O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, manifestou-se em vídeo após ser alvo da Operação Sem Refino, conduzida pela Polícia Federal. A operação investiga o Grupo Refit por suspeitas de ocultação patrimonial e evasão de recursos, e Castro é acusado de criar um ambiente favorável para atividades ilícitas no estado.
Castro declarou que há algo “muito estranho” nas acusações e anunciou que seu advogado apresentará um memorial dos fatos em Brasília em breve. A operação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes do STF, incluiu mandados de busca e afastamento de funções públicas, conforme relatado pelo portal Metrópoles.
O ex-governador defendeu sua gestão, destacando que o Rio de Janeiro foi o único estado a conseguir cobrar impostos devidos pela Refit, resultando na recuperação de mais de R$ 1 bilhão. Ele rebateu as acusações de que seu governo teria favorecido a empresa, enfatizando que a Procuradoria Geral do Estado atuou judicialmente contra diversas empresas devedoras.
Além de Castro, a operação mira o empresário Ricardo Magro, dono do Grupo Refit, e outras figuras públicas como o desembargador Guaraci de Campos Vianna. Magro, que reside em Miami, teve seu nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol, enquanto a Justiça bloqueou R$ 52 bilhões em ativos financeiros das empresas investigadas.
As investigações estão sendo conduzidas no âmbito da ADPF nº 635/RJ, com apoio técnico da Receita Federal, e abrangem ações no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. A operação também envolve o ex-secretário estadual de Fazenda, Juliano Pasqual, e o ex-procurador do Estado, Renan Saad, ampliando o escopo das investigações.
Leia também: Cláudio Castro é alvo de operação da PF por esquema bilionário na Refit
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.