Pesquisadores chineses estão na vanguarda do desenvolvimento de terapias de células-tronco para a doença de Parkinson, superando competidores internacionais em eficiência e velocidade de teste clínico.
A doença de Parkinson é frequentemente descrita como um distúrbio do movimento, causado pela falha do cérebro em produzir dopamina suficiente devido à morte ou disfunção das neurôns especiais responsáveis pela geração da substância química.
Na busca por uma cura, pesquisadores ao redor do mundo estão explorando terapias de células-tronco voltadas para reponer neurôns que produzem dopamina – um campo em que uma empresa chinês afirma estar na liderança.
Nuwacell Biotechnologies, fundada uma década atrás em Hefei, na província de Anhui, por biólogos de células-tronco Yu Junying e Zhang Ying após sua volta da China de instituições líderes nos EUA, está se destacando nessa corrida.
Yu, a cientista-chefe da empresa, disse que a terapia da Nuwacell apresentou uma ‘eficiência significativamente maior’ do que times internacionais dos EUA e do Japão, com taxas de conversão das células em neurôns produtoras de dopamina de 80 a 90%, enquanto os dados publicados por outros times são inferiores a 25%.
Leia mais sobre o assunto na scmp.com.
Leia também: China avança com terapias celulares e pressiona farmacêuticas ocidentais no tratamento do Parkinson
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Carlos Meirelles
20/05/2026
Enquanto desperdiçamos recursos com políticas assistencialistas que só geram dependência, a China mostra que investir em ciência de ponta traz resultados reais. O Brasil deveria focar em reduzir a carga tributária e a burocracia para liberar o potencial do setor privado na área da saúde.
Mariana Santos
20/05/2026
Engraçado você usar a China como exemplo, Carlos, porque o que impulsiona a biotecnologia de lá não é a lógica de mercado que você defende, mas um maciço investimento estatal e planejamento centralizado que o Brasil, com sua obsessão por cortes e privatizações, insiste em sabotar. Querer reduzir tributos e burocracia para “liberar o setor privado” na saúde é ignorar que países como a China e Cuba colhem resultados exatamente porque trataram ciência e cuidado como direitos públicos, não como nicho de lucro.