O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou aos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores que adotem as providências para efetivar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália. A decisão se aplica à Justiça e ao Itamaraty.
Na determinação, Moraes ressaltou que as garantias solicitadas pela Corte de Roma – como as de que Zambelli não será condenada a pena de morte, prisão perpétua, penas cruéis ou tortura – já foram enviadas. O STF também informou às autoridades italianas o local onde ela ficará presa, com imagens e detalhes das condições carcerárias.
Zambelli ficará na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, unidade que abriga presas em regime fechado, semiaberto e provisório, mantidas em alas separadas. A Justiça da Itália autorizou a extradição de Zambelli nos dois processos pelos quais ela foi condenada no Brasil: por porte ilegal de arma e por invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça.
Em outubro de 2022, ela perseguiu um apoiador de Lula (PT) nas ruas de São Paulo, apontando uma arma e proferindo ameaças. No ano seguinte, a Procuradoria-Geral da República a denunciou por ter comandado a invasão a sistemas do CNJ para inserir um mandado de prisão contra Moraes.
Antes da conclusão dos processos, Zambelli fugiu, primeiro para os Estados Unidos, depois para a Itália. Por ter cidadania italiana, acreditou que estaria ilesa de sanções da Justiça brasileira. Segundo apontou o portal da Carta Capital em sua nota oficial, o caso demonstra a atuação da Justiça brasileira no cumprimento de decisões judiciais mesmo contra autoridades que tentaram escapar à responsabilidade.
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