O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, manifestou-se em vídeo após ser alvo da Operação Sem Refino, conduzida pela Polícia Federal. A operação investiga o Grupo Refit por suspeitas de ocultação patrimonial e evasão de recursos, e Castro é acusado de criar um ambiente favorável para atividades ilícitas no estado.
Castro declarou que há algo “muito estranho” nas acusações e anunciou que seu advogado apresentará um memorial dos fatos em Brasília em breve. A operação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes do STF, incluiu mandados de busca e afastamento de funções públicas, conforme relatado pelo portal Metrópoles.
O ex-governador defendeu sua gestão, destacando que o Rio de Janeiro foi o único estado a conseguir cobrar impostos devidos pela Refit, resultando na recuperação de mais de R$ 1 bilhão. Ele rebateu as acusações de que seu governo teria favorecido a empresa, enfatizando que a Procuradoria Geral do Estado atuou judicialmente contra diversas empresas devedoras.
Além de Castro, a operação mira o empresário Ricardo Magro, dono do Grupo Refit, e outras figuras públicas como o desembargador Guaraci de Campos Vianna. Magro, que reside em Miami, teve seu nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol, enquanto a Justiça bloqueou R$ 52 bilhões em ativos financeiros das empresas investigadas.
As investigações estão sendo conduzidas no âmbito da ADPF nº 635/RJ, com apoio técnico da Receita Federal, e abrangem ações no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. A operação também envolve o ex-secretário estadual de Fazenda, Juliano Pasqual, e o ex-procurador do Estado, Renan Saad, ampliando o escopo das investigações.
Leia também: Cláudio Castro é alvo de operação da PF por esquema bilionário na Refit
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Eduardo Teixeira
16/05/2026
Operação da PF investigando incentivo fiscal é o de menos. O verdadeiro escândalo é a carga tributária absurda que empurra qualquer empresário a buscar brechas pra sobreviver. Enquanto o estado não baixar imposto, esse circo vai se repetir.
João Augusto
16/05/2026
Eduardo, você toca num ponto real, mas o problema não é a carga tributária em si – é a apropriação privada do fundo público que Gramsci chamaria de “hegemonia pelo consenso corrompido”: enquanto o empresário busca brecha para sobreviver, o Estado direciona o incentivo fiscal a quem já detém poder de barganha, e a PF só investiga quando a aliança de classes se rompe momentaneamente.
Clotilde Pátria
16/05/2026
Mais uma perseguição comunista da Polícia Federal e do STF contra um governador de direita! Amanhã mesmo vão implantar o comunismo no Rio de Janeiro se a gente não reagir. Só Deus pode intervir e salvar o Brasil dessa farsa. Cláudio Castro é inocente e está sendo alvo por ser de direita!
Samara Oliveira
16/05/2026
Amiga, não confundamos as coisas: a PF investiga indícios de desvio de dinheiro público, e isso não é esquerda nem direita, é pecado social. A Bíblia nos ensina a defender o pobre e cobrar retidão de quem governa, independente de bandeira partidária. Orar é bom, mas vigiar as contas públicas também é obra de Deus.