O representante permanente do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, declarou que seu país está disposto a assegurar a liberdade de navegação no estratégico estreito de Ormuz. A oferta está condicionada ao encerramento completo da guerra que afeta a região.
Iravani criticou duramente as ações dos Estados Unidos, que, segundo ele, apenas intensificam a instabilidade local. O diplomata apontou contradições evidentes entre as declarações oficiais de Washington e as medidas concretas adotadas no terreno.
O embaixador iraniano defendeu que a solução definitiva para a crise exige o fim do conflito, o levantamento do bloqueio marítimo e a plena normalização do tráfego naval. Ele rejeitou a abordagem americana por considerá-la motivada por interesses políticos, e não por preocupações genuínas com a segurança marítima.
Os Estados Unidos, em conjunto com Barém, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar, submeteram uma resolução ao Conselho de Segurança da ONU. O texto exige que o Irã interrompa imediatamente ataques, atividades de colocação de minas e cobranças de pedágios na rota marítima.
A proposta norte-americana solicita ainda que as autoridades iranianas informem o número e a posição exata de todas as minas marítimas na área. Essa exigência integra um esforço coordenado para aumentar a pressão diplomática sobre Teerã.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sustentou que a resolução visa proteger a segurança da navegação comercial global. Rubio manifestou confiança de que os membros do Conselho de Segurança darão apoio ao documento.
O estreito de Ormuz é responsável pela passagem da maior parte do petróleo exportado do Oriente Médio para os mercados internacionais. Qualquer perturbação nessa via marítima gera impactos significativos nos preços globais de energia.
A declaração de Iravani reflete a determinação da República Islâmica em resistir às pressões externas impostas no âmbito do Conselho de Segurança. O país reafirma seu papel fundamental na manutenção da segurança da rota marítima.
As discussões no órgão das Nações Unidas revelam divisões profundas entre os blocos representados no Conselho. O Irã insiste que qualquer acordo de desescalada deve ser recíproco e considerar as causas estruturais dos confrontos regionais.
Conforme o Conselho de Segurança da ONU, as discussões sobre o tema prosseguem com ênfase na desescalada dos conflitos. Iravani concluiu que a paz sustentável na região só será possível com o respeito à soberania de todas as partes envolvidas.
Com informações de ACTUALIDAD.
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