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Rússia ativa sistema laser Peresvet para cegar satélites de reconhecimento

6 Comentários🗣️🔥 Sistema de laser Peresvet montado em veículo militar russo. (Foto: actualidad.rt.com) O sistema laser de combate Peresvet foi integrado às Forças Armadas da Rússia em dezembro de 2018. Desenvolvido como um dos projetos mais sigilosos do país, o equipamento foi anunciado pelo presidente Vladimir Putin naquele ano. Os primeiros programas de armas laser […]

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Sistema de laser Peresvet montado em veículo militar russo. (Foto: actualidad.rt.com)

O sistema laser de combate Peresvet foi integrado às Forças Armadas da Rússia em dezembro de 2018. Desenvolvido como um dos projetos mais sigilosos do país, o equipamento foi anunciado pelo presidente Vladimir Putin naquele ano.

Os primeiros programas de armas laser soviéticos remontam aos anos 1960. Na época, a falta de potência para gerar feixes eficazes e a desintegração da URSS interromperam os avanços. O projeto Sókol-Eshelon já previa o uso de lasers para neutralizar sistemas ópticos de naves espaciais.

A retomada dos projetos ocorreu no final da década de 2000. Em 2009, a Academia de Ciências de Engenharia anunciou o desenvolvimento de um laser de combate para aeronaves. Testes bem-sucedidos foram realizados em 2016 no avião militar A-60, utilizando tecnologia baseada no sistema soviético Skif.

As especificações do Peresvet foram divulgadas em 2024. O sistema não destrói alvos, mas neutraliza sistemas ópticos e optoeletrônicos de aeronaves, drones e satélites por meio de feixes laser de alta potência.

O Peresvet protege o deslocamento de mísseis móveis em cenários de risco nuclear. Cada unidade cobre uma área de 65 a 90 quilômetros de raio e cega satélites em altitudes entre 200 e 1.100 quilômetros.

Essa capacidade abrange a maioria dos satélites de reconhecimento. O sistema não interfere em satélites de alerta precoce, que operam em órbitas mais altas e detectam lançamentos de mísseis.

Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.


Leia também: Rússia exibe arsenal hipersônico e a laser em vídeo do Desfile do Dia da Vitória


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João Martins

20/05/2026

Enquanto os colegas debatem se o Estado deve ser grande ou pequeno, o ponto central me parece completamente ignorado: qual a eficácia real desse sistema? Anúncios militares russos têm um histórico nada desprezível de exagerar capacidades – lembremos do T-14 Armata, apresentado como revolucionário e que até hoje mal saiu da fase de protótipos para produção em escala. O Peresvet foi anunciado em 2018, e cinco anos depois ainda temos basicamente as mesmas imagens granuladas e declarações vagas de autoridades. Cadê os dados de teste? Cadê a evidência independente de que o sistema efetivamente cegou um satélite em órbita? Sem isso, é apenas mais um exercício de relações públicas.

Do ponto de vista técnico, lasers anti-satélite enfrentam limitações físicas severas. Para atingir um satélite em órbita baixa, o feixe precisa atravessar dezenas de quilômetros de atmosfera, onde turbulência, umidade e partículas dispersam a energia. Além disso, satélites de reconhecimento modernos operam em órbitas cada vez mais altas e frequentemente possuem proteções contra interferência eletromagnética. Há estudos abertos, como os do Center for Strategic and International Studies, que apontam que sistemas laser terrestres eficazes contra satélites exigiriam potências na casa dos megawatts e ópticas adaptativas de altíssima precisão – algo que nem os EUA, com orçamento militar dez vezes superior ao russo, conseguiram operacionalizar plenamente. A Rússia teria resolvido isso com um caminhãozinho Kamaz e uma caixa misteriosa na carroceria? Convenhamos.

A discussão nos comentários reflete um problema maior: a gente se apega a rótulos ideológicos e esquece de exigir o básico, que é evidência. A Cecília critica o gasto estatal, a Bia quer direcionar para metrô, o Carlos e o João Batista entram na seara filosófica, e o Gabriel reduz tudo a meme. Mas ninguém pergunta: quanto custou esse programa e qual o custo de oportunidade real? Segundo estimativas do SIPRI, o orçamento militar russo em 2024 está em torno de 109 bilhões de dólares – cerca de 6% do PIB, um percentual altíssimo. Mesmo que o Peresvet represente uma fração disso, cada rublo gasto em sistemas de eficácia duvidosa compete com a modernização de equipamentos convencionais que a guerra na Ucrânia mostrou serem urgentemente necessários, como drones táticos e munições guiadas de baixo custo.

Aliás, essa guerra oferece um teste empírico interessante. Se o Peresvet fosse realmente capaz de cegar satélites, por que a Ucrânia continua recebendo imagens de alta resolução de constelações comerciais como a Maxar e a Planet Labs, que documentam diariamente os movimentos de tropas russas? A resposta mais provável é que o sistema não funciona como anunciado, ou funciona de forma tão limitada que não altera o cenário estratégico. O mesmo vale para alegações similares de qualquer país – sem dados, sem verificação independente, não passa de propaganda. E propaganda, convenhamos, é uma indústria na qual Moscou investe pesadamente há décadas.

Gabriel Teen

20/05/2026

Putin com arminha laser e o brasileiro brigando se o Estado é mamãe ou papai kkkkk intankável o bostil

Carlos Rocha

20/05/2026

Cecília foi direto ao ponto: Estado forte é sinônimo de cidadão fraco. A Bia ainda vive no mundo da fantasia onde o governo, se bem-intencionado, gasta direitinho – como se corrupção e ineficiência fossem bugs, não features do setor público.

    João Batista

    20/05/2026

    Irmão Carlos, pecado original não é do Estado — é do coração que serve a Mamon, seja na corte ou no mercado. A Bíblia não prega governo fraco; prega governo justo, que tira o pobre do pó e levanta o necessitado do monturo.

Cecília Alves

20/05/2026

Mais um brinquedo caro do Estado russo, sugando recursos que deveriam estar nas mãos dos cidadãos. Enquanto isso, a burocracia militar e o controle estatal só aumentam. Prioridades completamente distorcidas.

    Bia Carioca

    20/05/2026

    Cecília, o absurdo é real, mas a saída não é menos Estado, é o Estado gastar com o que importa: transporte público, saúde, educação. Imagina esse investimento bilionário indo para metrôs e trens regionais em vez de arma espacial?


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