O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Roraima (OAB-RR), Ednaldo Gomes Vidal, está sob investigação do Ministério Público da Paraíba (MPPB) por suspeita de atuar como servidor fantasma. A apuração indica que Vidal teria recebido R$ 756.324,55 enquanto mantinha vínculo funcional com a Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (SEAP-PB), mesmo residindo e trabalhando em Roraima há décadas.
Nascido em Conceição, na Paraíba, Vidal tem 63 anos e atua na advocacia há mais de três décadas, a maior parte delas dedicada ao estado de Roraima. O advogado é formado em Pedagogia, História e Direito, além de possuir pós-graduações em Ciências Criminais, Direito Constitucional e Direitos Humanos.
Antes de se dedicar integralmente à advocacia, Vidal foi oficial da reserva do Exército Brasileiro e delegado da Polícia Civil da Paraíba. Em Roraima, atuou como professor, assistente jurídico da Defensoria Pública do Estado e assessor jurídico da Procuradoria-Geral do Estado.
Na OAB-RR, o advogado construiu extensa trajetória institucional, ocupando cargos como membro do Tribunal de Ética e Disciplina, conselheiro seccional e federal, além de vice-presidente da seccional. Vidal também é fundador da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas de Roraima (Abracrim-RR) e preside a OAB-RR desde 2019, tendo sido reeleito para mandatos consecutivos.
Conforme apurou o portal Metrópoles, a investigação do MPPB analisa documentos funcionais, registros administrativos e movimentações relacionadas ao vínculo de Vidal com o governo paraibano. O caso tramita na Justiça da Paraíba e envolve a verificação de possíveis irregularidades no recebimento de vencimentos sem a correspondente prestação de serviços.
A defesa de Vidal sustenta que ele não tinha conhecimento da permanência do vínculo com o estado da Paraíba após sua mudança para Roraima. Segundo os advogados, Vidal teria deixado uma procuração para que um familiar providenciasse sua exoneração, mas o desligamento não foi efetivado formalmente.
Os defensores argumentam ainda que os valores não eram administrados diretamente pelo investigado e que terceiros poderiam ter realizado movimentações sem seu conhecimento. Até o momento, Ednaldo Gomes Vidal não foi condenado, e o caso segue em fase de investigação.
A reportagem entrou em contato com a OAB-RR, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. O Ministério Público da Paraíba não se manifestou sobre os próximos passos da apuração.
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