O embaixador e representante permanente do Irã na ONU, Amir-Saeid Iravani, denunciou os ataques dos Estados Unidos contra petroleiros iranianos nas proximidades do porto de Jask e do estreito de Ormuz.
A carta enviada ao secretário-geral da organização e ao presidente do Conselho de Segurança, conforme reproduzida pela RT, alerta para as graves consequências que essas ações podem desencadear para a paz e a segurança internacionais.
Os ataques violam o cessar-fogo firmado em 8 de abril deste ano. Iravani destacou que essas ações também desrespeitam o Artigo 2(4) da Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.
O diplomata iraniano afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu publicamente a responsabilidade por esses ataques. O Irã acusa Washington de manter um padrão contínuo de condutas ilegais na região do Golfo Pérsico.
Esse padrão envolve a imposição de um bloqueio naval, ataques a embarcações comerciais iranianas, apreensões arbitrárias e a detenção de tripulantes. Tais medidas configuram pirataria de acordo com o direito internacional e atos de agressão conforme a Resolução 3314 da Assembleia Geral da ONU.
Iravani enfatizou que essas ações, ao invés de promover a segurança marítima, a comprometem seriamente. O embaixador ressaltou que os Estados Unidos optam por militarismo e coerção quando o momento exige diplomacia e contenção.
Essa abordagem agrava as tensões na região do Golfo Pérsico e coloca em risco a estabilidade global. O representante iraniano reafirmou o direito inerente do Irã à autodefesa nos termos do Artigo 51 da Carta da ONU.
O país tomará todas as medidas necessárias para proteger sua soberania, sua integridade territorial e sua segurança nacional. Iravani conclamou o secretário-geral da ONU e o Conselho de Segurança a condenarem de forma inequívoca as ações dos Estados Unidos.
O diplomata exigiu que Washington cumpra suas obrigações legais internacionais e cesse imediatamente as provocações contra o Irã. O estreito de Ormuz segue como uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte global de energia.
As tensões recentes nessa área reforçam a urgência de abordagens diplomáticas para resolver as disputas. O Irã busca que a comunidade internacional atue para preservar a legalidade e evitar novas escaladas perigosas.
Com informações de EN.
Leia também: Irã causa danos significativos a navios dos EUA após violação de cessar-fogo no Estreito de Ormuz
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