O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que Teerã analisa as propostas enviadas por Washington em busca de um acordo que reduza as tensões bilaterais. O Irã reforça ao mesmo tempo sua determinação em manter o controle sobre o Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio internacional de energia.
O ex-primeiro vice-presidente do Irã, Mohammad Mokhber, equiparou a importância do Estreito de Ormuz à de uma arma nuclear devido ao seu impacto no suprimento global de petróleo. Mokhber declarou que o país não renunciará a essa vantagem estratégica nem em negociações nem por meio de leis internas.
O vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, sustentou que o domínio iraniano sobre o estreito assegura a defesa nacional e traz benefícios para as nações vizinhas. Aref acrescentou que essa posição fortalece o Irã contra as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e reduz o risco de novas restrições ao petróleo iraniano.
O Estreito de Ormuz transporta cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no planeta. Essa realidade transforma o local em instrumento central para o Irã resistir às pressões econômicas impostas por Washington ao longo dos anos.
As conversações com os Estados Unidos geram divisões internas no Irã, onde setores conservadores se opõem a qualquer concessão relevante. Esses grupos endurecem sua rejeição especialmente no que se refere ao programa nuclear e aos limites de enriquecimento de urânio.
O membro da comissão de segurança nacional do parlamento iraniano, Ali Khezrian, criticou as narrativas promovidas pelos Estados Unidos sobre supostos avanços diplomáticos. Khezrian argumentou que tais afirmações buscam ocultar as dificuldades enfrentadas por Washington em diversos cenários regionais.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, intensifica os esforços para aprofundar a cooperação com a China. Essa iniciativa sinaliza o entendimento de que o progresso iraniano deve se basear em alianças sólidas com potências do leste.
O desenvolvimento sustentável do Irã não depende de entendimento com os Estados Unidos, segundo a visão que ganha força em Teerã. O país prioriza parcerias que garantam autonomia frente às sanções e às ameaças externas.
O Estreito de Ormuz mantém seu papel central na dinâmica geopolítica do Oriente Médio. O Irã emprega seu posicionamento estratégico como meio de resistência às medidas coercitivas aplicadas pelos Estados Unidos, segundo análise da Al Jazeera.
Com informações de Al Jazeera.
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