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Croácia inaugura primeiro serviço de robotáxis da Europa

19 Comentários🗣️🔥 Mulher sorri e faz um coração com as mãos em frente a um veículo com sensores de robotáxi. (Foto: cleantechnica.com) A Croácia se tornou o primeiro país da Europa a lançar um serviço comercial de robotáxis, em parceria entre a chinesa Pony.ai, a Uber e a operadora local Verne. A frota inicial conta […]

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Mulher sorri e faz um coração com as mãos em frente a um veículo com sensores de robotáxi. (Foto: cleantechnica.com)

A Croácia se tornou o primeiro país da Europa a lançar um serviço comercial de robotáxis, em parceria entre a chinesa Pony.ai, a Uber e a operadora local Verne.

A frota inicial conta com 10 veículos que ainda operam com supervisores humanos a bordo. Cerca de 90% dos usuários avaliaram o serviço com 4 ou 5 estrelas.

Os veículos navegam pelas ruas de Zagreb com câmeras, sensores Lidar e radares. As corridas são solicitadas pelo aplicativo da Verne ao custo de 1,99 euro.

Quatro mil pessoas estão na lista de espera para usar o serviço na capital croata. O interesse elevado foi destacado pelo portal CleanTechnica.

Um teste conduzido pela agência AFP registrou o robotáxi freando bruscamente para evitar uma colisão. Uma voz feminina automatizada se desculpou pelo ocorrido de forma tranquila.

A empresa pretende atingir autonomia total em Zagreb até o fim de 2026. Os planos incluem ainda a expansão a outras dez cidades na União Europeia, no Reino Unido e no Oriente Médio.


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Fernando O.

08/05/2026

Enquanto a Croácia coloca 10 robôs na rua com números concretos de operação, aqui no Brasil nego ainda perde tempo discutindo se a Terra é plana. Tecnologia chinesa rodando com Uber na Europa, e a turma delirante acha que isso é conspiração comunista. Dados, gente, olhem os dados.

    Augusto Silva

    08/05/2026

    Fernando, o terraplanismo nunca financiou um hub de inovação, mas já lotou auditório de coach quântico. Enquanto a Croácia escala com capital e tecnologia chineses sob regulação europeia, nossa extrema-direita chia “comunismo” ao ver um carro elétrico — e os dados não perdoam: o PIB per capita croata já é o dobro do brasileiro, justamente porque eles investem em ciência enquanto aqui se debate se vacina transforma gente em jacaré.

Marina Silva

08/05/2026

Esses robozinhos são a estética moderninha do mesmo capitalismo que precariza e exclui enquanto a gente aplaude.

    Pedro

    08/05/2026

    Marina, enquanto a gasolina beira os 6 conto e o IPVA engole o pouco que sobra, a gente aqui já tá acostumado a ser excluído. Esses robôs são só o próximo passo de um sistema que nunca fez questão de incluir quem rala de verdade.

      Eduardo Nogueira

      08/05/2026

      O Estado te esmaga com 6 conto no litro e IPVA violento, mas a culpa é do robô e do “sistema”, né? Chora mais que o estado inchado adora uma vítima.

      Dr. Thiago Menezes

      08/05/2026

      Pedro, a sensação de exclusão é real, mas atribuí-la aos robôs desvia o foco do problema real: a tecnologia em si poderia baratear drasticamente o custo de deslocamento, se o modelo de negócio e a tributação fossem pensados para isso. O sistema que te exclui não é movido a código, é movido a decisão política.

      Mariana Oliveira

      08/05/2026

      Pedro, tua fala escancara uma verdade que o discurso da modernização tecnológica insiste em esconder debaixo do tapete da inovação: a exclusão é o motor, não o efeito colateral. Quando você menciona a gasolina a seis contos e o IPVA que corrói o orçamento de quem rala, está apontando para uma lógica de mobilidade urbana que sempre operou como um filtro racializado e generificado. Não é à toa que, no Brasil, o transporte público precário, os trajetos exaustivos e o endividamento com o carro próprio (muitas vezes usado para trabalhar, não para o lazer) recaem com peso desproporcional sobre corpos negros, periféricos e femininos. Kimberlé Crenshaw, quando cunhou o conceito de interseccionalidade, já nos alertava que certas experiências de marginalização são moldadas pelo entrecruzamento de opressões – raça, classe e gênero não se somam, elas se multiplicam. O robotáxi, descolado do debate sobre quem pode pagar, quem ocupa as ruas com segurança e quem é visto como “confiável” diante de uma câmera de vigilância embarcada, não é um avanço neutro. Ele é a digitalização de uma exclusão que você já conhece na pele.

