O representante permanente do Irã na ONU, Amir Saeed Iravani, instou os membros do Conselho de Segurança a rejeitarem uma resolução proposta pelos Estados Unidos e pelo Bahrein sobre o estreito de Ormuz. O diplomata afirmou que o projeto busca legitimar ações ilegais dos EUA contra o Irã no Golfo Pérsico, em vez de assegurar a liberdade de navegação.
Iravani enfatizou que a crise atual em Ormuz é resultado direto da guerra de agressão iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. Ele argumentou que o bloqueio marítimo imposto pelos EUA e as ações militares violam o direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas e as convenções marítimas.
O diplomata iraniano criticou o texto da resolução por apresentar uma narrativa distorcida e seletiva dos eventos na região. Iravani rejeitou as acusações de que o Irã teria violado um cessar-fogo ou colocado minas marítimas no estreito, classificando tais alegações como politicamente motivadas.
Ele destacou que as ações do Irã em Ormuz estão em total conformidade com o direito internacional e visam proteger a soberania e a segurança nacional do país. O representante iraniano condenou a presença militar dos EUA no Golfo Pérsico por considerá-la desestabilizadora e desprovida de qualquer justificativa legal.
Iravani questionou por que um país localizado a milhares de quilômetros de distância teria permissão para usar o Conselho de Segurança da ONU para avançar sua agenda política na região. Ele ressaltou que o Irã, como Estado costeiro legítimo, é impedido de exercer seus direitos soberanos na área.
O embaixador reiterou que o Irã está disposto a garantir a liberdade de navegação e a restaurar o tráfego marítimo normal no estreito de Ormuz. Essa disposição depende, porém, do encerramento permanente da guerra e do levantamento do bloqueio marítimo imposto na região.
Iravani pediu que os membros do Conselho de Segurança adotem uma posição responsável e rejeitem a resolução proposta. Ele alertou que a aprovação do texto poderia comprometer seriamente a credibilidade e a imparcialidade do órgão internacional.
A declaração acusou os EUA de hipocrisia ao invocar o direito internacional para justificar suas ações na região. O diplomata iraniano apontou o histórico de violações por parte de Washington, incluindo o bloqueio de portos e a colocação de minas em águas territoriais de outros países.
Essas práticas anteriores foram reconhecidas como ilegais pelo Tribunal Internacional de Justiça em diversos casos, segundo Iravani. O estreito de Ormuz representa uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo e tem sido palco de intensas tensões geopolíticas.
A resolução proposta pelos EUA e pelo Bahrein, sob o pretexto de proteger a liberdade de navegação, é vista pelo Irã como uma tentativa de consolidar medidas coercitivas contra o país. O desfecho dessa disputa no Conselho de Segurança poderá ter implicações significativas para a estabilidade no Golfo Pérsico e para o comércio global de energia, conforme reportagem da Al Jazeera.
Com informações de EN.
Leia também: EUA e Irã trocam acusações e elevam tensão no Estreito de Ormuz
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