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Meteorologista do Inmet desmente ‘super El Niño’ e critica desinformação climática nas redes

10 Comentários🗣️🔥 Mapa-múndi ilustra as variações de temperatura global, com áreas mais quentes em tons de vermelho e laranja. (Foto: cartacapital.com.br) O meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Glauber Ferreira, afirmou que não há base científica para prever um ‘super El Niño’ em 2026. Ele criticou o alarmismo disseminado por influenciadores digitais, que extrapolam […]

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Mapa-múndi ilustra as variações de temperatura global, com áreas mais quentes em tons de vermelho e laranja. (Foto: cartacapital.com.br)

O meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Glauber Ferreira, afirmou que não há base científica para prever um ‘super El Niño’ em 2026. Ele criticou o alarmismo disseminado por influenciadores digitais, que extrapolam os limites da ciência climática para atrair audiência.

Em entrevista à CartaCapital, Ferreira explicou que as projeções internacionais indicam formação do fenômeno, mas sem consenso sobre sua intensidade. Segundo ele, a expressão ‘super El Niño’ não faz parte da terminologia técnica brasileira e reflete sensacionalismo, não análise científica.

O especialista destacou que a previsibilidade dos modelos climáticos é baixa entre março e julho, período de transição atmosférica. Somente a partir de julho ou agosto será possível avaliar com precisão a força do evento.

Ferreira condenou a disseminação de desinformação por produtores de conteúdo sem formação técnica, que exploram tragédias recentes para gerar pânico e aumentar engajamento. Ele alertou para a circulação de notícias falsas, como promessas de nevascas em cidades do interior de São Paulo.

Dados da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) dos EUA indicam 82% de probabilidade de formação do El Niño até julho. Apesar disso, Ferreira ressaltou que a intensidade pode variar entre moderada e forte, sem garantia de magnitude extrema.

No Brasil, o El Niño geralmente causa chuvas excessivas no Sul e secas no Norte e Nordeste. O último evento forte, em 2015, provocou crises hídricas e ondas de calor no Sudeste. O Inmet monitora o trimestre junho-agosto para orientar a agricultura, utilizando modelos estatísticos adaptados ao território nacional.

Ferreira defendeu que o debate sobre mudanças climáticas deve ser pautado pela ciência e soberania ambiental, não pelo pânico alimentado por algoritmos. Ele destacou a importância de políticas públicas estruturantes para enfrentar os desafios climáticos.

Leia mais sobre o assunto na Carta Capital.


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Cecília Torres

19/05/2026

Mais um caso clássico de sensacionalismo climático sendo desmentido por quem entende do assunto. Enquanto influenciadores surfam na onda do medo para ganhar engajamento, a ciência segue trabalhando com dados reais e não com previsões apocalípticas de TikTok. O problema não é o El Niño, é a falta de filtro crítico de quem consome esse conteúdo como verdade absoluta.

    Ana Karine Xavante

    19/05/2026

    Cecília, seu comentário acerta em cheio ao denunciar o sensacionalismo raso que transforma a ciência climática em entretenimento de terror. De fato, influenciadores que vendem apocalipse como produto não prestam nenhum serviço à sociedade — eles alimentam ansiedade coletiva enquanto esvaziam o debate sério. E concordo que a meteorologia oficial, baseada em dados empíricos e modelagem responsável, merece crédito quando desmente previsões exageradas. Até aí, estamos no mesmo barco.

    No entanto, preciso tensionar esse seu argumento com uma camada que ele não alcança. Você reduz o problema à “falta de filtro crítico” de quem consome conteúdo, como se fosse uma questão puramente individual de educação midiática. Isso ignora que a desinformação climática não opera no vácuo — ela é alimentada por estruturas de poder que lucram com a exploração predatória dos territórios. Enquanto brancos de classe média discutem no ar-condicionado se o El Niño é “super” ou não, as comunidades indígenas do Mato Grosso, minha gente, já enfrentam na pele rios secos, queimadas criminosas e contaminação por agrotóxicos. A dúvida sobre a intensidade do fenômeno não apaga o fato de que a crise climática é real, urgente e profundamente racializada.

    O questionamento que fica, Cecília, é sobre quem define o que é “dado real” e a serviço de quem essa verdade é mobilizada. O Inmet tem autoridade técnica, sim, mas a ciência climática brasileira foi sistematicamente sucateada nos últimos anos — cortes orçamentários, perseguição a pesquisadores, censura institucional. Quando você celebra a “ciência trabalhando com dados reais” como se ela existisse num plano asséptico e neutro, acaba naturalizando um sistema que historicamente invisibiliza saberes indígenas e quilombolas sobre o clima. A verdadeira desinformação não está só no TikTok apocalíptico; está também na narrativa que separa crise ecológica de colonialismo, como se a seca no Pantanal e a fome nas aldeias não tivessem endereço e sobrenome.

Carlos Mendes

19/05/2026

Mais um episódio de desinformação climática turbinada por influenciadores que vivem de alarmismo. Enquanto o Inmet tenta trazer racionalidade, a esquerda digital lucra com pânico para justificar intervenção estatal na economia. Se dependesse desses perfis, já estaríamos pagando mais impostos por um “super El Niño” que nunca existiu.

    Carlos Rocha

    19/05/2026

    Exatamente, Carlos. O manual é velho: fabricam pânico climático para vender intervenção estatal e aumento de imposto. Enquanto isso, quem produz e gera emprego paga a conta desse circo ideológico.

    Maura Santos

    19/05/2026

    Falou em desinformação, Carlos, mas a turma que botou o país no escuro com apagão adora um pânico moral também. O Inmet tá fazendo o trabalho dele, enquanto seus influenciadores favoritos lucram vendendo curso de como negar ciência.

      Maria Silva

      19/05/2026

      Maura, concordo que desinformação vem de todos os lados, seja vendendo pânico climático ou negando ciência. O importante é cada um fazer sua parte com responsabilidade, sem jogar culpa só num lado.

      Renata Oliveira

      19/05/2026

      Maura, concordo que pânico moral não ajuda ninguém — seja na ciência, seja na política. O erro não é de esquerda nem de direita, é de quem troca informação por alarmismo.

Tonho Patriota

19/05/2026

INMET É COMUNISMO PURO! ESSE METEOROLOGISTA AÍ É MAIS UM VENDIDO DO SISTEMA. FAZ O L!

    Ronaldo Silva

    19/05/2026

    Pois é, Tonho, vou te falar: eu tô todo dia na rua vendo o sol torrando e a chuva chegando do nada, o Inmet sempre acerta. Chamar meteorologista de comunista porque discorda de você é o mesmo que xingar o marcador de gasolina. Bora separar a política do clima, que a conta pra pagar não pergunta de partido.

      Carlos Menezes

      19/05/2026

      Concordo com a essência, Ronaldo. A real é que tem gente que confunde previsão do tempo com militância política, mas também acho simplista ignorar que o negacionismo climático vem de ambos os lados do espectro quando convém. No fim, o termômetro não é de direita nem de esquerda mesmo.


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