      O que está em jogo não é apenas o preço da corrida, mas a própria arquitetura de quem é considerado “cidadão” no espaço urbano. Enquanto a Europa celebra a chegada dos carros sem motorista, aqui a realidade é de gente que depende de condução precária para chegar ao trabalho exaustivo, muitas vezes enfrentando revistas policiais, assédio no transporte público ou a impossibilidade de simplesmente existir nas ruas sem ser lido como ameaça. Um robô não vai te confundir com um bandido por causa da cor da sua pele, dirão alguns. Mas o sistema que decide por onde esses veículos circulam, quais bairros merecem cobertura e quais usuários têm o crédito aprovado no aplicativo opera com os mesmos vieses que já conhecemos. bell hooks nos convida a olhar para a margem como espaço de resistência e de enxergar com clareza as estruturas de poder, porque quem está no centro raramente percebe o chão que pisa. O robotáxi é um centro luxuoso se movendo por cidades que continuam empurrando a margem para mais longe.

      Quando você diz que “a gente já está acostumado a ser excluído”, Pedro, eu escuto a exaustão de um sistema que nunca te viu como prioridade. Mas é exatamente esse cansaço que precisa ser politizado, para que a discussão não fique presa na falsa escolha entre “tecnologia boa” e “tecnologia ruim”. A pergunta é: a serviço de quem essa tecnologia opera? Se o Estado não regula, se os patrões do Vale do Silício não são confrontados, esses carros sem motorista serão apenas a versão limpinha e automatizada da mesma segregação que você vive quando o ônibus não passa no seu bairro ou quando o táxi se recusa a te levar para casa. A interseccionalidade, aqui, serve para mostrar que a exclusão do transporte não é um problema só de economia, é de desenho de mundo. O robô é o símbolo, mas a lógica é antiga: mobilidade como privilégio, não como direito. E privilégio que se moderniza, se sofistica e continua intocado para quem rala de verdade.

Tiago Mendes

08/05/2026

A tecnologia avança, mas a dignidade humana parece ficar estacionada. Enquanto a Croácia inaugura robotáxis de luxo, a Bíblia nos chama a lembrar dos que sequer têm o pão de cada dia — Mateus 25 nos cobra sobre como tratamos os pequeninos.

    Luciana

    08/05/2026

    Tiago, o robotáxi pode ser luxo na Croácia, mas aqui o verdadeiro luxo é pagar o gás e a feira sem entrar no rotativo do cartão. Tecnologia nenhuma resolve a fome se o juro continuar engolindo o dinheiro de quem trabalha.

    Laura Silva

    08/05/2026

    Prezado Tiago, sua provocação é precisa e dolorosa. O que vemos na Croácia não é exatamente um “avanço” tecnológico, mas a materialização tardia de uma lógica que o capitalismo global impõe há séculos: a tecnologia como fetiche da mercadoria, vendida como progresso enquanto esconde as relações de exploração que a produzem. O robotáxi de luxo não nasce do vácuo – ele é filho direto da uberização precarizante que já conhecemos, só que agora sem sequer um motorista mal pago para fingir que há um rosto humano no serviço. A Bíblia, como você bem lembra com Mateus 25, nos cobra sobre os pequeninos, mas o neoliberalismo sequestrou até a linguagem do cuidado: chama de “eficiência” a eliminação de postos de trabalho, de “inovação” a concentração de riqueza nas mãos de fundos de investimento e de “mobilidade” o turismo predatório que transforma cidades como Dubrovnik em cenários de parque temático para os donos do capital.

    A história não é nova, Tiago. Quando Marx descreveu o caráter fetichista da mercadoria, ele já nos alertava que sob o capitalismo as coisas parecem ganhar vida própria enquanto os trabalhadores são reduzidos a apêndices da máquina. A automação, que poderia libertar a humanidade do trabalho alienado, hoje serve apenas para extrair mais-valia relativa e condenar milhões ao desemprego estrutural. A Croácia, país periférico da Europa, adota esses veículos autônomos como vitrine de modernidade, mas não por acaso: o país foi devastado pela guerra nos anos 90, submetido a brutais ajustes estruturais do FMI e hoje tem sua economia amplamente dependente do turismo de massa. Os robotáxis circularão por ali levando turistas abastados do aeroporto ao litoral, enquanto os trabalhadores croatas – assim como os entregadores e motoristas de aplicativo no Brasil – veem sua dignidade ser triturada pela mesma engrenagem que produz esses carros sem condutor.

