O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, assumiu a análise de uma ação apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que busca retirar notícias sobre uma pesquisa AtlasIntel da circulação. A pesquisa revelou uma diminuição nas intenções de voto do senador após a divulgação de áudios que evidenciaram sua proximidade com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A defesa de Flávio questiona a metodologia da pesquisa, argumentando que as perguntas foram feitas de forma a induzir uma percepção negativa sobre o senador. No entanto, o chefe de Risco Político e Análise Política do instituto, Yuri Sanches, rebateu as alegações, explicando que os entrevistados foram expostos às gravações somente após responderem a questões sobre o governo e a intenção de voto.
A pesquisa AtlasIntel, registrada no TSE com o código BR-06939/2026, foi a primeira a ser divulgada após as reportagens do Intercept Brasil que detalharam as relações do clã Bolsonaro com Vorcaro. Conforme a AtlasIntel, mais de 90% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento do caso.
O instituto incluiu perguntas sobre a repercussão dos áudios e mediu a opinião dos entrevistados sobre o conteúdo. As pesquisas são realizadas online e, nessa ocasião, reproduziram o áudio enviado por Flávio a Vorcaro no final da pesquisa.
Os áudios atribuídos ao senador mostram Flávio solicitando recursos de Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Flávio negou relações inapropriadas e disse que buscou patrocínio privado para a produção, mas negou qualquer irregularidade ou troca de favores políticos.
Leia mais sobre o assunto na Carta Capital.
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Clotilde Pátria
20/05/2026
Rubens, o senhor tá mesmo defendendo a Era de Ouro do PT que deixou o Brasil de joelhos e quase virou uma Venezuela? Essa pesquisa aí já tá com cheiro de encomenda da esquerda pra desmoralizar o filho do nosso capitão. Ainda bem que o ministro Nunes Marques é um homem sério e vai colocar um basta nessa palhaçada, porque se não for pela justiça, nós vamos ter que implorar por uma intervenção militar já que o comunismo avança até nas pesquisas!
Marta
20/05/2026
Clotilde, minha filha, você me preocupa quando solta umas barbaridades dessas com uma convicção que, me desculpe, só revela o abismo que se formou entre o conhecimento histórico e o discurso de internet. Primeiro, vamos com calma: o Brasil nunca “quase virou uma Venezuela”, e repetir isso é desrespeitar quem estudou minimamente a nossa trajetória. A Era de Ouro que você ironiza não existiu por decreto; existiu porque, entre 2003 e 2016, o país tirou 36 milhões de pessoas da miséria extrema, o salário mínimo teve ganho real de mais de 70%, e o acesso à universidade deixou de ser privilégio de bacana. Se você chama isso de “deixar o Brasil de joelhos”, então talvez precise rever o que significam joelhos: andavam muitos de cócoras na roça sem água potável no governo que veio depois, e a fome voltou a rondar 33 milhões de brasileiros. Dados, querida, não são opinião – são matéria de aula de história contemporânea, e eu tenho caderneta cheia delas.
Agora, sobre essa conversa de “intervenção militar” e “comunismo avança até nas pesquisas”: vou te pedir um minuto de silêncio para lembrarmos juntas o que foi uma intervenção militar no Brasil. Em 1964, prometeram combater a corrupção e o comunismo; o resultado foram 21 anos de ditadura, perseguição a professores como eu, tortura, censura, desaparecimentos e zero solução para a desigualdade. Cada vez que alguém pede intervenção militar, está pedindo que o arbítrio substitua o voto popular – e olha que eu sou professora de História, sei bem o cheiro que tem quando rasgam a Constituição e dizem que é pra “salvar a pátria”. Não existe comunismo em gráfico de intenção de voto; existe metodologia científica, registro no TSE e um candidato que lidera porque o povo se lembra do prato de comida que tinha. Chamar pesquisa eleitoral de “palhaçada” só porque o resultado incomoda é a atitude típica dos meninos mal-educados que não leram nem o capítulo sobre o iluminismo e a formação da opinião pública.
E já que você mencionou o ministro Nunes Marques, deixe-me acrescentar: o Judiciário examina ações quando há indícios de irregularidade, não quando um candidato se sente desmoralizado. Processar pesquisa porque o resultado é adverso não é justiça; é tentativa de amordaçar a realidade. Em sala de aula, eu ensinava que a democracia se alimenta de dados, debates e transparência – nunca de canetaço ou ameaça de quartel. O filho do capitão pode judicializar o que quiser, mas não pode processar o sentimento de um povo que viu a vida piorar depois que saíram os programas sociais e o respeito ao trabalhador. O que você chama de “cheiro de encomenda” é na verdade o cheiro do gás de cozinha a cento e vinte reais, do remédio que falta no posto, da escola sem verba. Isso não é comunismo, minha filha; isso é capitalismo do mau gestor, que entrega o patrimônio público e chama de liberdade.
Então, com toda paciência de quem alfabetizou gerações, eu lhe digo: pare de implorar por soluções autoritárias e implore por memória. Implore por ler um balanço de governo, uma taxa de desemprego, um mapa da fome. E, sobretudo, implore para que os meninos mal-educados que hoje bradam por intervenção nunca tenham de sentir na pele o que é viver sem o direito ao voto e à verdade – porque, quando a noite fecha, quem segura a barra do país não é farda, é a resistência serena do povo que ama e conhece sua história.
Maria Aparecida
20/05/2026
Clotilde, pedir intervenção militar por causa de pesquisa é uma afronta ao Deus que derruba reis e exalta os humildes — o mesmo Deus que mandou cuidar da viúva, do órfão e do estrangeiro, não de general. Enquanto vocês clamam por tanques, a Bíblia clama por justiça no portão da cidade.
João Santos
20/05/2026
Tá na cara que essa pesquisa é encomendada. Flávio Bolsonaro tem que processar mesmo. Chega de mentira.
Rubens O Pescador
20/05/2026
João, vocês ficam nessa de processar pesquisa mas o que o povão sente no estômago é a falta do arroz e feijão que sobrava nos tempo do PT. Naquela época pesquisa era só pra ver se o Lula tava com 80% de aprovação, e ninguém precisava judicializar nada porque a vida tava boa.