Israel bombardeia 38 localidades libanesas em um dia e eleva saldo de mortos a 2.879 desde março

Ilustração editorial sobre Israel bombardeia 38 localidades libanesas em um dia e eleva saldo de mortos a 2.879 desde março. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

A Força Aérea israelense atacou 38 localidades no Líbano na segunda-feira, atingindo 36 comunidades no sul do país e outras duas no leste, segundo fonte militar de campo libanesa que relatou os ataques à agência Sputnik. A escala da ofensiva reforça um padrão de bombardeios sistemáticos que Israel vem impondo ao território libanês desde 2 de março.

Além dos ataques aéreos sobre dezenas de comunidades, a mesma fonte relatou que o exército israelense detonou vários edifícios residenciais com minas terrestres na cidade fronteiriça de Khiam. A destruição deliberada de imóveis civis com explosivos aprofunda a dimensão humanitária do conflito.

O Ministério da Saúde do Líbano informou que o número de mortos decorrentes dos ataques israelenses desde 2 de março chegou a 2.879 pessoas. Outras 8.730 pessoas foram feridas no mesmo período, segundo os dados oficiais do governo libanês.

Os números revelam uma cadência de violência que se intensifica semana a semana desde o início da campanha. A média de mortes acumulada aponta para uma operação militar de longa duração, com alvos que atingem consistentemente áreas habitadas por civis.

A cidade de Khiam fica na região fronteiriça com Israel e tem sido alvo recorrente das operações terrestres e aéreas israelenses. A utilização de minas para demolir prédios residenciais em zonas urbanas é considerada uma violação grave do direito internacional humanitário, que proíbe ataques indiscriminados contra a população civil.

O padrão dos ataques — dezenas de localidades atingidas em um único dia, combinadas com destruição de infraestrutura habitacional — indica que a estratégia israelense vai além da supressão de capacidades militares. Organizações internacionais de direitos humanos têm documentado esse tipo de conduta ao longo dos meses de conflito, sem que qualquer mecanismo efetivo de responsabilização tenha sido acionado pela comunidade internacional.

O balanço de 2.879 mortos e 8.730 feridos desde 2 de março representa apenas os casos registrados pelo sistema de saúde libanês, que opera em condições cada vez mais precárias em razão dos próprios ataques à infraestrutura do país. O número real de vítimas pode ser ainda maior, considerando as dificuldades de acesso a regiões isoladas pelos bombardeios.


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