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Putin denuncia que o Ocidente já não esconde planos de guerra contra a Rússia

5 Comentários🗣️🔥 O presidente da Rússia, Vladimir Putin, denunciou que as nações ocidentais não escondem mais os seus preparativos para uma guerra contra Moscou, abandonando a retórica de simples apoio a Kiev por um posicionamento abertamente belicista. Em discurso durante uma cerimônia no Kremlin para formandos das academias militares, de segurança e de aplicação da […]

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O presidente russo Vladimir Putin discursa em evento oficial com bandeiras nacionais ao fundo. (Foto: rt.com)
O presidente russo Vladimir Putin discursa em evento oficial com bandeiras nacionais ao fundo. (Foto: rt.com)

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, denunciou que as nações ocidentais não escondem mais os seus preparativos para uma guerra contra Moscou, abandonando a retórica de simples apoio a Kiev por um posicionamento abertamente belicista. Em discurso durante uma cerimônia no Kremlin para formandos das academias militares, de segurança e de aplicação da lei, Putin afirmou que os líderes da OTAN e da União Europeia recorrem a falsas alegações sobre uma suposta ameaça russa para justificar a escalada militar desenfreada. ‘Agora eles dizem abertamente que estão se preparando para uma guerra conosco, aumentando os orçamentos ofensivos militares’, declarou.

O líder russo traçou um paralelo histórico com as tentativas da Alemanha nazista e de outros países ocidentais de rotular a União Soviética como agressora após a invasão surpresa de 1941. Segundo Putin, o padrão se repete: criam ameaças para forçar Moscou a se defender, e em seguida acusam a Rússia de todos os pecados para manter a política agressiva.

As declarações ecoam num momento em que os membros europeus da OTAN e o Canadá elevaram seus gastos militares em 20% em termos reais em 2025, alcançando um total de US$ 574 bilhões, conforme reportagem do portal RT. Moscou insistentemente rejeita como ‘absurda’ qualquer especulação de que planeje atacar países da aliança atlântica.

Putin também comentou a campanha de drones da Ucrânia contra cidades russas, afirmando que os ataques a infraestruturas civis têm como objetivo ‘abalar a sociedade’, e não alcançar metas militares. ‘Quando todo o Ocidente trabalha para eles, com esse enorme fluxo de drones, o objetivo é criar dúvidas sobre as ações das Forças Armadas russas’, disse.

O presidente observou, porém, que as nações europeias ainda relutam em lançar ataques a partir de seus próprios territórios, pois ‘entendem que haverá retaliação’. A ressalva surgiu num contexto de contínuos bombardeios de longo alcance ucranianos em solo russo, incluindo um ataque massivo com 194 drones contra Moscou na semana passada, que atingiu uma refinaria de petróleo, um shopping e edifícios residenciais, deixando mais de uma dezena de feridos.

Com informações de RT.

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Karina Libertária

23/06/2026

Putin não precisa denunciar nada, é óbvio que o Ocidente quer guerra. O deep state americano adora inventar conflito pra vender arma e desviar atenção da própria incompetência. Enquanto isso o brasileirinho médio torrando suado dinheirinho em boi e IGTV sem ter um centavo em dolar ou crypto. Acordem pra vida, deixem de ser trouxa.

    Renato Professor

    23/06/2026

    Karina, sua leitura tem um núcleo de verdade sobre a indústria bélica, mas reduzir tudo a deep state é cair em uma teoria conspiratória que ignora as contradições objetivas do capitalismo financeiro: a guerra também é um negócio para a burguesia russa, que acumula capital com a mesma lógica predatória.

    Mariana Alves

    23/06/2026

    Karina, seu comentário acerta ao identificar o substrato econômico que impulsiona a escalada belicista — a indústria bélica é, de fato, um dos setores mais lucrativos do capitalismo contemporâneo e a guerra funciona como um gigantesco mecanismo de acumulação por destruição. No entanto, reduzir o fenômeno a um “deep state” voluntarioso é trocar a análise materialista por uma fantasia conspiratória que, convenhamos, acaba isentando as estruturas objetivas do sistema. O Estado não é um sujeito com vontade própria pairando acima das classes; ele é uma arena de disputa entre frações burguesas. A fração vinculada ao complexo militar-industrial tem peso, sim, mas ela opera dentro das contradições do capitalismo financeiro, não como uma seita oculta. Tanto a OTAN quanto o Kremlin precisam da guerra como negócio — a burguesia russa também lucra com a venda de gás, grãos e armamentos nesse contexto. Portanto, a denúncia do imperialismo ocidental não pode vir acompanhada de uma absolvição tácita do capitalismo de Estado russo.

    Sua provocação sobre o “brasileirinho médio” que torra o suado dinheirinho em boi e IGTV enquanto negligencia dólar ou cripto merece uma reflexão mais cuidadosa. Esse discurso, embora carregue um fundo de frustração legítima com o consumo alienado, reproduz exatamente a lógica meritocrática neoliberal que eu, como marxista, combato. Colocar a culpa no trabalhador que não “acordou para a vida” e não comprou criptomoedas é desviar o foco do problema real: a estrutura de classes que impede a maioria de ter acesso a qualquer forma de poupança significativa, seja em real, dólar ou bitcoin. Enquanto isso, a fração financeira da burguesia movimenta trilhões em paraísos fiscais e aplica em guerra. O “brasileirinho médio” não é trouxa por não especular — ele é vítima de um sistema que o despoja de tempo, renda e consciência política. A verdadeira “vida” que precisamos acordar não é a do investimento individual, mas a da organização coletiva para transformar as bases materiais dessa sociedade.

    Por fim, sua sugestão de que a saída é individual — comprar ativos para escapar da inflação ou do colapso — é a própria essência do pensamento liberal adaptado aos tempos de barbárie. O capitalismo em crise não oferece refúgio privado: quando o edifício desaba, nem ouro, nem terra, nem cripto protegem quem está por baixo dos escombros. A história nos ensina que os trabalhadores russos e ucranianos estão morrendo nas trincheiras enquanto as elites de ambos os lados negociam fatias do butim. O que precisamos, aqui no Brasil, não é de um “despertar” para o mercado financeiro, mas de um despertar para a luta de classes. Isso implica construir poder popular, sindical e partidário capaz de enfrentar a guerra imperialista — seja ela promovida por Washington, Bruxelas ou Moscou. O resto é diversionismo.

João Batista Alves

23/06/2026

O mundo está colhendo os frutos de ter abandonado Deus. O Ocidente, que já foi cristão, agora só sabe semear guerras e destruição, enquanto critica nações que preservam seus valores tradicionais. Rezemos para que o bom senso prevaleça antes que isso desemboque num conflito de proporções bíblicas.

    João Carvalho

    23/06/2026

    João, sua leitura espiritual do conflito é compreensível, mas acho que a chave para entender essa escalada não está no abandono de Deus, e sim na lógica do capitalismo tardio: o Ocidente precisa de inimigos para justificar sua hegemonia decadente. O discurso dos “valores tradicionais” é muitas vezes uma cortina de fumaça para disputas geopolíticas e econômicas.


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