O Brasil enfrenta desafios no cenário internacional, com a desorganização das cadeias de suprimentos impactada por pandemias e conflitos globais. A reconstrução das instituições democráticas e o papel do Estado foram retomados no governo Lula III, após o período de interrupção entre 2016 e 2022.
O novo paradigma da divisão internacional do trabalho substitui a visão liberal do suprimento pelo menor custo pela segurança de fornecimento, alterando significativamente a localização das cadeias internacionais de suprimentos. O governo Lula III desenvolveu importante esforço de reconstituição das instituições democráticas e a retomada do papel do Estado nas políticas públicas para o desenvolvimento.
Os avanços econômicos incluem o crescimento superando expectativas, o desemprego mais baixo desde 2014 e a recuperação da renda média. A retomada de programas sociais de elevado impacto, como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida, contribuiu para esse desempenho favorável. Na área tributária, houve progresso na tributação indireta, reduzindo distorções e tornando o sistema mais transparente.
Um dos grandes entraves ao desenvolvimento está nas políticas macroeconômicas, especialmente as taxas de juros. Os juros elevados por longo período geram enormes distorções, representando um “prêmio” ao ócio, pois o retorno esperado de qualquer empreendimento dificilmente supera o “custo de oportunidade” representado pelos juros.
O pagamento dos juros da dívida consumiu 1 trilhão de reais no último ano, representando 8% do PIB. Grande parte do esforço fiscal, seja na elevação da arrecadação, seja na contenção de gastos, é desperdiçada no pagamento de juros. Outra distorção é o enorme peso das emendas parlamentares, que chegaram a 51 bilhões de reais, restringindo a capacidade de investimentos do Executivo.
As eleições gerais de 2026 representam um ponto relevante de definição do futuro do País. Mais que uma disputa polarizada, trata-se da necessidade de afirmação do Estado Democrático de Direito, dos valores republicanos e do relevante papel das instituições. A nação não pode admitir qualquer retrocesso e concessão a programas e projetos de poder que só favoreçam alguns em detrimento do todo.
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