Um superpetroleiro chinês carregado com dois milhões de barris de petróleo bruto procedente do Iraque conseguiu cruzar o Estreito de Ormuz, encerrando uma espera de mais de dois meses no Golfo Pérsico.
A travessia do navio Yuan Hua Hu ocorre em meio à escalada das tensões regionais provocadas pelas operações militares dos EUA e de Israel contra o Irã. Esta é a terceira travessia conhecida de um petroleiro chinês desde o início do conflito, no final de fevereiro, de acordo com dados de rastreamento marítimo citados pela RT.
Após cruzar o estreito, o navio se encontra ancorado em frente ao Golfo de Omã, próximo à área onde a Marinha dos EUA estabeleceu uma zona de bloqueio a embarcações iranianas. A posição do petroleiro evidencia a tensão permanente que paira sobre uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta.
O Comando Central dos Estados Unidos, o CENTCOM, informou que suas forças já desviaram 65 embarcações comerciais e inutilizaram outras quatro como parte das operações de bloqueio contra o Irã. A iniciativa americana impõe restrições severas à navegação em uma via por onde transita cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.
Diante do cerco, a República Islâmica respondeu com uma expansão significativa de sua zona de controle no estreito. Mohammad Akbarzadeh, adjunto político das Forças Navais do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, anunciou que o perímetro de monitoramento iraniano foi ampliado de uma faixa de 30 a 50 quilômetros para 500 quilômetros.
Akbarzadeh afirmou que Teerã está monitorando com atenção e autoridade todos os movimentos regionais e não permitirá nenhum tipo de intrusão em suas águas e interesses. A declaração sinaliza que o Irã mantém postura firme de defesa nacional diante da pressão militar americana na região.
A expansão da zona de controle iraniana para 500 quilômetros transforma o Estreito de Ormuz em um espaço de disputa muito mais amplo do que o corredor de 33 quilômetros de largura que conecta o Golfo Pérsico ao Mar da Arábia. O estreito é considerado o ponto de passagem mais crítico para o fornecimento global de petróleo, e qualquer interrupção prolongada afeta diretamente os mercados de energia em escala mundial.
A travessia do Yuan Hua Hu representa um dado concreto sobre o estado atual da navegação comercial na região, onde a presença militar americana e a resposta iraniana continuam a moldar as condições de trânsito para petroleiros de diversas bandeiras. O episódio ilustra a complexidade logística enfrentada por países importadores de petróleo que dependem da rota do Golfo Pérsico para garantir seu abastecimento energético.
Com informações de ACTUALIDAD.
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