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Cientistas simulam 8 mil terremotos nos Alpes Suíços em experimento inédito

0 Comentários🗣️🔥 Pesquisador com capacete e colete de segurança toca a rocha em um ambiente subterrâneo. (Foto: phys.org) Pesquisadores realizaram um experimento de grande escala sob os Alpes Suíços, provocando 8 mil pequenos terremotos em ambiente controlado. A iniciativa foi conduzida no BedrettoLab, laboratório subterrâneo localizado em um túnel de ventilação próximo ao Furka. O […]

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Pesquisador com capacete e colete de segurança toca a rocha em um ambiente subterrâneo. (Foto: phys.org)

Pesquisadores realizaram um experimento de grande escala sob os Alpes Suíços, provocando 8 mil pequenos terremotos em ambiente controlado.

A iniciativa foi conduzida no BedrettoLab, laboratório subterrâneo localizado em um túnel de ventilação próximo ao Furka. O objetivo é compreender melhor os mecanismos sísmicos e reduzir os riscos associados a atividades humanas no subsolo.

O projeto foi liderado por Domenico Giardini, professor de geologia do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurique). A equipe injetou 750 metros cúbicos de água em falhas previamente selecionadas para induzir eventos sísmicos controlados.

A meta era provocar um terremoto de magnitude 1, mas o experimento gerou eventos menores, com magnitudes entre -5 e -0,14. Ainda assim, Giardini classificou o teste como um sucesso, destacando que nunca antes algo dessa escala e profundidade havia sido tentado.

Os pesquisadores monitoraram as atividades sísmicas remotamente, utilizando sensores e instrumentos instalados na falha. Durante os quatro dias de experimentos, a equipe registrou movimentações não apenas na falha principal, mas também em falhas perpendiculares.

Esse resultado inesperado ampliará o entendimento sobre o comportamento dos fenômenos sísmicos. O estudo tem implicações diretas para a segurança de atividades subterrâneas como fracking, descarte de resíduos e exploração geotérmica.

Giardini citou o terremoto de magnitude 5,4 em Pohang, na Coreia do Sul, causado por injeções de água em uma usina geotérmica, como exemplo dos riscos que podem ser mitigados. O experimento também demonstrou que as atividades no BedrettoLab são seguras, sem impacto perceptível na superfície.

O pesquisador enfatizou que a equipe adicionou apenas 1% ao risco natural da região, garantindo que o projeto não representa perigo para as comunidades locais. Os resultados ajudarão a refinar parâmetros para futuras simulações, com uma nova tentativa planejada para junho.

Ryan Schultz, sismólogo especializado em terremotos induzidos, e Frederic Massin, técnico em sismologia, também participaram do projeto. Ambos destacaram a importância de ajustar os parâmetros para entender como controlar os movimentos das falhas e evitar eventos sísmicos de grandes proporções.

Conforme relatado pelo portal Phys.org, o avanço marca um passo significativo no campo da sismologia. A capacidade de induzir e estudar terremotos em ambiente controlado abre novas perspectivas para a ciência e para a segurança das atividades humanas no subsolo.


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