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Descobertas revelam vida resiliente na Idade do Bronze na Europa

0 Comentários🗣️🔥 Sepulturas da Idade do Bronze descobertas em escavação arqueológica. (Foto: sciencedaily.com) Pesquisadores do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva revelaram detalhes fascinantes sobre a vida na Europa Central durante a Idade do Bronze, através do estudo de sepulturas raras não cremadas. A pesquisa, publicada na Nature Communications, destaca como comunidades locais se adaptaram […]

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Sepulturas da Idade do Bronze descobertas em escavação arqueológica. (Foto: sciencedaily.com)

Pesquisadores do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva revelaram detalhes fascinantes sobre a vida na Europa Central durante a Idade do Bronze, através do estudo de sepulturas raras não cremadas. A pesquisa, publicada na Nature Communications, destaca como comunidades locais se adaptaram a um mundo em rápida mudança, experimentando novos alimentos e rituais funerários, enquanto mantinham fortes tradições locais.

O estudo abrangeu sepulturas na Alemanha, Tchéquia e Polônia, além de restos cremados em locais da Alemanha Central. Eleftheria Orfanou, doutoranda no Instituto Max Planck e principal autora, explicou que as mudanças na Idade do Bronze foram percebidas como uma série de escolhas dentro das comunidades, envolvendo estratégias de subsistência e relações sociais.

Os dados genéticos indicam mudanças graduais na ancestralidade, sem substituições populacionais abruptas. As comunidades na Alemanha Central mostraram conexões crescentes com regiões ao sul e sudeste do Danúbio, mantendo, no entanto, suas tradições locais. A análise de isótopos de estrôncio e oxigênio revelou que a maioria das pessoas cresceu e viveu nas áreas onde foram enterradas, sugerindo que ideias e práticas culturais se espalharam principalmente através do contato social e comércio.

Além disso, a pesquisa destacou mudanças nos hábitos alimentares, com a introdução do milheto vindo do nordeste da China, que se tornou popular devido à sua adaptação a pressões ambientais e econômicas. No entanto, o consumo de milheto diminuiu posteriormente, com as comunidades retornando a cultivos tradicionais como trigo e cevada.

Apesar das dificuldades físicas enfrentadas, como doenças dentárias e estresse infantil, a saúde geral dos indivíduos era boa. O estudo também revelou uma diversidade de práticas funerárias, desde cremações até enterros tradicionais e ritos complexos, refletindo uma rica tapeçaria cultural durante o período da cultura dos Campos de Urnas.

Wolfgang Haak, líder do projeto, concluiu que essas comunidades da Idade do Bronze incorporaram mudanças e inovações dentro de tradições existentes, criando práticas híbridas significativas em um mundo cada vez mais interconectado. Para mais detalhes sobre esta pesquisa, consulte o Science Daily.


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