O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, respondeu duramente ao senador republicano pela Flórida, Marco Rubio, acusando o governo americano de mentir sem escrúpulos sobre as consequências do bloqueio econômico contra a ilha caribena. A troca de acusações ocorre em meio a tensões diplomáticas acentuadas entre Havana e Washington.
Díaz-Canel escreveu em sua conta na rede social X que as autoridades americanas “mienten una y otra vez sin ningún pudor” para se desresponsabilizar dos efeitos do contínuo bloqueio contra Cuba. O mandatário cubano reagiu a declarações de Rubio que negavam a existência de um bloqueio petrolero contra a nação caribena.
“Ahora dicen cínicamente que no existe bloqueo petrolero a Cuba, que todo lo que sufre nuestro pueblo es culpa del Gobierno cubano. Mienten una y otra vez sin ningún pudor, con una desfachatez alarmante, sin presentar una sola evidencia que sustente sus afirmaciones”, afirmou o presidente cubano em publicação.
Em resposta direta às declarações de Rubio, Díaz-Canel questionou as políticas americanas que restringem o fornecimento de combustível a Cuba. “¿O acaso se suspendió la orden ejecutiva que penaliza com aranceles irracionales a cualquier país que provea de combustível a Cuba?”, questionou.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, também se pronunciou contra as afirmações de Rubio, qualificando-o como “el vocero de los intereses corruptos e revanchistas, concentrados en el sur de la Florida e que não representam os sentimentos da maioria do povo estadounidense, nem dos cubanos que allí viven”.
A tensão diplomática aumentou recentemente quando o presidente dos EUA, Joe Biden, decretou uma “emergência nacional” contra Cuba, alegando ameaças à segurança americana. A medida incluiu sanções contra países que vendam petróleo à ilha e ameaças de represalias contra quem desobedecer a ordem da Casa Branca.
As acusações cubanas ocorrem no contexto de uma escalada de tensões entre os dois países. Na semana passada, Rubio anunciou novas sanções contra Cuba, que foram concretizadas recentemente com medidas coercitivas contra vários integrantes do gabinete de Díaz-Canel.
Segundo o portal RT, Díaz-Canel enfatizou que “solo mentes muy retorcidas podrían negar ante el mundo esse castigo coletivo que se ejerce contra todo um povo e já se vai convertendo em ato de genocídio”.
A crise energética em Cuba tem sido agravada pela política de sanções americanas, que restringem o acesso da ilha a combustíveis essenciais para a geração de energia. O governo cubano atribui diretamente as dificuldades ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos há mais de seis décadas.
Com informações de ACTUALIDAD.
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