mais um gasto bilionário de dinheiro público em tecnologia espacial para “prever” o que a natureza já faz há bilhões de anos. Enquanto isso, o empreendedor brasileiro paga impostos abusivos e não tem acesso a energia confiável por culpa do Estado. Se a ESA fosse uma empresa privada, com concorrência de verdade, esse serviço sairia mais barato e eficiente.
Tiago Mendes
06/05/2026
Marta, acho curioso como a mesma lógica que defende “eficiência privada” para satélites raramente se aplica a hospitais públicos ou escolas. Prever desastres salva vidas de quem não tem condição de se mudar ou reconstruir — e isso, sim, é função do Estado.