A escalada militar dos Estados Unidos e Israel contra o Irã gera impactos profundos nas cadeias globais de suprimentos, com alta expressiva nos preços de fertilizantes e metais essenciais.
O fluxo de ácido sulfúrico sofre interrupções graves na região do Golfo Pérsico. Esse composto químico é vital para a produção de fertilizantes e para a extração de metais como o cobre.
O estreito de Ormuz permanece praticamente paralisado em razão dos ataques na região. Grande parte da produção global desse ácido provém de refinarias do Golfo, agravando a escassez mundial.
A China, maior produtora mundial de ácido sulfúrico, decidiu restringir suas exportações. Freda Gordon, chefe da consultoria Acuity Commodities, atribui essa medida ao temor de desabastecimento generalizado.
Essa restrição intensifica a crise de oferta nos mercados internacionais de commodities. O Chile e a Indonésia enfrentam os efeitos mais severos em suas operações de mineração e agricultura.
Sarah Marlow, especialista em mercados de fertilizantes da Argus, considera a ação chinesa uma resposta preventiva à instabilidade gerada pelo conflito. A especialista adverte para os riscos adicionais que pesam sobre as cadeias produtivas.
O conflito também eleva os custos energéticos em todo o planeta. O petróleo e o gás transportados pelo estreito de Ormuz correspondem a uma fatia crucial do fornecimento mundial de energia.
Essa alta nos preços de combustíveis adiciona pressão extra sobre setores dependentes de energia intensiva. Os produtores de fertilizantes e de metais sentem diretamente os reflexos dessa situação.
A dependência de insumos do Golfo Pérsico expõe a fragilidade das cadeias de suprimentos globais. Conflitos geopolíticos como esse revelam rapidamente as vulnerabilidades do sistema econômico internacional.
Conforme reportado pela Sputnik International, a continuidade da agressão militar reforça a necessidade de soluções multilaterais. A estabilidade regional mostra-se fundamental para a segurança econômica de diversos países ao redor do mundo.
Leia também: Pezeshkian denuncia ataques de EUA e Israel contra a economia iraniana
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