PT reabre busca por nome competitivo para Lula em Minas Gerais

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) em pronunciamento. (Foto: metropoles.com)

O Partido dos Trabalhadores (PT) de Minas Gerais recomeçou a buscar um nome competitivo para apoiar na eleição ao governo do estado, após o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) decidir não concorrer. O diretório mineiro deve realizar uma reunião nesta quarta-feira com as lideranças para deliberar sobre o tema.

Apesar das palavras do presidente nacional do PT, Edinho Silva, que confirmou a desistência de Pacheco, petistas e o próprio senador não descartam totalmente uma reviravolta. O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou que agora é aguardar orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que o partido está discutindo tanto no estado, quanto com lideranças nacionais.

“Qualquer alternativa passa por um palanque forte para o Lula, que seja firme, consistente, amplo, mas ao mesmo tempo bastante definido do ponto de vista político e ideológico”, afirmou Correia.

Além do debate sobre uma candidatura própria ainda sem nome definido, algumas figuras vêm sendo ventiladas há tempos como alternativas. É o caso do ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato Alexandre Kalil (PDT), que é visto como preferido de uma ala da sigla, enquanto outros possuem ressalvas ao político.

Kalil, que já foi o nome apoiado pelo PT na disputa ao governo em 2022, na época filiado ao PSD, quando foi derrotado por Romeu Zema (Novo), é visto como uma opção viável por já ser conhecido do eleitorado. Contudo, desde o final da última disputa ao governo, houve um afastamento entre Lula e o mineiro.

O ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte (CMBH), Gabriel Azevedo (MDB), também pré-candidato ao Palácio Tiradentes, vem se movimentando, chegando inclusive a marcar uma reunião com a presidente do PT mineiro, a deputada estadual Leninha. Azevedo nega a agenda, que foi confirmada à reportagem do Metrópoles, apesar de não ter uma data definida, por pessoas ligadas ao próprio emedebista e a petista.

“Dialogo com todos e vislumbro possibilidades de alianças com lideranças e partidos que estejam no campo democrático. Ao longo da minha trajetória, não apenas neste momento eleitoral, mantive interlocução com nomes do AGIR, Avante, Cidadania, DC, PCdoB, PDT, PSB, PSDB, PSOL, PT, PV, Rede, entre outros. São conversas em torno de preocupações, programas e propostas compartilhadas sobre o futuro de Minas Gerais”, afirmou Gabriel.

Pessoas próximas a Azevedo afirmam que ele ainda conta com a simpatia do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD). Sobre a possibilidade de ser apoiado pelo PT, o pré-candidato afirmou que a construção da sua possível candidatura parte de ter seu nome na cabeça de chapa e que isso foi definido junto ao presidente do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP).

Apesar de Pacheco em princípio ter decidido não concorrer, o PSB filiou dois nomes que são mencionados como alternativa. É o caso do empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar; e do ex-procurador-geral da Justiça, Jarbas Soares Júnior. Os dois são vistos como bons quadros para a disputa, apesar de menos conhecidos do eleitorado.

Há uma pequena possibilidade de que a posição seja revista no encontro, que ainda não ocorreu por dificuldades na agenda do petista, e que também deve ter a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Questões nacionais também pesaram. Foi o caso da decisão do presidente de indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em detrimento de Pacheco, candidato preferido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Houve ainda a ideia do amapaense de indicar o senador mineiro para uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A dificuldade em atrair apoio de partidos mais ao centro também foi determinante para a decisão de Pacheco de não seguir na disputa. Há quem aposte, porém, que o desgaste em torno do senador Flávio Bolsonaro (PL) por causa de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro pode levar esses partidos para a neutralidade ou até jogá-los no colo de Lula. Isso poderia trazer Pacheco de volta ao jogo.

Leia mais sobre o assunto na metropoles.com.


Leia também: PT busca alternativas após recuo de Pacheco em Minas Gerais


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