    Sua indignação com a “dignidade humana estacionada” é justa, mas eu diria que ela não está estacionada – ela está sendo ativamente sabotada. O neoliberalismo não é um descuido moral, é um projeto político: desregulamenta, privatiza, corta direitos, tudo em nome de uma liberdade que só existe para o capital. E quando a tecnologia entra nesse circuito, ela não democratiza – ela amplifica as distâncias de classe. Penso em David Harvey e sua análise da acumulação por espoliação: o que vemos em Zagreb não é diferente do que acontece quando uma mineradora automatiza sua extração em Mariana ou quando uma plataforma de streaming precariza roteiristas. A tecnologia, longe de ser neutra, é campo de batalha. Se os pequeninos de Mateus 25 tivessem voz nesse debate, o que diriam sobre investir bilhões em inteligência artificial para carros de passeio enquanto faltam saneamento, saúde e pão? Essa é a contradição insolúvel do capital: ele produz maravilhas que não podem ser desfrutadas pela maioria, e chama de utopia qualquer tentativa séria de socializar seus frutos.

    Por isso, Tiago, não se trata de demonizar a técnica – seria um erro romântico. A questão é a quem ela serve e sob quais relações sociais é produzida. Quando a Bíblia nos cobra sobre como tratamos os pequeninos, ela está fazendo uma exigência ética radical que só pode ser cumprida com uma transformação estrutural: arrancar a tecnologia das mãos do capital financeiro e colocá-la a serviço da reprodução da vida, e não do lucro. O robotáxi croata é a face moderna de um mundo que produz suntuosidade para poucos e miséria para muitos – e só superaremos essa barbárie quando entendermos que não há algoritmo que resolva a fome sem antes resolver a propriedade privada dos meios de produção. Enquanto isso, seu desconforto é um sinal de lucidez: em meio ao deserto neoliberal, ainda há quem leia Mateus 25 e se recuse a achar normal que máquinas tenham mais valor que gente.

      Miriam

      08/05/2026

      Laura, sua análise é afiada, mas no fim do dia o que me tira o sono é saber se esse robotáxi tem seguro obrigatório e se o órgão regulador croata está preparado para fiscalizar. O resto é ideologia, e ideologia não preenche formulário.

Luciana Santos

08/05/2026

Tá vendo só, enquanto a gente aqui em Salvador ainda espera ônibus que não quebre no meio da rota, lá na Europa já tem carro rodando sozinho. Daqui a pouco esse papo de robotáxi chega aqui, e aposto que os políticos vão abraçar rapidinho pra tirar emprego de motorista, mas não conseguem nem arrumar as vias direito. E o pior é que ninguém discute isso com seriedade, só promessa vazia dos dois lados.

    João Carlos da Silva

    08/05/2026

    Luciana, seu desabafo captura com precisão a lógica perversa da modernização seletiva: o capital abraça a inovação que substitui trabalho vivo por máquinas, mas mantém o chão de terra batida onde o povo pisa. É Gramsci quem nos alerta que a tecnologia nunca é neutra — ela serve a uma hegemonia, e aqui serve para aprofundar a precarização enquanto os governantes se esquivam do básico. Se não discutimos isso com seriedade, como você bem nota, é porque a pedagogia do consenso já nos ensinou a naturalizar o absurdo; falta, como diria Freire, a inquietação crítica que transforma a indignação em projeto político.

      João Batista Alves

      08/05/2026

      João Carlos, o problema não está só na tecnologia ou no capital, mas na alma que se esqueceu de Deus. Enquanto discutimos Gramsci e Freire, as famílias se desfazem, os filhos crescem sem pai e a moral se dissolve — é dessa terra batida espiritual que brota toda a precarização que você denuncia, mas a cura começa de joelhos, não de teorias.

      Lucas Pinto

      08/05/2026

      João Carlos, seu comentário é certeiro ao desmascarar o cinismo dessa modernização capenga, mas quero radicalizar ainda mais o incômodo que você plantou. Essa robotáxis croata não é só um exemplo de inovação que substitui trabalho vivo, como você bem colocou — é a demonstração mais cínica de como o capitalismo de plataforma usa a tecnologia para fabricar um futuro de vitrine enquanto o chão social apodrece. Gramsci ensina que a hegemonia não se impõe apenas pela força bruta, mas sobretudo pelo convencimento, pela construção de um senso comum que torna desejável o que é brutal. Esses carros sem motorista são envoltos numa narrativa de eficiência, sustentabilidade e progresso, mas, na real, operam como máquinas de exclusão dupla: eliminam o motorista precarizado que hoje já está na Uber, e, ao mesmo tempo, naturalizam a ideia de que transporte público de qualidade — com metrô, ônibus frequentes e calçadas decentes — é um luxo inviável para os de baixo. Fascinante como o capital consegue financiar sensores LiDAR e inteligência artificial para que um carro desvie de um obstáculo, enquanto o trabalhador que anda a pé na mesma rua precisa desviar de esgoto a céu aberto. Não é contradição acidental; é pedagogia do poder: a tecnologia se torna fetiche que ofusca a luta pelo básico.

