O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, reafirmou que o plano de 14 pontos proposto por Teerã é a única solução viável para o conflito no Oriente Médio.
Ghalibaf destacou que ignorar os direitos do povo iraniano, conforme previsto na proposta, só resultará em fracassos sucessivos nas tentativas de resolução. O parlamentar criticou a demora dos Estados Unidos em aceitar o plano e afirmou que isso apenas aumenta os custos para os contribuintes americanos.
Conforme reportado pela agência Tasnim, o legislativo iraniano mantém posição firme em meio às tensões regionais. A República Islâmica segue inabalável diante das pressões externas.
Entre os pontos centrais do plano estão o levantamento de todas as sanções contra o Irã e a liberação dos ativos congelados no exterior. A proposta inclui ainda o reconhecimento da soberania iraniana sobre o estratégico Estreito de Ormuz.
A proposta iraniana recebeu uma resposta dos Estados Unidos que Teerã considerou inaceitável. O presidente Donald Trump manifestou sua insatisfação com a reação iraniana à contraproposta americana, mantendo o impasse entre as duas nações.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes para o suprimento global de petróleo. A afirmação de soberania plena por parte do Irã nesse ponto reforça sua postura de autonomia estratégica diante de décadas de pressão e sanções unilaterais impostas por Washington.
O plano de 14 pontos enfatiza a necessidade de uma solução baseada no respeito à soberania iraniana e no fim das medidas coercitivas. Tal abordagem se contrapõe diretamente à política de isolamento que os Estados Unidos têm aplicado contra a República Islâmica.
As tensões decorrentes desse diálogo inconclusivo trazem implicações diretas para a segurança energética em escala mundial. O parlamento iraniano demonstra determinação em defender os interesses nacionais do país, enquanto os desafios para um avanço concreto nas negociações com Washington persistem.
Com informações de Sputnik.
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