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Cientistas identificam duas novas espécies de parasitas em peixes do Mar da Galileia

0 Comentários🗣️🔥 Imagens de microscopia mostram a diversidade de parasitas encontrados em peixes barbo do Mar da Galileia. (Foto: phys.org) Pesquisadores identificaram duas novas espécies de parasitas microscópicos em peixes nativos do Mar da Galileia, em Israel. Os organismos do gênero Myxidium foram encontrados no interior de barbos fundamentais para a biodiversidade local. Eles receberam […]

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Imagens de microscopia mostram a diversidade de parasitas encontrados em peixes barbo do Mar da Galileia. (Foto: phys.org)

Pesquisadores identificaram duas novas espécies de parasitas microscópicos em peixes nativos do Mar da Galileia, em Israel.

Os organismos do gênero Myxidium foram encontrados no interior de barbos fundamentais para a biodiversidade local. Eles receberam os nomes de Myxidium grauri e Myxidium sharmai.

O parasitologista Dr. Aditya Gupta liderou a equipe responsável pelo estudo. Os resultados foram publicados na revista Parasitology.

Os novos parasitas pertencem ao subfilo Myxozoa, um grupo de cnidários microscópicos altamente modificados. São parentes distantes de águas-vivas e corais e exercem influência significativa nos ecossistemas aquáticos.

A equipe utilizou sequenciamento genético para distinguir as novas espécies. Embora morfologicamente semelhantes a outras já conhecidas, elas apresentam diferenças genéticas claras.

Os cientistas analisaram duas espécies de peixes nativos: o Jordan himri (Carasobarbus canis) e o Jordan barbel (Luciobarbus longiceps). Aproximadamente metade dos himri examinados estava infectada por Myxidium grauri, enquanto um quarto dos barbel apresentava Myxidium sharmai.

A classificação tradicional de parasitas baseada apenas em morfologia revela limitações importantes. A análise genética demonstra que parasitas visualmente similares podem pertencer a linhagens evolutivas distintas.

O Mar da Galileia, também conhecido como Lago Kinneret, é um dos corpos de água doce mais importantes do Oriente Médio. O local abriga várias espécies endêmicas, o que aumenta a relevância da descoberta.

Os parasitas influenciam as populações de peixes e as dinâmicas da cadeia alimentar. Eles ainda oferecem pistas sobre alterações ambientais no ecossistema.

A pesquisa ilustra os progressos da parasitologia com o emprego de técnicas moleculares avançadas. O sequenciamento de DNA viabiliza a detecção de espécies antes não identificadas em ambientes aquáticos.

Com informações de PHYS.


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