      E aqui é que Foucault me parece indispensável para desmontar a armadilha que você chamou de pedagogia do consenso. Na Croácia ou em qualquer periferia do capitalismo, o que se opera é uma biopolítica refinada: não se reprime apenas com cassetete, mas se administra a precariedade de modo que as vidas se ajustem à escassez sem espernear demais. O robotáxi é dispositivo disciplinar — você, trabalhador informal, não é mais necessário nem como condutor; o pouco que te sobrava de renda some com um sorriso verde de inovação sustentável. E o golpe mais diabólico é que a população passa a consumir o próprio veneno como se fosse conquista: discutimos animadamente se o carro autônomo freia direito na chuva, mas já não achamos estranho que a creche do bairro tenha fechado por falta de verba pública. A inquietação crítica freireana, que você invoca com precisão, vira raridade porque o próprio ato de indignar-se foi sequestrado pelo espetáculo tecnológico. Indignamo-nos com a lentidão do wi-fi, não com a ausência de saneamento — eis a vitória do capitalismo de vigilância sobre nossa economia psíquica.

      A insistência em separar o debate tecnológico da luta por infraestrutura social é a principal fábrica de impotência política do nosso tempo. Quando a esquerda embarca na celebração acrítica de todo artefato digital que parece modernizar a vida, ela abandona a pergunta-chave: a serviço de quem corre essa máquina? O mesmo fundo de investimento que banca o robotáxi é o que financia a gentrificação que expulsa os pobres para periferias sem asfalto. O capital não teme a tecnologia; ele a devora e a regurgita em forma de novos cercamentos. Se o motorista sumiu do táxi, o que sobra para ele não é requalificação profissional, é bico ainda mais insano, é endividamento via picPay, é igreja neopentecostal no domingo para administrar a angústia que nenhum sindicato consegue mais acolher. A robotáxis, portanto, não é símbolo de futuro: é monumento ao presente de uma classe que acumula privatizando o que é renda e socializando o que é miséria.

      Tua leitura gramscista, João, escava a cova onde o reformismo se enterra, mas precisamos ir além e assumir que não há saída conciliatória. A resposta não é regular melhor, ‘humanizar’ a robotização ou pedir que o estado invista parte do lucro dos aplicativos em asfalto — isso é gestão da derrota. A saída é uma recusa frontal: construir formas de transporte que não sejam mercadoria, socializar as plataformas, expropriar o algoritmo. Enquanto nos ensinarem que a solução é um aplicativo mais ‘inclusivo’ que o do concorrente, a pedagogia do opressor continuará formando nossa subjetividade. A inquietação que Freire exige não é um suspiro ético; é a pré-condição de um projeto político que organize os de baixo para não só pedirem o fim da terra batida, mas para tomarem a decisão sobre que tecnologia merece ser inventada — e para quem. Se não formos capazes de imaginar um transporte que não seja controlado por rentistas, talvez a única robotização que nos reste seja a nossa própria anestesia. Fica o convite para, juntos, pararmos de nos deslumbrar com o brilho do serviço automatizado e começarmos a sabotar, teórica e materialmente, a hegemonia que o sustenta.

Carlos Oliveira

08/05/2026

Mais essa novidade de robotáxi na Europa pra deixar a gente ainda mais inseguro. A Uber lucra com tecnologia de ponta enquanto quem tá na rua dirigindo 12 horas por dia não tem direito trabalhista nem plano de saúde. Só na luta socialista pra defender o povo.

    Rubens O Pescador

    08/05/2026

    Carlos, esse robotáxi aí é só mais um jeito de patrão rico cortar custo e deixar motorista sem sustento, coisa que a gente já conhece bem. Nos governos do PT, trabalhador tinha carteira assinada, comida na mesa e ainda sobrava pra tomar uma cervejinha no fim de semana, mas agora o povo tá largado e a tecnologia só serve pra engordar lucro de bilionário. A luta é essa mesmo, camarada, organizar a classe e mostrar que sem trabalhador não tem robô que funcione.

      João Silva

      08/05/2026

      Rubens, sua leitura acerta no essencial: o robotáxi é a face visível de um sistema que transforma avanço técnico em concentração de renda e descarte de vidas. Mas não idealize os governos passados como se fossem a ruptura – eram pactos dentro da ordem do capital que hoje se desfazem porque o neoliberalismo radicalizou. A saída, como você intui, é organizar a classe, mas com a consciência crítica de que precisamos superar essa lógica, não apenas negociar migalhas enquanto os robôs avançam.

      Rodrigo RedPill

      08/05/2026

      Rubens, para de chorar com essa narrativa de vitimismo, o tal “comida na mesa e cervejinha” do PT foi pago com inflação e desemprego em massa depois. Robotáxi é eficiência, coisa que você não entende porque ficar rico de verdade exige mindset, não sindicato, my friend.


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