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STF endurece regras e limita penduricalhos no Judiciário e no Ministério Público

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Estátua da Justiça em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. (Foto: metropoles.com)

O Supremo Tribunal Federal consolidou medidas rigorosas para restringir benefícios adicionais pagos a magistrados e a membros do Ministério Público em todo o território nacional.

Com a publicação do acórdão que detalha a decisão adotada em março, as novas regras passam a ter aplicação formal e imediata nos tribunais e órgãos do MP.

A decisão reafirma o teto constitucional correspondente ao subsídio mensal dos ministros do STF, fixado em R$ 44.008,52. As verbas indenizatórias ficam limitadas a 35% desse valor, enquanto apenas os benefícios expressamente previstos em lei federal podem ultrapassar o limite remuneratório.

Auxílios como os de moradia, alimentação, creche e combustível foram declarados inconstitucionais pela Suprema Corte. Pagamentos retroativos sem trânsito em julgado definitivo também foram suspensos pela determinação do acórdão.

O relator do processo, ministro Flávio Dino, destacou que mecanismos administrativos para contornar o teto — como reclassificações de cargos e criação de gratificações — estão proibidos. Dino enfatizou que essas práticas prejudicam a responsabilidade fiscal dos entes públicos e a uniformidade na administração entre as instituições.

Os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin reforçaram o entendimento ao ampliarem as vedações contra manobras que burlam o teto constitucional. O acórdão determina que salários, benefícios e adicionais sejam consolidados em um único contracheque, com divulgação mensal detalhada de cada quantia.

O Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público deverão regulamentar conjuntamente as verbas indenizatórias que permanecem permitidas. Essa determinação visa preservar a simetria entre os poderes, conforme previsto na decisão da Corte.

O impacto financeiro das medidas revela-se significativo, segundo o acórdão publicado pelo Supremo Tribunal Federal. Os cálculos indicam redução de gastos na ordem de R$ 7,3 bilhões por ano, com base nos números apurados em 2025.

A decisão não promove alteração nos subsídios dos ministros da Corte, mas impõe redução na remuneração média observada nas carreiras do Judiciário que atualmente superam o teto constitucional. Magistrados em início de carreira terão de observar rigorosamente o limite máximo, sem acréscimos por benefícios indevidos.

Os ministros estabeleceram uma regra de transição para limitar imediatamente as verbas indenizatórias até que o Congresso Nacional aprove nova legislação sobre o assunto. O contexto de ano eleitoral tende a dificultar a tramitação das mudanças legislativas requeridas.

A publicação oficial do documento inicia o prazo para apresentação de recursos, como embargos de declaração, pelas partes interessadas. A determinação do STF adequa os pagamentos do Judiciário e do Ministério Público aos ditames da Constituição Federal.

Com informações de Metrópoles.


Leia também: CNJ aprova limite de 35% para penduricalhos no Judiciário e reduz salários


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