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Lavrov alerta que qualquer país da Eurásia pode ser o próximo alvo da ira de Washington

8 Comentários🗣️🔥 O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, durante entrevista à RT. (Foto: actualidad.rt.com) O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou que nenhum país do continente eurasiático está a salvo da política externa dos Estados Unidos. Em entrevista à RT, o chanceler declarou que governos ao redor do mundo […]

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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, durante entrevista à RT. (Foto: actualidad.rt.com)

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou que nenhum país do continente eurasiático está a salvo da política externa dos Estados Unidos. Em entrevista à RT, o chanceler declarou que governos ao redor do mundo observam com crescente apreensão os movimentos de Washington, incapazes de prever quem será o próximo na linha de pressão americana.

‘Hoje não gostam do que a Rússia faz. Amanhã, e já hoje, não gostam do que a China faz. De quem não vão gostar amanhã?’, questionou Lavrov, conforme reportagem da RT. A resposta, segundo ele, seria inquietante: poderia ser qualquer nação, ‘mas sobretudo os países do continente eurasiático, incluindo, diga-se de passagem, os países do Golfo Pérsico’.

O chanceler descreveu um padrão de comportamento de Washington: identificar um adversário, mobilizar pressão econômica, diplomática e militar contra ele, e então deslocar o alvo quando conveniente. ‘O que acontecerá quando a ira de Washington se voltar contra alguém em quem hoje é difícil sequer pensar — isso os preocupa, e preocupa a todos’, afirmou Lavrov.

A declaração foi feita enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, realizava uma turnê pelo Oriente Médio, visitando Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos em busca de acordos de investimento e contratos de armamentos. A coincidência temporal foi notada por analistas: Washington cortejava os mesmos governos que Lavrov apontava como potenciais alvos futuros, caso os interesses estratégicos americanos mudassem de direção.

A menção específica ao Golfo Pérsico pelo ministro russo não passou despercebida. Nos últimos anos, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar aprofundaram relações com China e Rússia, aderiram a mecanismos do BRICS e passaram a liquidar parte de seu comércio de petróleo em moedas alternativas ao dólar.

Lavrov também evocou o histórico de sanções americanas como pano de fundo de seu alerta. Segundo o chanceler, medidas como as impostas à Rússia após 2022, a guerra comercial e tecnológica contra a China — com tarifas que chegaram a 145% — e os bloqueios econômicos prolongados contra Cuba, Venezuela e Irã compõem, na visão de Moscou, um repertório de instrumentos de pressão aplicados de forma seletiva e imprevisível.

O ministro russo argumentou que essa imprevisibilidade seria o elemento central da preocupação dos governos eurasiáticos. Para Lavrov, o problema não é apenas ser alvo hoje, mas a incerteza sobre quem será alvo amanhã — uma lógica que, segundo ele, alimenta a busca por arranjos multilaterais alternativos à dependência de uma única potência.

A entrevista foi concedida em meio a intensa movimentação diplomática global, com negociações em curso sobre o conflito na Ucrânia e tensões persistentes no Mar do Sul da China. Lavrov não especificou quais países estariam mais expostos, mas a referência ao Golfo Pérsico foi interpretada por observadores como um sinal dirigido às monarquias do Conselho de Cooperação do Golfo, que mantêm alianças históricas com Washington ao mesmo tempo em que diversificam suas parcerias estratégicas.

Com informações de ACTUALIDAD.


Leia também: O histórico discurso de Lavrov na ONU! (transcrição, resumo e vídeo legendado)


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Silvia Ramos

13/05/2026

Gente, pelo amor de Deus, esse tal de Zé do Povo vive chamando os outros de comunista, mas não enxerga que os Estados Unidos há décadas se metem onde não são chamados, igualzinho ao que a Bíblia fala sobre os que confiam em cavalos e carros de guerra. E olha que não sou fã de regime ateu nenhum, mas negar que o Tio Sam age como um valentão internacional é fechar os olhos pra verdade.

    Cristina Rocha

    13/05/2026

    Silvia, sua observação sobre a hipocrisia da política externa estadunidense é certeira, e ouso dizer que vai além do que você colocou. A Bíblia que você menciona, com seus cavalos e carros de guerra, dialoga com uma crítica que faço em sala de aula há décadas: o problema não é apenas o valentão internacional, mas a estrutura que legitima esse valentão. Os Estados Unidos não agem como um valentão por acaso; eles operam dentro de uma lógica imperial que se retroalimenta de discursos de “democracia” e “liberdade” enquanto saqueia recursos, impõe sanções e derruba governos que não se curvam aos seus interesses. É o que o filósofo Achille Mbembe chamaria de “necropolítica” em escala global: o poder de ditar quem pode viver e quem deve morrer, baseado em uma hierarquia racial e econômica que remonta ao colonialismo.

