O Supremo Tribunal Federal criticou duramente uma charge publicada pela Folha de S.Paulo que ironizava a remuneração de magistrados, após a morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
A magistrada faleceu durante procedimento médico em Mogi das Cruzes, em São Paulo. A nota do STF foi divulgada em seguida ao ocorrido.
O ministro Edson Fachin manifestou pesar pela morte da juíza e solidarizou-se com familiares e colegas. Ele destacou a necessidade de responsabilidade ética no exercício da liberdade de imprensa, especialmente em momentos de luto.
Fachin afirmou que a liberdade de expressão e a crítica às instituições são valores fundamentais da democracia. Alertou, porém, que tais manifestações devem ser exercidas com prudência e empatia diante da perda de uma vida humana.
O ministro observou que algumas manifestações públicas revelam uma tendência à desmoralização contínua das instituições judiciais. Segundo ele, essas abordagens reduzem a Justiça a ironias e hostilidades que ignoram sua dimensão humana.
A charge mostrava um túmulo acompanhado de frase irônica sobre perder a vida junto com os penduricalhos. O STF classificou o conteúdo como inadequado, especialmente por ter sido publicado logo após a morte da magistrada gaúcha.
A nota oficial do Supremo reforça a importância de equilibrar o direito à crítica com a preservação da dignidade das pessoas. O documento completo está disponível no portal do STF.
Com informações de DIARIODOCENTRODOMUNDO.
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