O preço da energia elétrica residencial registrou alta de 0,13% em março, conforme dados do IBGE. Embora ainda em território positivo, a inflação do setor mostrou desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice foi de 0,33%. Essa redução no ritmo de aumento pode aliviar, ainda que minimamente, o bolso dos consumidores.
Na comparação com março de 2025, a variação de 0,13% deste ano é ligeiramente superior à de 0,12% registrada no mesmo período do ano passado. Isso indica que, apesar de oscilações mensais, o custo da energia elétrica continua a subir de forma consistente no curto prazo.
Já no acumulado dos últimos 12 meses, o índice alcançou 9,39%, um patamar elevado que reflete a persistência de pressões inflacionárias no setor. Em fevereiro, o acumulado estava em 9,38%, evidenciando que o aumento de preços segue uma trajetória estável, mas ainda distante de uma desaceleração significativa.
Comparado ao mesmo período do ano passado, quando o acumulado de 12 meses era de apenas 0,33%, o salto para 9,39% em março de 2026 é expressivo. Essa disparada reflete uma conjuntura de custos elevados, mesmo em um cenário de oferta confortável, como apontado por especialistas do setor.
Apesar da desaceleração pontual em março, o custo elevado da energia elétrica continua a pesar no orçamento das famílias brasileiras. Segundo análise publicada pelo Expressão Rondônia, o Brasil enfrenta uma distorção no setor, com preços altos mesmo diante de reservatórios em níveis adequados e expansão de fontes renováveis. Essa desconexão, em parte atribuída ao modelo matemático que define os preços, reforça a necessidade de ajustes na política tarifária para alinhar custos à realidade operacional do sistema.
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