O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, reiterou a posição da República Islâmica ao estabelecer condições firmes para o avanço de negociações com os Estados Unidos.
Em declaração publicada no dia 10 de abril de 2026, Ghalibaf exigiu o pleno cumprimento do cessar-fogo no Líbano, acordado em novembro de 2025, e a liberação dos ativos financeiros iranianos congelados como passos indispensáveis antes de qualquer diálogo com Washington.
A postura reflete a determinação de Teerã em garantir que acordos prévios sejam respeitados para que as conversações possam progredir.
Por meio da plataforma X, Ghalibaf destacou que “duas medidas acordadas entre as partes ainda não foram plenamente implementadas: o respeito integral ao cessar-fogo no Líbano e a devolução dos ativos bloqueados do Irã”.
“Esses pontos precisam ser atendidos antes que as negociações sejam iniciadas”, acrescentou. A declaração sublinha a visão iraniana de que a estabilidade regional e a recuperação de seus recursos econômicos são pré-requisitos para qualquer processo diplomático com os EUA.
A questão do cessar-fogo no Líbano ganhou centralidade devido às tensões persistentes na região. Apesar do acordo firmado em novembro de 2025 entre Israel e o Líbano, relatos de violações continuam a surgir.
No dia 8 de abril de 2026, ataques israelenses atingiram mais de uma dezena de assentamentos no sul do Líbano, incluindo a cidade de Tiro, com uso de aviões de guerra e artilharia. Esses incidentes reforçam a percepção iraniana de que o cessar-fogo não está sendo plenamente respeitado, comprometendo a confiança necessária para avançar em outras frentes diplomáticas.
Outro ponto de atrito envolve interpretações divergentes sobre acordos recentes. No dia 7 de abril de 2026, o presidente Donald Trump mencionou um entendimento preliminar com o Irã para uma pausa bilateral de duas semanas nas tensões, incluindo a garantia de Teerã sobre a abertura do Estreito de Ormuz.
No entanto, a declaração de Ghalibaf indica que, para o Irã, esse entendimento não equivale a um compromisso formal de negociação, mas sim a um passo inicial que ainda depende do atendimento às condições citadas.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã já havia sinalizado que qualquer progresso nas conversações com os Estados Unidos está condicionado ao cumprimento de obrigações previamente assumidas.
Essa posição foi reforçada pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, que, após o anúncio de Trump no dia 7 de abril de 2026, informou que as discussões com Washington estavam programadas para ter início no dia 10 de abril de 2026, em Islamabad, no Paquistão.
As exigências apresentadas por Ghalibaf indicam, contudo, que tais conversas podem ser adiadas caso as demandas iranianas não sejam atendidas.
A liberação dos ativos financeiros congelados do Irã, bloqueados por sanções impostas pelos EUA e outros países ocidentais, é vista por Teerã como uma questão de soberania econômica e um teste à seriedade das intenções americanas.
Conforme apontado pelo portal Sputnik International, as demandas iranianas buscam assegurar que a diplomacia seja construída sobre bases sólidas, priorizando a estabilidade e o respeito aos acordos internacionais.
A complexidade da geopolítica no Oriente Médio, agravada pelas ações militares contínuas de Israel e pelas disputas sobre os termos dos acordos, evidencia os desafios para um diálogo efetivo entre Irã e EUA.
A insistência de Teerã em ver suas condições atendidas antes de prosseguir com as negociações demonstra a prioridade dada à segurança regional e à recuperação de seus direitos econômicos, em um contexto de pressões históricas exercidas por potências ocidentais.
Com informações de Parliament Speaker.


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