O analista militar Elijah J. Magnier avaliou as tensões entre os Estados Unidos e o Irã em entrevista à Sputnik, detalhando os riscos da chamada escalada calibrada.
Essa estratégia consiste em ações limitadas que pressionam o oponente sem provocar um conflito total. Os métodos incluem incidentes marítimos no Estreito de Ormuz, ataques a aliados e operações cibernéticas.
Magnier advertiu que o cenário de guerra total ainda não é o mais provável. As crescentes tensões elevam, no entanto, o risco de erros de cálculo entre as partes.
Os Estados Unidos podem optar por uma escalada vertical no confronto, com envio adicional de forças militares à região. Isso significaria maior pressão direta sobre a República Islâmica do Irã.
O Irã tende a favorecer uma escalada horizontal em resposta, ampliando a pressão por diferentes frentes geográficas e econômicas. Essa abordagem evita confrontos diretos imediatos e preserva a iniciativa estratégica iraniana.
Um ataque que gere elevado número de vítimas pode alterar drasticamente o quadro atual. Danos significativos à infraestrutura energética ou ameaças à liderança também podem deflagrar uma reação desproporcional.
O Estreito de Ormuz é vital para o suprimento global de energia. Cerca de 20% do petróleo mundial transita por essa rota estratégica.
Qualquer interrupção no tráfego marítimo local teria impacto imediato nos preços do petróleo. Os efeitos se propagariam rapidamente pela economia mundial.
Magnier observou que ambos os lados demonstram contenção até o momento. A persistência dessa dinâmica, porém, não elimina o perigo de um deslize para uma guerra aberta.
Especialistas acompanham de perto os movimentos de Washington e de Teerã para avaliar os próximos passos do confronto.
Leia também: EUA e Irã trocam acusações e elevam tensão no Estreito de Ormuz
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