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Fiocruz obtém patente americana para tratamento contra malária resistente

0 Comentários🗣️🔥 O Castelo da Fiocruz, sede da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. (Foto: cartacapital.com.br) A Fundação Oswaldo Cruz obteve uma patente do United States Patent and Trademark Office para um método inovador de tratamento contra a malária resistente. O avanço foca nas cepas do parasita Plasmodium falciparum que demonstram resistência aos medicamentos […]

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O Castelo da Fiocruz, sede da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. (Foto: cartacapital.com.br)

A Fundação Oswaldo Cruz obteve uma patente do United States Patent and Trademark Office para um método inovador de tratamento contra a malária resistente.

O avanço foca nas cepas do parasita Plasmodium falciparum que demonstram resistência aos medicamentos tradicionais. A pesquisadora Antoniana Krettli, do Instituto René Rachou da Fiocruz em Minas Gerais, liderou os estudos que resgataram o composto DAQ, identificado originalmente na década de 1960.

O pesquisador Wilian Cortopassi explicou que a estrutura química do DAQ inclui uma ligação tripla capaz de superar os mecanismos de defesa do parasita. Essa ligação bloqueia a capacidade do parasita de neutralizar substâncias tóxicas durante a digestão da hemoglobina humana.

Os testes indicaram que o composto é eficaz contra cepas sensíveis e resistentes do Plasmodium falciparum. O DAQ também apresentou resultados promissores contra o Plasmodium vivax, responsável pela maior parte dos casos de malária no país.

Seu baixo custo de produção configura uma alternativa estratégica para países de baixa e média renda onde a malária permanece endêmica. O desenvolvimento do método contou com colaboração da University of California San Francisco, da Universidade Federal de Alagoas e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Estudos adicionais ocorrem em parceria com a Universidade Federal de São Paulo para testes de toxicidade, definição de doses e formulação farmacêutica. A patente assegura exclusividade à Fiocruz até setembro de 2041.

A pesquisadora Antoniana Krettli destacou a infraestrutura da instituição e sua experiência em testes clínicos na Amazônia como fatores que podem acelerar as próximas etapas. O parasita da malária continua a evoluir e a desenvolver resistência aos tratamentos existentes, tornando essencial a busca constante por novas alternativas terapêuticas.

Conforme reportagem da Carta Capital, o trabalho consolida a capacidade da pesquisa científica nacional de gerar soluções acessíveis contra doenças tropicais.


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