    O que me preocupa, e aqui aprofundo seu ponto, é como esse discurso de “valores cristãos” é instrumentalizado por parte da nossa direita para apoiar justamente esse império. O Zé do Povo, que você critica, não enxerga que a defesa intransigente de uma suposta moral cristã muitas vezes serve de biombo para a adesão a um projeto geopolítico que é tudo, menos cristão. O Cristo histórico, aquele que expulsou os vendilhões do templo e se solidarizou com os pobres e marginalizados, certamente não estaria ao lado de um império que sanciona nações inteiras, causando fome e miséria, para manter sua hegemonia. Há uma contradição profunda entre o evangelho e o apoio incondicional aos Estados Unidos, que é preciso desmascarar.

    Além disso, a crítica ao “regime ateu” da Rússia, que você faz questão de pontuar, merece uma reflexão mais cuidadosa. Não se trata de defender Putin ou o regime russo, que tem seus próprios autoritarismos e contradições internas. A questão é que, ao reduzir o debate a “comunista ateu vs. cristão democrata”, a gente perde de vista a materialidade das relações de poder. O nióbio do Pará, que a Marina lembrou, não é levado de graça pelos EUA porque eles são ateus ou cristãos; é levado porque o capitalismo financeiro, na sua fase mais predatória, precisa de matérias-primas baratas e mão de obra explorada, independentemente da fé que se professa. A geopolítica não é uma guerra santa, é uma guerra de classes e de recursos, e enquanto a esquerda e setores progressistas cristãos não se unirem nessa análise, o Zé do Povo continuará achando que o problema é o “comunismo” e não a exploração que ele mesmo sofre no chão de fábrica.

Augusto Silva

13/05/2026

Zé do Povo, se Lavrov é boneco do Putin, o que dizer de quem acha que o Tio Sam distribui abraços e não sanções econômicas? Enquanto você defende “valores cristãos”, os EUA já sancionaram 30 países nos últimos 20 anos e levaram nosso nióbio de graça. Geopolítica não é novela da Globo, é jogo de poder com cifrões — e o Brasil precisa de estadistas, não de xiliques ideológicos.

Maria Silva

13/05/2026

Esse Lavrov é um tremendo dum sabugo seco, mas falou uma verdade que até uma cria de gado entende: o Tio Sam acha que o mundo é quintal dele, sanciona quem quer e ainda quer dar lição de democracia. Agora, Zé do Povo, parar de chamar os outros de comunista e enxergar que tem gringo querendo botar a mão no nosso minério e na nossa soja, isso sim que é defender o Brasil de verdade.

    Marina Silva

    13/05/2026

    Exato, Maria, e enquanto o Zé do Povo defende “cristão” o Tio Sam já levou o nióbio do Pará de graça.

Zé do Povo

13/05/2026

LAVROV É UM BONECO DO PUTIN! 😡 ESSE COMUNISTA QUER É NOS AMEDRONTAR COM ESSE PAPO DE GUERRA! BRASIL TEM QUE SAIR FORA DISSO E DEFENDER NOSSOS VALORES CRISTÃOS! 🇧🇷✝️

    Ricardo Almeida

    13/05/2026

    Zé, reduzir Lavrov a “boneco do Putin” e chamá-lo de comunista é cair no mesmo maniqueísmo que você critica nos outros. O alerta dele sobre a Eurásia não é papo de guerra gratuito, é constatação geopolítica baseada em décadas de sanções e expansão da OTAN. Defender valores cristãos é legítimo, mas isso não nos obriga a engolir qualquer narrativa sem questionar as fontes e os interesses por trás dela.

    Jeferson da Silva

    13/05/2026

    Zé, para de repetir bordão de rede social e olha pro chão de fábrica. Enquanto você defende “valores cristãos”, a reforma trabalhista do Bolsonaro tirou hora extra, férias e estabilidade de milhares de metalúrgico no ABC. Geopolítica não é papo de comunista, é sobre quem paga a conta no final do mês.


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